Love to be loved – Parte 3

Teoria do cobertor curto. Puxa para cobrir os braços, mas deixa de cobrir os pés. Resolve aqui, complica ali… Mas já estamos rumando para o fim!

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III – Parallel Instances

– Não é um namoro. – Disse André, sério.

– Uma relação de amizade muito forte, então? – Caroline questionou.

– Se desconsiderarmos os beijos… – André desviou o olhar.

Era intervalo, e ambos discutiam, ainda, o relacionamento. Era uma manhã sem assunto para conversa – uma semana após o término do namoro.

Conversavam amigavelmente sobre a própria relação, da mesma maneira que um colega dá conselhos de relacionamento a outro. Talvez com um pouco mais de intimidade, mas isso é um mero detalhe.

– Amigos não saem juntos de mãos dadas. – Declarou ele, pensativo.

– Amigas saem. – Ela comentou, lembrando-se das próprias experiências de anos atrás.

– Mas não sou uma garota! – Reclamou André.

– E qual o problema em ser uma garota?

– Nenhum…

– Então guarde seus argumentos. – Caroline colocou o dedo indicador sobre os lábios dele.

– Vai querer dar uma de feminista agora?

– Não exatamente…

– Então, discussão terminada. – Ele deu leves batidinhas no ombro da garota.

Ela se levantou.

– Bem, já que é assim… Vou indo. Tenho que estudar para a prova. – Calmamente, se dirigiu à porta.

– Depois me conte o que caiu, Carol. – André gritou para que ela escutasse.

– Talvez, se você quiser entender alguma coisa minha.

Ele se questionou, mas não estava com ânimo de ir atrás dela para descobrir qual era o significado disso. Portanto, acompanhou-a andar calmamente pelo pátio.

Nas horas de aula seguintes, nenhum acontecimento relevante. No fim do período, apenas se cumprimentaram e comentaram um pouco sobre a tal prova, depois Caroline foi embora ligeiramente apressada.

O dia seguinte transcorreu normal. Matérias e aulas, uma prova para André, conversas com temática livre no intervalo. Ao soar o último sinal, porém, Caroline ficou na classe a pedido de Paulo, um colega de turma, que lhe pediu ajuda em umas atividades.

Algumas conversas entre os exercícios. Alguns elogios aleatórios. Por fim… Um pedido – e se acontecesse alguma coisa a mais?

– Bem… Não estou interessada. – Caroline respondeu e, simultaneamente, arrumou o cabelo. Desconfortável falar naquilo com outras pessoas.

– Algum problema? Gosta de outra pessoa? Ou ainda tem algo com seu ex? – Paulo perguntou entristecido, levantando-se.

– Nada de mais. Só não quero nenhum relacionamento sério.

– Não precisa ser sério. Eu gosto de você, e tudo mais… Porque não tentar algo?

Caroline pensou nisso. Não namorava o André. Gostava dele, mas não era profundamente apaixonada. O amor romântico reduzira a amor entre amigos, do ponto de vista dela.

Não iria acontecer nada de mais. O que acontecesse não precisava sair daquela sala. Não precisava incluir sentimentos naquilo.

Caroline levantou-se. Era uma decisão arriscada e sentimentos estavam em jogo.

Paulo era legal e consideravelmente bonito – embora não necessariamente um galã. Porque não fazer algo por ele? Ou algo com ele?

– Não que eu queira que aconteça algo… Mas nada nos impede. – Ela disse.

– Então… O que vai acontecer?

– O suficiente para sabermos se dá para continuar.

Enquanto falavam, se aproximavam um do outro.

Não que fossem inexperientes ou inseguros. Porém, o primeiro beijo entre um casal recém-formado costuma ser marcado pelo desconhecimento de um parceiro em relação ao outro. Houve certa hesitação, mas, por fim, os olhos se fecharam e os lábios se tocaram.

Mais outro. Um pouco mais intenso. Caroline pensou no tempo de namoro com André e lembrou-se de que não se beijavam assim há muitos meses. Era outro alguém, uma paixão renovada. A sensação de liberdade do ex-namorado.

Porque não, afinal? Ficar com outra pessoa, sair um pouco do padrão. Alguns dias, apenas… Alguns beijos e abraços longe das vistas de todos.

