(12E) Como começar uma conversa sobre amor – Capítulo 9

Quais são as possibilidades de a história seguir com o roteiro bom assim? Não sei, mas aproveitem o capítulo 9!

Anúncios

Como começar uma conversa sobre amor

(Só para constar: o logotipo passou por uma pequena mudança)Terceira estação:
Quem diria que cada passo dado levaria a um caso complicado?


(Ler o capítulo anterior…)

Capítulo IX : Janeiro e fevereiro – Rumos diferentes pelas mesmas constantesbanned_download_provi

Um novo mundo de possibilidades. Uma nova leva de oportunidades. Um ou outro, ou os dois juntos, ou nenhum dos dois.

Depois do término das aulas, as festividades encerraram aquele ano num piscar de olhos (ou, em termos de escritor, em duas linhas). Depois, janeiro chegou com seu excesso de calor.

Para variar, Anna estava bem ansiosa com as possibilidades desse novo ano quando observava o que fizera no ano passado: conseguira (cinco) novos amigos, passara a se interessar amorosamente por alguém, participara de um teatro… Coisas novas, que não imaginaria fazer se ainda estivesse na antiga escola.

E, no mês seguinte, ela seria uma estudante do ensino médio, o que via como uma experiência completamente diferente (embora quem já passou por isso diga que a mudança não é extremamente grande quanto os mais novos pensam). Na mente da menina, afinal, qualquer tipo de mudança era “incrível!”.

“É mais uma novidade na minha vida, agora vou estudar no mesmo nível da turma do Leandro, talvez até ganhe mais maturidade!”

E, mais uma vez, a menina começava a sonhar alto demais, esquecendo-se da realidade. Nada que vocês já não tenham visto.

Mas temos uma diferença: quando Anna se transferiu para aquela escola, no meio do ano anterior, não sabia as possibilidades que teria diante dela a partir daquele dia. Agora, ela sabe, e imagina a nova vida acompanhada das “amigas” Christine, Joyce e Paula, Giulia e Saulo e ainda vendo Leandro regularmente (curiosidade: ela sentia mais confiança quando o via parado no portão, junto aos colegas – uma questão de presença).

Então… Nada disso precisaria mudar. Ou, pelo menos, ela mantinha a ideia vaga de que nada disso mudaria. Olhando de outro ângulo, significa que só havia uma possibilidade (previsível) para o futuro dela.

12e_ql_larg_reallyverysmlComo assim, vamos estudar à noite? — Essa era uma possibilidade meio assustadora para Anna.

— Parece que são duas turmas à tarde e outras três à noite. — Saulo respondeu, por telefone. Conversavam sobre qualquer coisa (afinal, estavam de férias, entediados em casa). — A chance de estudarmos à noite é maior, pois a turma muda muito pouco de um ano para outro.

— Sério? Mas não é pior ter aula à noite, chegar tarde em casa…?

— A parte boa é ter o resto do dia livre. Eu estava falando com o Leandro, e acho que vou fazer um curso de teatro nesse período.

— Isso é legal…

— É que ele tem alguns contatos em outra escola, e consegue essas coisas. Ele é do tipo que gosta mesmo disso, mesmo que não pareça. Quer entrar também?

— Ah… Não. Muito complicado para mim.

— Bem, sem problemas. É que eu pensei que, se você quisesse, talvez, ficar mais próxima dele, essa seria uma boa chance. Mas, se estudarmos mesmo à noite, vamos continuar no mesmo turno que ele, sabia?

— Espera… Ele não vai continuar à tarde?

— Não, o segundo e terceiro ano do ensino médio são só à noite na nossa escola.

Concluindo: se Anna quisesse continuar a ver Leandro na porta da escola todos os dias, teria que torcer para estudar no turno noturno.12e_ql_larg_reallyverysmlEra mais questão de ver mesmo, pois a menina nem tinha pretensões de falar com ele mais do que já falara durante o teatro. Ele a ajudou antes da cena dela (comentário simples de apoio), ajudou durante a cena e, depois da cena, ainda a elogiou (com mais umas figurantes da sexta série) dizendo que fizeram um bom trabalho. Para Anna, já era o bastante.

Mas as possibilidades aqui não param de aumentar! Anna recebeu uma mensagem de Paula contendo fofocas… (fofocas?)

“Falaram que as turmas vão mudar bastante esse ano… Fiquei preocupada agora.”

