(12E) Como começar uma conversa sobre amor – Capítulo 7

A tensão com montes de coisas a fazer – Será que Anna, Saulo e os demais personagens conseguirão lidar com todo o nervosismo?

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Como começar uma conversa sobre amor

(Só para constar: o logotipo passou por uma pequena mudança)Terceira estação:
Quem diria que cada passo dado levaria a um caso complicado?


(Ler o capítulo anterior…)

Capítulo VII : Dezembro – Ansiedade e fatos sequenciaisbanned_download_provi

Em um mundo de aparente calmaria [ou seja, uma história parada], a tensão está presente (e aumentando) dentro das mentes [dos personagens].

Mesmo que Giulia mantivesse a cabeça erguida e a postura elegante (e isso resultasse em uma imagem de plena confiança), ela tinha suas preocupações – “Não estudei como queria para as avaliações, as provas para bolsas e escolas estão perto, preciso apresentar bem o seminário… E o meu futuro depende de tudo isso!”. Saulo, mais à frente, mantinha o sorriso e ainda parecia descontraído – mesmo apreensivo com algumas coisas – “A apresentação do teatro está chegando, mas ainda falta resolver tanta coisa… Será que vai dar tempo?”. Ao lado dele, Anna nem escondia o nervosismo – “No trabalho, eu vou ter que ler aquele monte de coisas pra classe toda, não vou conseguir! Fora isso, o ano praticamente acabou e eu nem falei com ninguém direito! Fora isso, a Paula, a Joyce e a Christine estão com raiva de mim e eu nem sei o por quê! Fora isso… (etc.)”. Quanto a Leandro, eu não sei dizer – ele é de outra classe.

Relevemos isso e voltemos a mais destacável afirmação do capítulo anterior: Giulia conhece Leandro. Claro que Anna começou a fantasiar quais eram as ligações entre eles:

“Naquele dia que nos encontramos no corredor, não parecia que ele e ela eram muito próximos (afinal, praticamente não se cumprimentaram). Então, será que são só conhecidos? Ou será que… Aconteceu algo entre eles que eu não sei!? Ah, não, as meninas comentariam algo se soubessem. Se bem que… Aquele artigo que eu li naquela revista naquele dia falava sobre amizade com o ex-namorado, e parece que é comum ficar distante. E agora!?”

Giulia, como o tipo de pessoa que não fala muito de si mesma, deixou os fatos que lhe causavam mais tensão de lado e concluiu com um pequeno conselho para Anna:

— Realmente, ele é de outro ano, então não dá pra ter tanto contato com ele… Mas eu sei que ele é simpático e gentil, embora não aparente. Se aquele seu amigo o conhece, é uma chance para você.

— Você já o conhecia antes…? — Anna ficou curiosa e não conseguiu evitar a pergunta.

— Sim, mas já faz algum tempo que eu me afastei… Tivemos um mal-entendido,

Giulia não queria falar mais disso e Anna, percebendo isso, não fez outras perguntas (mas ainda imaginava que tipo de mal entendido acontecera).

12e_ql_larg_reallyverysmlMas, tudo bem, não fiquemos tensos por coisas pequenas. Guardemos o nervosismo para coisas mais relevantes, como o momento em que a história do teatro foi concluída e viram que precisavam de mais atores – e então…

— Pois é, Saulo, você vai fazer o papel do… [nome do personagem]

— Ah, tudo bem, Espera… EU!?

O garoto se acomodara na posição de roteirista auxiliar e ajudante geral, e levou um susto quando recebeu essa notícia – interpretar justo um dos personagens com mais falas…! Mas, no fundo, já estava preparado para algo desse tipo.

— Bem, vamos lá…

(bem, não é como se ele não quisesse mesmo…)

12e_ql_larg_reallyverysmlUns dias passaram e Giulia, se não parecia possuir a tensão que deveras possuía, ainda acabava transmitindo-a para as pessoas mais próximas – nesse caso, Anna (também, qualquer coisa influencia a Anna (isso é que eu chamo de pessoa (ou, nesse caso, personagem) manipulável)).