Ela estava um pouco mais feliz, após sair da escola. Talvez por mais alguém além de André confessar que gostava dela. Talvez pelos beijos de Paulo. Talvez pelo dia legal, em geral.

Coincidentemente, viu André um pouco mais à frente, na rua. Alcançou-o.

– Oh, que surpresa! Onde você estava? – O garoto perguntou.

– Na minha sala. Estava ajudando o Paulo com umas atividades e… – Bom, não havia nada de mais em contar, pensou ela – Nós meio que… ficamos.

André esperou o fim da frase. Como se fez um silêncio de mais de dez segundos entre eles – algo incomum -, perguntou:

– Ficaram… O quê?

Ao perguntar isso, uma luz surgiu em sua cabeça e um aperto em seu peito, mas ele esperaria a confirmação para comentar algo.

– Bem, ele me elogiou, disse que gostava de mim e queria que algo acontecesse. Então, a gente… Deu uns beijos, sabe…

– Ah, ok. – Realmente o que eu imaginava, pensou ele.

Caroline hesitava. Deveria ter contado logo após ficar com o garoto? Era estranho falar disso com o ex-namorado.

– Bem, o Paulo é legal. – Disse ela.

André murmurou:

– Vai namorá-lo?

– Não, nem quero nada a mais.

“Por que ficou com esse cara, então?” – André começou a pensar nisso e em outras coisas contribuíram para que sua cabeça logo ficasse cheia: “Ele é mais bonito do que eu?”, “Ele beija melhor?”, “Ele se esforçou para conquistar a Carol, será?”.

Era chata a ideia de ver sua melhor amiga – e ex-namorada – namorando outro garoto. Talvez de uma maneira diferente – e talvez melhor – do que era com ele.

E Caroline pensava em tantas coisas quanto André. Se quisesse, poderia resolver todas as dúvidas que surgiam na mente do pobre rapaz. Porém, não queria perder o contato, o amor e a intimidade que havia entre eles. Não sabia como controlar a situação.

Enfim, surgiu uma resolução. Detalhar o evento.

– Não foi muita coisa… Estávamos conversando na sala, e ele me elogiava bastante, coisas do tipo “você é bem esperta, eu não saberia resolver isso sem sua ajuda”. Até que ele comentou que gostava de mim, queria que acontecesse alguma coisa entre nós.

André não estava interessado no que acontecera, mas resmungou como um sinal de que estava entendendo. Ela continuou:

– Eu pensei em você. Mas pensei também no Paulo. E, bem, uns beijos não significam nada…

Ele a interrompeu:

– Só para você.

– Como assim?

– Para ele, beijar você foi o prêmio máximo da semana, tenho certeza. E, se fosse eu, não pararia por aí. – Desviou o olhar.

– Mas não é você, Dré.

– Veremos…

E assim, seguiram. Uma pequena tensão entre eles.

Como dito e esperado, uma surpresa aguardava Caroline no dia seguinte.

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ClaMAN

banner126ANOTAÇÕES:

  • Esse capítulo está atrasado [era pra ser publicado no sábado] pelo simples fato de este editor que vos fala ter tido uma pequena crise de falta de ideias, associada à falta de experiências amorosas suficientes para significar alguma experiência de verdade.
  • Estou com fome. Além disso, falta pouco para eu desabar na mesa do computador por causa de sono.
  • Quero me apaixonar, para poder ficar reclamando depois de como é ruim o amor e etc, etc, etc.
  • Depois desse conto pretendo parar de escrever histórias por uns meses.
  • Férias chegando.
  • O roteiro original mudou, MM.
  • Siglas para se referir à pessoas… Oh god, é minha chance de ser conhecido!
  • Sou o C S L ClaMAN !
  • Ok, corta.

Autor: ClaMAN

Animes? Assisto, mas a maioria ou é de romance ou é de fantasia ou é de vida cotidiana. Jogos? Jogo, mas meu jogo preferido é um simulador de ônibus, e os outros não são populares. Livros? Li alguns e escrevo histórias (que parecem fanfics) de vez em quando. No resto do tempo, sou um estudante "normal" de Análise e Desenvolvimento de Sistemas (vulgo "Programação"). Prazer.

3 comentários em “Love to be loved – Parte 3”

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