Joyce também mandou um aviso para a colega:

“Estamos querendo ir juntas ver as novas turmas… Vem com a gente?”

A data estava um tanto distante, mas já causava apreensão na garota. Se as turmas mudassem muito, talvez ela ficasse distante das amigas, de Giulia e de Saulo, e voltaria à estaca zero no quesito “socialização”. Isso ela não queria, em hipótese alguma!12e_ql_larg_reallyverysmlPara acalmar-se da ansiedade, uma ligação para uma amiga.

— Giulia…

— O que foi?

— Será que vamos ficar separadas…?

— Hã? — Acho que não é só Giulia que não captou o contexto.

Explicação sobre as preocupações, turnos e mudanças de classe.

— Pode ficar tranquila, Anna. Eles sempre falavam isso, mas mudavam apenas uma ou duas pessoas de classe. São casos à parte, assim como eu.

— Hã? — Agora foi Anna que não captou o contexto.

— Eu estudava na turma A até a sexta série, e passei para a turma C na sétima. Na oitava série, eu e mais uns três alunos da turma C fomos transferidos para a turma F (e, se não me engano, acho que aquele seu amigo foi também). Mas depende da classe, e é algo bem raro.

E Anna, que pensava que a situação dela era complicada, aumentou mais uns pontos de admiração pela amiga.

— E… Eu estou esperando o resultado das escolas em que fiz provas para bolsas de estudo, embora não esteja tão confiante.

— Ah. — “Verdade, ela fez um monte de provas… Se ela passar em alguma, então ela vai se transferir, não é?”

A maioria das pessoas se transferiria sem pensar duas vezes, Anna. (Principalmente quando se trata de uma bolsa integral!)12e_ql_larg_reallyverysmlSão oportunidades que surgem e um leque de possibilidades que se abre. É aquele velho ditado do mundo dos negócios: não é uma porta que se fecha, são outras que surgem abertas! (Na verdade, isso só vale para gente otimista.)

Giulia poderia se transferir. Leandro poderia estar em outro turno (não que isso fosse tão relevante assim, pois eles nem eram próximos). Saulo, Paula, Christine e Joyce poderiam ficar em classes diferentes da de Anna.

Ela não percebia, mas eram novas chances que surgiam a cada notícia de mudança que ela ouvia. Chances de quê? De mudar também! Conhecer pessoas novas (os amigos que ela tanto queria), agir de maneira diferente (pois queria mudar), encontrar algum garoto (ou garota, quem sabe) legal e se apaixonar, talvez começar a namorar…

Não era o que ela tinha vontade de fazer quando chegara na nova escola? Só que Anna se contentou com os relatos de Saulo após dizer que gostava de Giulia, ficou apenas nas suas séries e filmes de romance (emprestadas de Giulia – pretendia devolver antes do final do mês) e não caminhou mais desde então.

Na verdade, depois do arco do teatro, nenhum deles estava muito a fim de falar de amor. Saulo foi sumariamente lançado para a “friendzone”, e não tinha mais o que fazer – falou que gostava, recebeu a resposta e pronto. Giulia preferia não fazer comentários sobre isso por pensar que deu uma resposta demasiadamente insensível (“Bem, acho que o que mais importa é que eu já tinha uma ideia de que você, de algum modo, faria isso que está fazendo agora” me parece algo bem insensível (ou até rude)). Se possível, queria evitar outro mal entendido, para que não acabasse em uma coisa conturbada como a relação entre ela e Leandro (que, há um ano e uns meses, eram bons amigos e agora… Apenas conhecidos).12e_ql_larg_reallyverysmlQue seja. Anna passou na casa de Giulia alguns dias antes da infame lista de classes ser publicada (precisava devolver os DVDs (originais – filha de comerciante é outro nível…)), e encontrou a amiga bem alegre.

— Eu nem te avisei, não é? Passei no exame de admissão (vulgo “vestibulinho”) daquela escola!