“Não tenho tempo para me preocupar com bobagens como namorados ou séries de romance… Eu preciso me preparar para as provas! Depois que a Gi (olha a intimidade…) ficou falando disso, me deixou preocupada de verdade.” Nessa tensão, encheu o saco da amiga até que ela concordasse em ajudar com os estudos (“O problema é que eu nem sei como estudar para essas provas… Você não me ajudaria?”).

Nisso, ela não esqueceu do amigo.

— Saulo… Você não está preocupado com as provas?

— Que provas? Agora só falta a prova de ciências, porque as outras nós já fizemos! Ah, e o seminário também.

Nesse momento, finalmente caiu a ficha da realidade na garota.

“Minha nossa… Então, para o quê estamos estudando?”

— Mesmo assim… Não quer estudar comigo e com a Giulia?

— Ela… Me chamou? — Um raio de esperança, do tipo “ela finalmente percebeu que eu existo!”, atingiu o nosso pobre personagem.

— Err… Bem… Não.

A reação foi substituída por uma ligeira decepção, do tipo “Anna, tenha um pouco de bom senso.”.

— Então, não sei se fica bem eu ir. Além do mais, tenho que treinar para outras coisas… Mas fique tranquila, vai dar tudo certo.

Saulo pensava em fazê-la falar com Leandro. Conhecer o garoto. Porém, a melhor maneira que ele conseguia pensar era: fazê-la participar da peça teatral. E ele imaginava que ela não aceitaria. Mas ainda havia duas semanas até o fim das aulas, até lá podia acontecer muita coisa.

12e_ql_larg_reallyverysmlAnna foi, então, estudar para algo que ela desconhecia na casa de Giulia. No caminho, não evitou a pergunta:

— Giulia (a intimidade apresentada ali atrás sumiu), para quê vamos estudar? As provas praticamente já acabaram…

— Daqui a uns dias vai acontecer o exame para aquele colégio técnico que eu comentei, e depois tem alguns exames para bolsas que eu quero tentar.

(Diálogo dispensável em que Giulia relevou a (falta de) atitude da garota ao não se inscrever e foi falar sobre as escolas onde tentaria alguma vaga.)

— Se você não se importar, minha prima vai estudar conosco. Ela passou em vigésimo quinto lugar no ano anterior, e estuda lá agora.

— E… Isso é bom?

— Como são duzentas vagas, isso é excelente (olha o orgulho, hahaha).

Claro, ela “esqueceu” de comentar que a prima dela não era muito simpática. Talvez vocês a reconheçam ao mesmo tempo em que Anna a conheceu: uma garota de baixa estatura, olhos claros, rosto sardento e cabelo castanho com franja e preso num rabo de cavalo.

(Apresentações irrelevantes (Anna, essa é Alana (eu disse que vocês a reconheceriam… E, como nota, isso foi três meses antes da linha do tempo do Meus Receios)(“Nossa, nossos nomes são parecidos!”), e Alana, essa é Anna), resolução de exercícios, Alana provando que não era tão boa em expressar seu conhecimento, Giulia nem tão introvertida.)

Depois de muitos exercícios, a anfitriã foi pegar lanches para as garotas. Anna já estava mais animada, só que não sabia como puxar assunto com a sua nova conhecida. “Ela não parece estar muito a fim de conversar… E eu nem sei sobre o que ela gostaria de conversar…” Mais uma vez, esse mesmo pensamento travou qualquer ação que Anna quisesse fazer, então nada foi feito.

12e_ql_larg_reallyverysmlAntes que alguém diga que esse trecho foi irrelevante, lembrem que, para cada momento de tensão, tem um momento de repouso antes – que tinha que começar por algum lugar, afinal.

Giulia pretendia relaxar após toda essa temporada de coisas preocupantes, então foi falar de filmes que gostaria de ver antes de morrer, ops, quer dizer, antes do Natal. Anna não se manifestou, mas morria de vontade de ir ao cinema acompanhada de alguém, fosse amor ou amizade. E Alana, bem…

— Não quero pensar nisso por enquanto.

— Não era você que queria ver aquele filme que estreou esses dias… — Giulia, que conhecia bem os interesses da prima, questionou.

— Desisti dele. Tem um garoto (irritante) que é apaixonado por mim que contou o final dele.

— Então, parece que alguém está prestes a arranjar um namorado.

Anna aguçou sua atenção na conversa.

