(12E) Anti cupido – Capítulo 12

O fim do ano, o fim das relações, o fim (ou talvez não) da história do par que não é um casal.

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Anti Cupido

(Só para constar: o logotipo passou por uma pequena mudança)Quarta estação:
Evitando ao máximo novas relações, embora sem impedir do coração as pulsações


(Ler o capítulo anterior…)

Capítulo XII : Agosto – Realinhando a postura (e o orgulho)

banned_download_proviAlgumas coisas não mudam, mesmo depois de um ano. Nisso, outras coisas mudam até demais (mais do que a família da Anna Hendili muda de cidade). Nesse período, várias coisas começam, enquanto muitas outras terminam (e umas outras ficam no meio, como o relacionamento entre Alana e Fernando (e Alice)).

Falando do que não mudou, temos o fato de que as paredes ainda não falam o que acontece entre Leonardo Klienner Azire e suas paixões fugazes. Porém, acabou-se o tempo em que quem presenciava isso eram as paredes do banheiro feminino do porão, pois (para surpresa do garoto e da ficante do momento) foi fechado durante as férias para transformar-se em um arquivo (garotas: usem outros banheiros da escola. Assombrações gemedoras (casais), vão para casa ou para algum motel).

Falando de algo que mudou, temos Laís e sua habilidade nem tão recente de espalhar boatos. O mais recente era que ela roubou o namorado de uma garota (professor de cursinho, por sinal) por vingança. Sorte que esqueceram que ela tinha um namorado até então (senão o item “traição” pioraria a história).

Então, enquanto Rafaela e Wesley estavam deprimidos após o término de seus namoros (e, principalmente, por terem sido trocados por outros parceiros), Leonardo via parte da sua diversão acabar com o fechamento do “banheiro dos gemidos” e, mais do que isso, ainda estava desanimado como sempre ficava depois de alguma escapada passional (e, depois de quase um mês de “convivência” com a prima de Laís (alguém se apegou demais), essa carência estava pior). Sem ninguém para ficar, normalmente procuraria pela companhia da amiga.

12e_ql_larg_reallyverysmlFoi essa companhia que procurou, alguns dias após o términos das férias.

— Laís, vamos sair pra algum lugar legal?

— Não. Conhecendo seu conceito de lugar legal, deve ser alguma lanchonete de quinta categoria ou um bordel. Prefiro minha casa.

— Eu também prefiro ficar na sua casa mas, como você não quer que eu entre lá, então pensei em irmos no shopping…

— Deixa eu adivinhar: ainda não se conformou com a partida da minha prima?

— Mais ou menos isso.

— Não é só porque você me consolou que eu tenho o dever de ser sua namorada de mentirinha mais uma vez só porque sua parceira foi embora, Leo. Vá procurar outra para te fazer companhia e me deixe quieta. — Mesmo que ela não estivesse berrando, seu humor estava péssimo. — Ou melhor, vá se divertir sozinho.

— Pelo visto, quem precisa se divertir é você.

— Assim como você percebeu isso, para variar, deveria ter percebido que não estou com a cabeça boa o bastante para procurar alguma coisa que me divirta. Por isso, repito: me deixe quieta.

Foi com essa ênfase e com um olhar sério que ela finalizou a conversa.

12e_ql_larg_reallyverysmlPassado um dia (e uma tentativa de conquista de Leo, que acabou mal porque a garota da vez (pequena e magra, séria, de óculos, lendo um livro no pátio) tinha namorado (na verdade, noivo (eita)(isso já é outra história…)) e não estava disposta a conversas), foi a hora de tentar animar a amiga de novo.

— Laís, quer alguma coisa para ficar feliz?

— Quero que tudo o que aconteceu desde o primeiro dia das férias desapareça, para que eu possa refazer minha vida e parar de ter dores de cabeça com meus problemas e com essas pessoas intrometidas que ficam me julgando.

— E… Tem alguma coisa que eu possa fazer para te ajudar?

— A não ser que você, além de habilidade para ficar aos amassos com qualquer garota idiota por aí, tenha a capacidade de alterar as leis da física para que possamos voltar no tempo, não há nada que você possa fazer além de ir embora.

— Me arranje um DeLorean e eu talvez consiga. — Ele levou na brincadeira.

— Na nossa realidade besta, e com sua (falta de) habilidade? Duvido. Melhor resolver meus problemas do futuro. — Ela não estava com tanto humor para brincar.

— Que tal se você tentar esquecer desses problemas, pelo menos um pouco?

— Ótima dica, Leo! — ela foi seriamente sarcástica — Vamos lá: problema de ter cometido escolhas erradas e agora ser uma garota que rouba namorados alheios por vingança. Problema de ter passado a noite fora de casa para dormir com um homem qualquer, igual a uma **** (leia-se: “aventureira”) qualquer. Problema de ter perdido a virgindade e ver como tudo parece ter apelo ****** (leia-se: para que as pessoas fiquem juntas de um jeito romântico). Tenho certeza de que você não pode entender, mas não são coisas que dê para esquecer tão facilmente!

12e_ql_larg_reallyverysmlLaís não estava com ânimo para conversas amigáveis e nem para deixar que se intrometessem em seus problemas, mas parecia nunca ter ouvido aquele ditado que diz “não coloque o nariz onde não é chamado”. A prova disso foi que, no dia seguinte, Leonardo deu de cara com Rafaela.

