(12E) Me(us rece)ios – Capítulo 8

Oitavo capítulo de Me(us rece)ios – você sabe o que esperar a partir de agora?

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Me(us rece)ios

(Só para constar: o logotipo passou por uma pequena mudança)Terceira estação:
Houve chances, mas atitudes faltaram – desejos, vontades e incertezas restaram.


(Ler o capítulo anterior…)

Capítulo VIII : Setembro e Outubro  – Ações por palavrasbanned_download_provi

Cena: você está em uma sala vazia na escola, depois do período de aulas. A porta acabou de ser fechada por uma pessoa que te olha de um jeito bem travesso. As cortinas estão fechadas e a chance de alguém entrar nesse exato momento nessa mesma classe é consideravelmente pequeno.

Sendo dois adolescentes (a geração dos hormônios à flor da pele), o que pode acontecer em uma condição dessas é muito mais do que um simples diálogo. Por que eu digo isso? Porque sou o autor e é o que você espera de uma cena dessas: junte a capacidade de fazer o que der na telha, própria de Alice, com a capacidade de não agir e nem reagir, típica de Fernando. A expectativa diz que tudo pode acontecer.

— Fer, pelo visto ainda te interessa o que sua ex-namorada faz ou deixa de fazer… Foi um ato de egoísmo dela, logicamente.

— Mas… De que maneira ela me usou? — “Será que Alana só queria que eu a ajudasse a estudar para as provas?”

— Bem, Fer, você afirmou que a conhecia, então deve ter uma ideia. Pelo que eu vi, Alana não se importava com ninguém além dela… Enquanto falamos aqui, ela já deve ter te esquecido, pensando em outro garoto…

— Eu acho que ela não é desse tipo. — Nesse ponto, Fernando queria defender a garota. E ainda queria entender a afirmação de Alice.

— Será? — o olhar provocante da menina manteve-se fixo nele enquanto ela sentava sobre uma carteira (não sigam esse exemplo, por favor). — Ninguém pode pensar exatamente nas mesmas coisas que você, Fer. Nem todos mantém seus mundos girando sobre uma base de inocência. E várias pessoas adoram se aproveitar disso.

Alice levantou e chegou assustadoramente perto de Fernando. Ele desviou para o outro lado da sala, mas isso só abriu uma brecha para que a garota realizasse uma ambição que tinha desde o capítulo 3: derrubá-lo no chão e… (espaço livre para suas expectativas juvenis romântico-sexuais.)

12e_ql_larg_reallyverysmlAi. — As costas e as mãos dele doíam com o impacto da queda. Quando ele resolveu abrir os olhos, viu Alice sobre ele, o rosto a menos de dez centímetros de distância (eita! Surpresa! (surpresa nada, isso é um dos maiores clichês de animes.)).

— Por que não questiona, Fer? Por que não evita o que acontece em torno de seu mundo? De novo, vai deixar acontecer, vai esperar tudo mudar e ficar apenas observando? — sussurrou Alice (de um jeito bem sensual mesmo, do jeito que você deve ter esperado, ou talvez não).

Fernando, mesmo sendo da mesma altura que Alice, era um bocado mais “volumoso” do que ela (ou seria Alice que era muito magra? Aberto a discussões). Tentou levantar-se (enquanto o (in)esperado seria que ele segurasse os braços dela e, com a própria força, invertesse a situação e ficasse por cima (por favor, não pensem em posições do kama-sutra)), mas a menina apoiou os braços sobre o peito dele. Mesmo que parecesse magra, ela não era tão leve.

— Resposta errada, Fer. — ela realmente estava se divertindo — deveria ter segurado meus braços e virado, para ficar por cima. Então estaria no controle, e poderia fazer o que quisesse: levantar e sair, ou me beijar, ou até coisas a mais… Por quê ainda pensa de modo tão inocente, Fer? O mundo que te espera não é assim.

— Alice… Saia… De cima… De mim… — não dá para não ofegar quando tem quase 57 kg bem em cima de seus pulmões.

— Suas expectativas são altas demais, Fer. O mundo também não é tão gentil, ele só empurra — ela lançou seu peso para frente, causando mais desconforto a Fernando — e ataca — e, mais uma vez, ela beijou Fernando (da primeira vez foi uma surpresa, agora nem faz mais cócegas. Onde o autor está com a cabeça?).

Agora, você espera que algo aconteça. Essa história pode caminhar para algo como uma história não recomendada para menores de idade, ou a Alana (que, aparentemente, nem está relacionada com essa cena) pode surgir segurando uma faca ensanguentada e com um sorriso cruel bem atrás deles… Mas não vou seguir por esses caminhos clichês.