— Já o rejeitei, só que ele não quer entender isso. Se todos que gostarem de mim forem assim, prefiro morrer solteira.

E nossa protagonista quase teve um ataque do coração ao ouvir a menina comentando que não queria namorar, mesmo após um garoto se declarar a ela. Se Anna estivesse no lugar de Alana… [o namoro entre ela e Fernando nem teria começado, na pior das hipóteses]

— Mas… Ele gosta de você, não é? — Anna, hesitante, questionou.

— Gosta. Já até me pediu em namoro.

O pseudo-ataque de Anna piorou nesse momento: “Como ela pôde rejeitá-lo, então? Realmente, não entendo o amor. Se ele gosta dela, ela tinha que gostar dele… Não é verdade?”

— Só que eu não gosto dele. Não vou ficar com alguém com quem não me sinto bem, e nem conheço direito.

Ainda falta o golpe final de Alana (se um dia eu for escrever uma história de luta, Alana fará o papel de carrasco). E esse golpe final foi na frase a seguir:

— É bom entender que não é só gostar e começar a namorar. Se quer viver um romance igual de histórias, vá ler, assistir ou escrever uma dessas histórias.

(E assim vocês entendem por que estou escrevendo isso, wa ha ha.)

12e_ql_larg_reallyverysmlOs assuntos dispersaram e nada mais de relevante aconteceu nessa conversa. Ah, perdão, uma coisa aconteceu: Anna ficou meio apreensiva com Alana. E outra coisa aconteceu também: Anna praticamente entendeu que a chance de ela ser rejeitada por Leandro (quando conseguisse coragem para falar com ele, e depois se declarar) era bem alta. Não dava para prever como ele reagiria, e isso a fez ficar tensa. Se já não sabia como começar a falar com ele antes, agora conteve-se ainda mais.

Isso vocês já sabem, então vamos avançar a parte da tensão de ficar por cinco horas em uma sala de aula silenciosa com montes de questões de várias matérias a resolver, que Giulia viveu (Saulo também, mas (SPOILER) ele não vai passar mesmo… (FIM DO SPOILER)). Vamos para a tensão da despedida, onde os últimos trabalhos estavam sendo entregues, a apresentação daquele trabalho estava agendada (hora do nervosismo dominar Anna de vez) e o ensino médio abria as portas aos poucos para aqueles sem problemas nas notas.

No meio disso tudo…

— Anna, eu queria te pedir um favor. — Saulo chegou para a amiga, nem tão tranquilo.

— O que foi? Pode pedir…

— Nem consegui falar antes, mas… Sabe o teatro que estão montando? Então, vou participar dele.

Anna achou esse fato incrível. Agora o amigo dela se tornaria um ator!

— Só que está perto da apresentação, e ainda falta gente… Eu queria que você ajudasse.

Aí veio um frio na espinha da menina. Holofotes, milhares de pessoas assistindo, um livro cheio de falas a decorar e interpretar, roupas espalhafatosas, “ser ou não ser” (Anna associou completamente teatro a Shakespeare).

— Eu… Acho… Que… Não… Consigo… — E ela começou a tremer só de imaginar.

— Nem uma cena simples? Também precisamos de figurantes…

— Não… Sei… Dizer…

— Quer ver o ensaio? O Leandro está lá, ele entende bastante disso. Poderíamos ver uma cena tranquila…

Anna acabou concordando em ir assistir, sendo que metade do motivo era Leandro e a outra metade, o teatro (e o zero restante era a coragem para participar).

12e_ql_larg_reallyverysmlRealmente, há muito com o que ficar tenso. Saulo nem se preocupou muito com o trabalho (quase esqueceu de entregar, e ao entregar quase acabou passando uma cópia dos textos do teatro ao invés da parte escrita) – e, mesmo assim, diante da classe, apresentou bem seu conteúdo e seu cartaz, tendo o rapaz chamado Eric (nome genérico que só vai aparecer de novo agora)13 como seu parceiro na dupla apenas lendo alguns tópicos e segurando o cartaz. Anna não conseguiu ficar tranquila o suficiente, então gaguejou e esqueceu alguns pontos. Por sorte, tinha ao lado Giulia, que garantiu a boa nota final para ambas com seu carisma.