— Ah… Legal. — Anna ficava feliz pela amiga, mas o que a impedia de ficar mais feliz ainda era que agora a garota estaria oficialmente separada dela. E… “Só porque eu tinha criado laços de melhor amizade verdadeira com alguém… Snif :(”

Giulia, não percebendo a sutil preocupação da menina (aliás, a Giulia não é boa em lidar com sentimentos alheios), continuou a falar, orgulhosa:

— Pelo que pesquisei, a escola é bastante diferente da nossa. Ela foi criada em mil novecentos e…

Anna ficou escutando. Ela queria ser um pouco mais clichê de personagem de anime direta e falar algo como “Vamos nos separar, não vamos? Vamos parar de nos falar, quebrando nossa promessa (que nem foi feita) de sermos amigas para sempre (vulgo “BFF”), não é? Assim como nos filmes, é o fim da nossa amizade. Eu sinto isso”. Mas não, ela não falou isso. Não interromperia a amiga, não pensaria nesse tipo de possibilidade, seria otimista como Saulo.12e_ql_larg_reallyverysmlPor falar em Saulo… O garoto nem estava preocupado com as coisas pelas quais Anna se preocupava. Ele podia não falar muita coisa com muitas pessoas, mas não era o que se podia chamar de “pessoa tímida”. Então, quer trocasse de classe, ou de escola, não ficaria tão isolado. Quanto à ficar em classe separada de Anna, não haveria problema, pois a verdadeira amizade transcende longas distâncias. (awwwn) Mas, se havia algo que ele queria… Era que ninguém mais pensasse coisas erradas a respeito dele. Ele precisava compensar as coisas vergonhosas que já fizera de algum jeito legal… Foi para isso que decidira participar do teatro. E, também por esse motivo, planejara jeitos de comentar com quem quisesse ouvir que se declarara para Giulia.

Um mundo novo de oportunidades para quem vê…12e_ql_larg_reallyverysmlE quem diria que essas oportunidades poderiam ser afetadas pela nova possibilidade de outra pessoa?

Saíram as listas das classes (o evento mais relevante desse capítulo).

— Aqui, Paula! Achei seu nome! Estamos juntas mais um ano! — Joyce dava pulinhos de alegria.

— Sério? Tinha ficado com medo, depois que o Jeff (nome genérico que só vai aparecer agora)18 falou aquilo de mudança de classes… — Paula sorria meio falsamente com a união consolidada por mais um período letivo.

— E… A Christine? — Anna estranhava o sumiço dela desde o capítulo anterior.

— Nossa! Ela não te contou? — Paula ficou (meio) chocada.

— Ela realmente entrou naquele colégio particular que tinha comentado… — Joyce nem tentava esconder a inveja.

Mais uma amiga transferida e Anna não podia fazer nada contra essa realidade. Porém, das três garotas, Christine era a que tinha menos afinidade com ela, então… Talvez não fizesse tanta falta assim.

(Nota do Autor: Uma a menos. Faltam duas para eliminar, MHWAHAHA!)

Enquanto as duas foram falar dos garotos bonitos da turma, Anna olhava as folhas. Achou o nome de Saulo em uma das turmas noturnas, foi procurar o próprio nome na mesma turma e… Cadê?

Choque.

12e_ql_larg_reallyverysml(Na verdade, só quebrei o trecho aqui para dar um drama.)

Ok, sem perder as esperanças… Foi ver se estava em outra das turmas da noite e… Nada. “Ah, pelo menos pode ser que eu tenha ficado à tarde com as duas…”, pensou a menina, mas foi em vão. Estaria sozinha (e, mesmo que procurasse por nomes conhecidos, lembrava que não conhecera muito o restante da classe).

E ficou chocada mesmo.

12e_ql_larg_reallyverysmlTudo bem, Anna, a gente ainda pode se ver no intervalo! — Incrivelmente, até parecia que Joyce não estava fingindo compaixão pela colega em choque.

— E a Gi, em que classe ficou? — Paula pensava que, já que as duas tinham ficado bem próximas no semestre anterior, Anna ainda teria algum consolo mais amigável do que o dela.

— A Giulia passou na escola técnica. — Anna ainda estava em estado de choque, mantendo-se inexpressiva pois, se pensasse nos desencontros que acabavam de acontecer, não conseguiria segurar o choro, e achava que as amigas zombariam dela por estar chorando por algo “banal” como “ter ficado em uma turma diferente das amiguinhas”.

— Ah. — Joyce desdenhou mentalmente da decisão da amiga da colega por ser uma opção que não escolheria (na mente (fechada) dela, “escola técnica” só ensinava mecânica).

— E o garoto que sentava do seu lado? — Paula lembrou dele e…

Olhares de “a gente sabe que vocês, no fundo, querem se pegar”.

— Turma noturna. — Resposta seca de Anna.