— O que acha, Fer? — prosseguiu ela, ainda em cima dele — Pensa que tudo ao seu redor vai permanecer igual? Acha que nada vai te afetar? É hora de decidir para que lado você vai.

Fernando queria o lado “você sai de cima de mim e vou embora daqui antes que alguém nos encontre nessa posição vergonhosa.” (não o julguem mal – ele quer apenas proteger a própria virgindade, ok?). Então, apenas ofegou:

— Eu… Não… Sei.

— Então eu te ajudarei, Fer. Você pode escolher agir para transformar o mundo de alguém. Pode ser alguém que espera alguma atitude sua, ou alguém que não espera. Basta… Escolher quais lábios gostou mais de beijar. — Para a felicidade do garoto passivo, ela finalmente aliviou o peso sobre o tórax dele. — Ou permanecer quieto, fingindo novamente que nada aconteceu, ir na contramão das minhas atitudes?

Ignorando que ninguém pediu mais detalhes, Alice prosseguiu.

— Pois é, Fer, Acho que eu acabei mudando demais o curso das nossas relações. Ou melhor, das suas. Que tal se eu finalmente assumir minha porcentagem de culpa no término do seu namoro e pedir seu perdão?

— Espera… Não falei que você tem culpa…

(Alice, na verdade, tem o poder de ler mentes e sabe que Alana falou para Fernando sobre ela ter metade da culpa. Só que ela é modesta e não fala nada sobre isso.)

— Não há como negar que eu tenho. Mas eu quis fazer tudo isso, para que você visse tudo em um mesmo patamar. Então, você está solteiro, livre para rumar em qualquer direção. Agora… Faça seu mundo girar, Fer.

12e_ql_larg_reallyverysmlAparentemente, Fernando poderia escolher Alice, que estava realmente próxima a ele. Dar-lhe um beijo e dizer que ela sempre foi e sempre seria a pessoa por quem o mundo dele era capaz de mudar. Era uma das opções possíveis.

Só que, antes que o garoto falasse algo, ela levantou e rumou tranquilamente para o fundo da sala, e apenas disse:

— Deixarei você livre agora. Se precisar… Eu estarei por perto, Fer.

(Tão coisa de stalker essa frase… É como se estivesse sempre seguindo-o.)

Ele precisava pôr as ideias em ordem, então levantou-se (depois de uma pancada na coluna e quase cinco minutos deitado num piso plano, frio e duro (coitado!), erguer-se era uma tarefa dolorida). Sem falar mais nada, foi até a porta.

— Ah, Fer… Antes de ir, queria te falar que isso já não é mais um simples experimento. Pelo menos… Não para mim.

Sendo Alice, era de se esperar o sorriso provocativo. E Fernando, como era de se esperar, não sorriu em resposta, e apenas saiu da sala.

12e_ql_larg_reallyverysmlEra como se Alice estivesse esperando que Fernando fizesse alguma coisa com ela. Parecia meio óbvio, e o que mais atiçava o garoto era o fato de ele estar livre de compromissos. Não era o que ele sempre quisera? Namorar Alice? Sair com ela, estudarem juntos, irem ao cinema e a parques para se divertirem? Agora ela estava literalmente dizendo que ele podia pedi-la em namoro. Era a chance que ele sempre esperara, afinal!

Porém… Havia algo errado. Naquele momento, era como se Alice fosse apenas substituir Alana se ele a pedisse em namoro. Fernando não se sentia bem quando pensava nisso, pois até então não digerira direito aquele término, e não queria ser tratado como um vadio (leia-se: Leonardo Klienner homem que não se importa com sentimentos alheios e só quer saber de sexo (leia-se: relações superficiais)) por quem o visse com outra logo após (leia-se: mais de mês depois de) terminar com uma garota.

Como se já não bastassem tantas coisas, acrescente o fato de que Fernando tinha n (leia-se: inúmeros) motivos para ter raiva (e medo) de Alice. Ela não parecia se importar muito com o que ele pensava também, nem ver hora e lugar para coisas “particulares”. Se, por um acaso, ele começasse a namorar com outra garota que não fosse alguma dessas cujo nome começa com A e tem cinco letras, será que Alice o deixaria em paz? Como confiar nela?

Fernando, em dúvida sobre o que fazer, questionou à sua consciência. Eu, no papel de consciência de qualquer personagem que me invoque, respondi:

“A vida é sua, os problemas também. Se vira sozinho aí, fera.”