— Pelo visto, dominou a Anna de jeito… — comentou Paula.

— A Anna deve ter feito tudo, e essa daí fica falando complicado só para aparecer. — Joyce resmungou.

— A atenção que já recebe por ser uma puxa-saco não é suficiente para ela. Apenas ignoremos. Professor, vou ao banheiro. — Christine preferiu sair de perto, e foi acompanhada pelas outras duas (como “best friends” que são, é lógico que não deixariam a menina ir ao banheiro sozinha).

Anna percebera que as garotas já não estavam mais falando com ela (afinal, ficou próxima demais da “inimiga”). Ela estava deixando a tensão pós seminário diminuir para ver o teatro com Saulo, e por estar acompanhada naquele momento deixara de lado outras pessoas.

Então, nem notou que Leandro fora até a sala dela (quando ela já saíra), procurando por uma pessoa…

— Ei, a Gi é dessa classe, não é? — ele perguntou do batente.

— Gi? — alguém perto da porta não associou o apelido à pessoa (Afinal, você lê “GIUlia”, mas fala “Julia”, e o apelido é “Gi”, então dá conflito).

— A menina de cabelo castanho e cheio, alta e que tem o corpo bonito.

— Err… Você está procurando por mim? — Giulia, que viera da sala dos professores, ouvira a descrição e o “Gi” de longe (audição nota dez!).

E o reencontro foi inevitavelmente tenso. Para Leandro, nem tanto, mas para Giulia, as memórias surgiram assim que ele virou o rosto – e isso afetou qualquer comportamento dela.

— …O que foi?

— Você poderia nos ajudar só hoje com o ensaio do teatro?

— Ehh… Não. Não vai dar.

— Nem por dez minutos? É algo bem simples.

— Tenho outras coisas a fazer agora, então…

— Mesmo que, se fosse um dia normal de aula, ainda estaríamos estudando? Gi, quebre esse galho para nós. Você é a única pessoa que pode ajudar no momento.

Palavras selecionadas cuidadosamente para comover. Só que o problema não era o favor a ser feito, mas quem estava pedindo.

— …

— Ei, Leandro! — Um garoto aleatório interrompeu os dois – e acabou conseguindo convencer a menina a gastar vinte minutos naquele negócio.

12e_ql_larg_reallyverysmlO que causava mais tensão em Giulia era a relação não-resolvida com o garoto, e não a parte de atuação. Já para Anna, tudo era alegria e uma boa quantidade de nervosismo junto (“Será que eu consigo fazer isso?”). O problema é que Anna perde o foco rapidamente, enquanto Saulo queria fazer Leandro conversar com ela. Mas eram detalhes à parte, assim como falar que o garoto ficou um pouco nervoso quando descobriu que contracenaria com Giulia naquele dia. Mas, bem, estamos falando de interesses amorosos. Tem como não sentir alguma ansiedade ou tensão com o que pode acontecer de agora em diante?

(Continua…)


by ClaMAN

P.S.1: Contemplem o capítulo concluído vinte minutos antes da publicação. Saiu do editor de texto direto para o blog (Revisão? Nem sei o que é isso nesse capítulo).

P.S.1,5: Se vocês perceberem, ele foi publicado quatorze minutos depois do horário habitual (que é às 12:36).

P.S.2: Agenda das publicações previstas (vai sofrer mudanças):

  • 16/12: Como começar uma conversa sobre amor, capítulo 7 (THIS)
  • 27/12: Me(us rece)ios, capítulo 7
  • 07/01: Anti-cupido, capítulo 7
  • 17/01: Como começar uma conversa sobre amor, capítulo 8

P.S.3: Fiquem tranquilos, o final vai ser bom (ignorando o fato de que isso vai virar uma história de teatro). Eu mudei o roteiro.

Autor: ClaMAN

Animes? Assisto, mas a maioria ou é de romance ou é de fantasia ou é de vida cotidiana. Jogos? Jogo, mas meu jogo preferido é um simulador de ônibus, e os outros não são populares. Livros? Li alguns e escrevo histórias (que parecem fanfics) de vez em quando. No resto do tempo, sou um estudante "normal" de Análise e Desenvolvimento de Sistemas (vulgo "Programação"). Prazer.

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