Pelo jeito, não tinha outro jeito. Provável, não é? É que nem sempre as coisas são tão simples, quando O Autor quer, não tem outra opção, é pra melhorar. E, fora isso, Anna lembrou as amigas que ela e Saulo mantinham uma amizade, e ele gostava mesmo era de Giulia.

— O quêeeeeeeeeee!? — Paula.

— Como assiiiiiiim?! — Joyce.

— Depois do teatro, ele até se declarou para ela…

Ao mesmo tempo em que era irrelevante (Giulia? Não éramos tão chegadas a ela… Saulo? Quem era esse?), era interessante saber das fofocas amorosas (além de pensar em quantas curtidas teria após o compartilhamento…).12e_ql_larg_reallyverysmlE essa era uma das possibilidades. Perceber que as garotas gostavam mais de intrigas e coisas românticas do que de contar aventuras amorosas. Talvez quem pensasse contra isso fosse apenas Christine (que, querendo ou não, influenciava um pouco as outras por nunca estar sem acompanhante). Quanto às outras possibilidades, não as tenho aqui para descrever.

A não ser que a possibilidade de que as pessoas continuem pensando coisas erradas de você seja alguma coisa boa quando vista de algum ângulo específico (empreendedores diriam que é o momento de você provar os pontos fortes e investir em autopropaganda (eu achava que autopropaganda era separado por hífen, mas o LibreOffice me corrigiu)).

Quando as aulas começaram, já em fevereiro, Saulo acabou presenciando essa oportunidade de melhoria. Posso resumir em uma simples frase o que perguntaram:

“É verdade que você pegou aquela Giulia?”

(para vocês verem como uma história se expande só por ser um boato…)

Quando Saulo pensava em mostrar outro lado seu, era um lado sincero… E não um lado que nem existia. Então, de algum jeito, ele precisava desmentir esses boatos. (ah, nem vem, não é tão difícil falar que você não teve ações afetuosas com a garota que diziam ser a mais bonita da escola)

Resultado: a oportunidade que ele teve de ser um cara “pegador” foi transformada, após demais explicações, em “impotência”. Afinal de contas, reduziu aquele evento em uma mera declaração acompanhada de rejeição. E, resultado do resultado: ficaram rindo da cara dele como sempre. Fim de conversa.

Para Saulo, não era tão problemático… Mentira, era sim. Não se importar com o tipo de coisa que falam de você não é fraqueza, mas suportar isso calado e sorrindo durante quatro anos… Principalmente quando parece que surgem possibilidades para melhorar (e você corre atrás delas) que não resolvem muita coisa… Chega uma hora que cansa: “Realmente compensa tentar alguma coisa nova se vai sempre acabar do mesmo jeito?”.

Já sem ânimo, ele pensava em algumas pessoas e na possibilidade de terem espalhado o boato. Mesmo não querendo culpar ninguém… Infelizmente, é possível que alguém não fosse tão confiável quanto parecia.12e_ql_larg_reallyverysmlPara Anna… Voltamos à frase “Temos que começar por algum lugar”. Ao contrário daquela outra vez (releia o começo do capítulo 1), ela não era mais uma deslocada na escola e nem tinha necessidade de algo como atividades ou lições passadas (não fosse por isso, talvez nunca tivesse falado com as três garotas). Ela tinha possibilidade de conversar com qualquer um (era uma turma bem heterogênea (como massa de bolo mal mexida)) sem que fosse estranho, mas… “O que devo falar?”, “Não é estranho puxar assunto com essas pessoas assim, sem aviso…?” e “E se não gostarem de mim!?” eram ideias que fizeram a garota ficar quietinha na carteira durante as primeiras semanas de aula.

Bem, ainda haviam as amizades distantes… Anna experimentou tentar falar com Giulia, porém não podia falar pela manhã pois era horário de aula da garota, nem à tarde por ser aula dela. Você pode até perguntar: e durante a noite? Nem eu nem Anna sabemos explicar, mas não parecia uma boa opção.

Joyce e Paula desapareceram na escola, e não é como se Anna pudesse chamá-las de “amigas próximas” e ligar para elas nos horários livres – faltava muito para que houvesse intimidade real entre elas (e Anna já percebera que nunca haveria).12e_ql_larg_reallyverysmlSobrou Saulo. Dava para falar com ele de manhã, então…

— Então… Até agora eu não falei com ninguém da minha nova classe. Eu não sei como fazer isso, ninguém me percebe… — Anna, nessa frase durante uma ligação, desabafava suas preocupações.