Depois disso, fui eleito como “consciência mais zoeira/troll do mês”.

12e_ql_larg_reallyverysmlClaro que Fernando não vai agir agora. Na verdade, ele ainda está processando a conversa com Alice (e ainda sente uma leve dor no peito quando respira fundo, mas está diminuindo a cada dia). Então, como você não sabe mais o que esperar mesmo, avancemos a história para o começo de outubro, um mês depois de tudo isso.

Uma tarde tranquila de domingo, em que Fernando dormia entediado (então, nem fiquem olhando para ele, vamos mudar para outro lugar:) e Alana lia um guia chamado “lugares legais para ir quando você é uma pessoa que gosta de andar sozinha” (sabe, deve ser uma leitura tão interessante que eu quase dormi só de descrever o título). Entenda que cada um está em sua própria casa, um a seiscentos metros de distância do outro.

O que dá para esperar de algo assim? O começo de alguma história sobre apocalipse (em que a paz do mundo deles foi ameaçada…) ou apenas alguma coincidência. E eu prefiro escrever que…

Como se a calmaria daquela tarde de domingo estivesse sendo ameaçada por algum tipo de fim de mundo (era o ano de 2012, era de se esperar), o celular de Fernando tocou desesperadamente, fazendo o garoto pular com o susto e praticamente cair da cama. No mesmo instante (com uma diferença de poucos segundos), a três quintos de quilômetro de distância (se você for de exatas, calcule – se não for, ignore), Alana viu seu telefone portátil tocar e indicar um número desconhecido por ela. Como ela atendeu primeiro, a cena da conversa dela vem primeiro.

— Alô.

— Laninha? É você? Acertei seu número?

— Quem está falando? — ela sabia perfeitamente quem estava falando. Torcia para que o outro lado não soubesse – e não quisesse insistir.

— Aqui é o Marcos…

Para Alana, que não gostava nem de dizer e nem de ouvir mentiras, era meio torturante responder o que respondeu:

— Eu tenho quase certeza de que você ligou errado. Com quem você queria falar mesmo?

— Ah, com a Alana.

— Pelo visto, você realmente ligou para o número errado.

— Ah, desculpa, mas… Essa voz…

“Essa voz” uma ova – Alana desligou na cara do sujeito. Bem, aquele era um problema grave que dizia respeito a ela: como ele descobriu o número dela? Alguém deveria ter passado a ele, já que ela nunca cometeria tal ação insana. E as únicas pessoas (que ela se lembrava naquele momento) que conheciam esse telefone eram: a mãe dela, o irmão dela, a prima dela e… O ex-namorado dela.

Outro problema… Ela teve que admitir, desgostosa, que não foi sincera. Mas não era como se falar “sou eu sim, não me chame de Laninha e não me ligue mais” fosse trazer sossego a ela.

“Eu estou… Sendo egoísta? Que droga.”

Indo para a cena do celular de Fernando, ele atendeu a ligação sem nem ver quem ligava (afinal, não dava para raciocinar direito alguns segundos após acordar.

— … — ele só colocou o telefone no ouvido, sem dizer “alô” ou coisa similar.

— Nenhuma ação e nenhuma resposta. Acha que essa calmaria vai durar para sempre, Fer?

— Hã? — “Acho que estou sonhando com a Alice… Que droga.”

— Sou eu, Fer. Sua melhor amiga, Alice. — essa sabe que o número está certo.

— Ah. O que quer?

— Pelo jeito, você deve estar livre. Liguei apenas para conversar.

— Tá… — Ele não queria conversar, queria dormir.

— Ou, entre falar comigo e dormir, você prefere a segunda opção, Fer?

— Hmm… Como sabia que eu estava dormindo?

— Suspeitei, e você acabou de confessar.

Aquele momento interessante em que você faz uma descoberta por acaso.

— Ok, sobre o que você quer conversar? — ele olhava para a cama, tão mais convidativa do que falar com alguém que ele nem sabia mais o que esperar… Que o deixava com receio de fazer qualquer coisa.

— Precisamos falar sobre alguma coisa em especial, Fer? Sua agenda anda tão cheia que só posso te ligar tendo algo específico a discutir?

— Não quis dizer isso…

— Será que você não está mais interessado em mim? Minha voz te causa desconforto agora, Fer?

— Também não é isso…

— Então, por algum motivo religioso, não pode falar com colegas da escola ou do trabalho durante as tardes de domingo?

— Não é isso! — até para um ser passivo, uma hora a paciência acaba — É que simplesmente eu nunca esperaria por uma ligação sua (ou de ninguém) assim, de repente! Entendeu, Alice?

— Faz sentido. Então, já que estamos nos falando há um minuto, que tal realmente falarmos de algo? Como, por exemplo…

A ligação continuou por mais alguns minutos. As falas sugestivas de Alice, as respostas evasivas de Fernando e tudo aquilo que você provavelmente espera em uma conversa entre os dois, porém sem contato físico (afinal, a quinze mil e seiscentos metros de distância (em linha reta, aproximadamente), (ainda) é meio impossível de haver contato físico).

12e_ql_larg_reallyverysmlIndo para a cena do celular de Fernando, ele atendeu a ligação sem nem ver quem ligava (afinal, não dava para raciocinar direito alguns segundos após acordar.

— … — ele só colocou o telefone no ouvido, sem dizer “alô” ou coisa similar.

— Nenhuma ação e nenhuma resposta. Acha que essa calmaria vai durar para sempre, Fer?

— Hã? — “Acho que estou sonhando com a Alice… Que droga.”

— Sou eu, Fer. Sua melhor amiga, Alice. — essa sabe que o número está certo.

— Ah. O que quer?

— Pelo jeito, você deve estar livre. Liguei apenas para conversar.

— Tá… — Ele não queria conversar, queria dormir.

— Ou, entre falar comigo e dormir, você prefere a segunda opção, Fer?

— Hmm… Como sabia que eu estava dormindo?

— Suspeitei, e você acabou de confessar.

Aquele momento interessante em que você faz uma descoberta por acaso.

— Ok, sobre o que você quer conversar? — ele olhava para a cama, tão mais convidativa do que falar com alguém que ele nem sabia mais o que esperar… Que o deixava com receio de fazer qualquer coisa.

— Precisamos falar sobre alguma coisa em especial, Fer? Sua agenda anda tão cheia que só posso te ligar tendo algo específico a discutir?

— Não quis dizer isso…

— Será que você não está mais interessado em mim? Minha voz te causa desconforto agora, Fer?

— Também não é isso…

— Então, por algum motivo religioso, não pode falar com colegas da escola ou do trabalho durante as tardes de domingo?

— Não é isso! — até para um ser passivo, uma hora a paciência acaba — É que simplesmente eu nunca esperaria por uma ligação sua (ou de ninguém) assim, de repente! Entendeu, Alice?

— Faz sentido. Então, já que estamos nos falando há um minuto, que tal realmente falarmos de algo? Como, por exemplo…

A ligação continuou por mais alguns minutos. As falas sugestivas de Alice, as respostas evasivas de Fernando e tudo aquilo que você provavelmente espera em uma conversa entre os dois, porém sem contato físico (afinal, a quinze mil e seiscentos metros de distância (em linha reta, aproximadamente), (ainda) é meio impossível de haver contato físico).

12e_ql_larg_reallyverysmlAssim que a ligação foi encerrada, Fernando sentiu uma reação realmente estranha ao ver uma mensagem inesperada de sua ex-namorada que lhe foi enviada às três da madrugada (na verdade, ele recebeu naquele momento (15:46), mas eu não queria perder a rima):

“Por favor, responda a verdade: será que você, com raiva de termos terminado, saiu distribuindo meu número para pessoas de mau caráter? Eu apreciaria se não fizesse isso.”

(Ainda bem que não eram cenas de momentos íntimos postadas pela internet…)

Sem saber se acontecera algo, só respondeu que não, e que não faria isso. Nem comentou que não estava com raiva (e nem tinha pensado em ficar com raiva, sendo, como sempre, acomodado).

“Grata.” – foi a seca resposta que recebeu. Mas era o que esperaria de Alana, nada mais do que o necessário.

12e_ql_larg_reallyverysmlCena: Fernando voltava calmamente da escola, na segunda feira depois desse domingo. Ocasionalmente, olhava para trás, verificando se não havia alguma Alice seguindo-o e se preparando para atacá-lo pelas costas. Como não havia, relaxou… E foi abordado inesperadamente por um garoto meio largo e meio loiro (que parecia ter corrido para alcançá-lo e agora estava ofegante (peço desculpas por estereotipar pessoas (meio) obesas como sedentárias)).

— Ei, você… Não é o namorado da Alana?

— Hm? — Fernando continuou andando, mal reconhecendo o sujeito que só viu uma vez na vida.

— Sou um amigo dela, você já deve me ter visto no terminal.