Saulo via na situação da amiga inúmeras possibilidades que ele adoraria possuir. Ele tentou e não entrou na tal escola técnica (colocação: 371º para 200 vagas), sua turma noturna estava com os mesmos colegas que zombavam dele há tempos, a possibilidade de conseguir o curso de teatro estava chegando a zero…

E ele não estava mais tão tolerante, otimista ou bem-humorado para responder à amiga palavras de consolação. Afinal, não achava que ganharia palavras de consolação da amiga. Para ele, chegara a hora em que a única possibilidade seria a reclamação.

— Sabe, Anna… Acho que você está reclamando de barriga cheia. É que eu não te contei antes por ter me preocupado com outras coisas, mas estão falando de mim por aí. Dizendo que eu não apenas me declarei para a Giulia. Disseram que eu ainda a beijei, ou que saí com ela. Quando eu digo que é mentira, passam a me desprezar. Brincam com isso, e só pensam nisso quando falam comigo. Além de me declarar para ela, eu só queria que parassem de falar de nós, ou de mim, mas só piorou. E agora eu queria estar no seu lugar, sem ser notado e sem precisar dar explicações sobre fofocas, pois isso é realmente chato e desanimador. Agora, se você acha isso legal, então faça alguma coisa realmente idiota, ou vergonhosa… Vão falar de você, vão rir de você, vão lembrar de você. Mais do que se você fizer alguma coisa divertida ou interessante, como o teatro. Aliás, nem lembram do teatro. E eu percebi que nem tenho futuro com esse tipo de coisa, nem me deram chance para tentar de novo. Então, se antes lembravam de mim como o “cara que andava com uma toalha nas costas”, agora vão lembrar de mim como o “cara que foi rejeitado pela garota que diziam ser a mais bonita da escola, mesmo que acreditássemos que ele tinha ficado com ela”. E eles não esquecem disso. Então, Anna, aproveite que você não tem esse tipo de coisa na sua história por aqui, nessa cidade, e curta a vida solitária.

…Sem palavras de resposta.12e_ql_larg_reallyverysmlUm novo mundo de possibilidades. Uma nova leva de oportunidades. Ou um, ou outro. Ou tudo, ou nada. É o que você preferir (ou conseguir) enxergar.

Agora, Anna sentia que o garoto estava com raiva dela. Não era realmente isso, mas ela sentiu-se realmente sozinha ao desligar o telefone. Tão sozinha quanto o dia em que chegara na nova escola, há seis meses, sem conhecer nada nem ninguém. Mas, naquele dia, ela vira possibilidades (que, mesmo que fossem realmente muito vagas, eram otimistas). Na situação atual… Parecia que tinham fechado uma porta quando ela estava para atravessar o batente. (e a porta bateu bem no rosto dela, causando uma dor bem chata. E mais: dava a impressão de que Anna demoraria a ver essa porta abrir de novo.)

(Já perto do desfecho, a estação muda de novo – ainda continua…)


by ClaMAN

P.S.1: Agenda das publicações previstas (vai sofrer mudanças):

  • 18/02: Como começar uma conversa sobre amor, capítulo 9 (THIS)
  • 28/02: Me(us rece)ios, capítulo 9
  • 09/03: Anti-cupido, capítulo 9
  • 19/03: Como começar uma conversa sobre amor, capítulo 10

P.S.2: Como eu já tinha dito, as aulas iriam me ajudar… Capítulo concluído, revisado e agendado na terça feira (16 de fevereiro)!

P.S.3: Torçamos para que o Me(us rece)ios também acompanhe esse adiantamento. O último foi um sofrimento.

P.S.4: Avisando que, se tudo der certo hoje, não terei tempo e nem mentalidade para fazer postagens, histórias, comentários, propagandas e nem exercícios de Administração Geral.

Autor: ClaMAN

Animes? Assisto, mas a maioria ou é de romance ou é de fantasia ou é de vida cotidiana. Jogos? Jogo, mas meu jogo preferido é um simulador de ônibus, e os outros não são populares. Livros? Li alguns e escrevo histórias (que parecem fanfics) de vez em quando. No resto do tempo, sou um estudante "normal" de Análise e Desenvolvimento de Sistemas (vulgo "Programação"). Prazer.

Comente por favor! Comment Please!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s