— Ah, sim… — se ele dissera “amigo”, então será que ela já não odiava tanto o rapaz e agora estabeleceram uma amizade?

— Sabe o que é? Eu tentei conversar com ela ontem por telefone, mas acho que ela trocou de número. Você me passa o novo? — Nível de cara de pau: pedindo para o (suposto) namorado da garota que se gosta o celular dela.

Isso explicava a mensagem do dia anterior. Então não era um caso de amizade reatada.

— Então… Sabe… É que nós tivemos uns probleminhas e estamos dando um tempo, então ela não me disse nada sobre isso. — Fernando tentou fingir que não era mentira.

— Vocês terminaram? — por um instante, o sujeitinho pareceu (muito) feliz.

— Ah… Não, ainda não… Só estamos distantes, mas ainda vou… Pedir desculpas a ela. Porque… Eu… Gosto dela.

Assim, Fernando conseguiu (precariamente) convencer (um pouquinho) Marcos de que eles ainda voltariam a ser um casal.

12e_ql_larg_reallyverysmlMas… O que você espera de um garoto como Marcos? Ele parece não ter muitos limites e tem uma boa determinação. Ele preferiu usar outro dia para falar com seu alvo, Alana. Ela o ignorou até que ele comentou sobre o número que passaram errado para ele.

— E quem foi que te passou? — ela questionou, gelidamente.

— Foi uma colega minha. Uma mina bonita e alta, quase loira (confundir castanho com loiro é (quase) sinal de daltonismo! Procure um oftalmologista, ok?), parecia até uma modelo! Mas você é mais bonita, Laninha…

— Não quero seus elogios nem ouvir você me chamando assim. E você tem certeza de que essa pessoa me conhecia? Acho que não.

Naquele momento, Alana queria mais era confirmar suas suspeitas. Se fora mesmo Alice, então o que ela pretendia agora? Já não fora suficiente acabar com os sonhos de amor dela (não que ela tivesse sonhos de amor realmente), agora tinha que atormentar outras relações?

— Ah, e falei com seu namorado… Ele disse que te deve umas desculpas.

Por essa Alana não esperava, nem sabia se deveria acreditar. E nem respondeu.

12e_ql_larg_reallyverysmlO que você espera? Será como Fernando, que espera alguém dizer a ele o que fazer, por ter certo receio de agir por conta própria? Ou como Alice, que espera (e cria) eventos simplesmente por… Sei lá, prazer? Eu espero descobrir os motivos dela logo (EU SEI, COMO AUTOR, DEVERIA SABER! MAS NÃO SEI!). Ou talvez como Alana, que apenas espera que os problemas acabem e parem de encher o saco dela? Ou espera… Nada?

Eu simplesmente espero que você esteja preparado para qualquer tipo de loucura atividade aleatória depois de tudo isso.

(Continua…)


by ClaMAN

P.S.1: Agenda das publicações previstas (sofreu mudanças):

  • 27/01: Me(us rece)ios, capítulo 8 (que foi publicado dia 31)
  • 07/02: Anti cupido, capítulo 8
  • 18/02: Como começar uma conversa sobre amor, capítulo 9
  • 28/02: Me(us rece)ios, capítulo 9

P.S.2: Imprevistos acontecem… Este (que se acha um bom) autor que vos fala estava fazendo os capítulos das histórias em cima da hora. Todos (os publicados em janeiro). Ele estava (achando que estava) tendo considerável sucesso em escrever cinco páginas em média entre a madrugada e a manhã do dia de publicação. Então ele pensou que não seria diferente com este capítulo, mas não considerou um repentino bloqueio criativo que o impediu de acabar de escrever no dia certo. Porém, ele espera que seja o último caso de atraso, pois vai voltar às aulas em breve (acreditem ou não, isso ajuda!). De todo modo, só como aviso: a data de publicação dos demais capítulos não será afetada pelo atraso dessa história, pois ele vai deixar de assistir animes de madrugada (ou não) para produzir mais texto. Contamos com a compreensão de todos e desejamos uma boa tarde.

Autor: ClaMAN

Animes? Assisto, mas a maioria ou é de romance ou é de fantasia ou é de vida cotidiana. Jogos? Jogo, mas meu jogo preferido é um simulador de ônibus, e os outros não são populares. Livros? Li alguns e escrevo histórias (que parecem fanfics) de vez em quando. No resto do tempo, sou um estudante "normal" de Análise e Desenvolvimento de Sistemas (vulgo "Programação"). Prazer.

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