Contou-lhe, um tanto chateada, que estava com raiva de Laís e não queria olhar para a cara dela até que a garota explicasse por que parecia desaprovar qualquer coisa que ela fizesse. Essa chateação era porque acabaram de ter uma conversa meio tensa. Afinal, quem mandou a garota dar uma de carente e postar nas redes sociais que estava a fim de alguém, junto com um textão? A paciência de Laís não suportou.

Porém, Rafaela foi procurar Leonardo não por ele ser amigo da garota irritada que adora se intrometer nos problemas alheios, mas por ele ser a pessoa com quem ela queria conversar. Mesmo que tivesse acabado de ouvir palavras duras, decidiu que era necessário acabar com frescurinhas e se jogar nos braços de quem realmente queria que se aproveitasse dela (ou seja, a indireta era pra ele).

— Então, Leo… — A garota dizia, preparando as palavras — A Laís me disse umas coisas sobre você, e eu não sei como deveria entender isso. Foi depois que eu comentei umas coisas no Face**** (leia-se: rede social popular), e acho que foi por isso que ela veio brigar comigo, mas… Não é isso que importa. — Ela ficou um tantinho corada — Leo, o que você realmente faria por mim?

“De onde veio essa pergunta que não me cheira bem?”, pensou Leonardo, já prevendo um evento romântico típico de jogos de simulação de namoro.

— Não me entenda errado (ou seja, não pense que eu g-gosto de você ou coisa do tipo, tá? Sua boba! (tsundere mode)). Eu faria o que fosse possível para ver você animada. E isso vale para a maioria das pessoas (leia-se: garotas).

— Então… Por quê você não me ajudou a terminar o namoro?

— Porque a Laís interviu primeiro.

— E se eu estivesse com algum problema mais grave?

— Eu tentaria te ajudar. — Ele não estava gostando do rumo da coisa.

— Leo, você está falando sério? — E ela não estava confiando nele.

— Se fosse pra te enganar, eu já teria te enganado. Só que não ia ganhar sua felicidade sendo mais um desses aproveitadores, prefiro ser sincero e direto.

Tempo de processamento. Rafaela achou aquela fala maneira.

— Leo… Para eu ser como você, me ensina?

— Ensinar o quê? Não sou professor, eu só tento viver de um jeito mais livre.

— É isso que eu gosto em você. Mesmo que tenha me magoado, você disse a verdade, que não queria namorar, e eu entendo melhor… Namoro só dá dor de cabeça.

— Seus namorados que te dão dor de cabeça. Na Laís também.

— Por isso, Leo… Vamos só ficar juntos, e sair juntos? Pra nos animarmos…

12e_ql_larg_reallyverysml

Teve mais diálogo depois disso, mas eu vou cortar porque estou atrasado pra caramba e não é muito relevante. Acho que o que importa mais (para os shippers de plantão) é se o Leonardo ficou com a Rafaela ou não, mas depois vocês criam fanfics de ******** (leia-se: romance) entre eles e acabam descobrindo no final.

E, no fim de semana seguinte, uma semana depois daquele “encontro na madrugada”, após muita insistência, teimosia e alguns subornos, Leo conseguiu tirar sua amiga de casa. Sair com ela deixou de ser uma vontade de ter companhia e passou a ser uma questão de honra (e também um desejo de vê-la mais alegre).

— Só vim por causa que precisava ver umas roupas. — afirmou Laís, séria, após saírem da praça de alimentação do shopping.

— Laís, admite logo que veio por causa dos croissants que eu te paguei.

— Também. Satisfeito agora?

— Não enquanto não ver você com um sorriso.

— Pode esperar deitado. E se achou que vai me comprar com comida, perdeu seu tempo e seu dinheiro.

— Não perdi. Acho que comer bem melhora o humor de qualquer pessoa.

— E agora, vai tentar melhorar o resto do meu humor com roupas e acessórios, só para eu ficar fascinada por você (e sua carteira) e ir para sua cama?

— Laís… — “Ela começou a entender errado (de propósito) de novo…”

— Se bem que eu sei que seu dinheiro já deve ter acabado, então não ache que seu truque vai funcionar. Talvez funcionasse com alguma menininha ingênua (como a Rafaela), ou com alguém que só quer *** (leia-se: amor) mesmo.

— Laís, posso dizer uma coisa? — Leo, tranquilo, interrompeu.

— O quê?

— Não vou te levar pra cama. Já achei uma outra companhia para isso.

— Enganou quem dessa vez?

— Pra variar, falei a verdade pra Rafa. Acho que ela mudou.

— Então, decidiu assumir um namoro com ela?

— Não. Vamos por partes, ou acha que eu sou como você?

— Se você não se decidir logo, eu vou dar um fim na ******* (leia-se: relação) de vocês de novo. Não sei se deveria confiar em você, depois das férias…

— Posso provar que estou um pouco mais decente? Na verdade, eu vim aqui pra comprar uma aliança, mas não faço a mínima ideia de onde vou achar isso por um preço bom, então te chamei pra vir junto.

Depois de tantas linhas de seriedade… Finalmente Leonardo viu Laís rindo (mesmo que tenha sido um sorriso de deboche).

— Comprar aliança pra jogar fora em um mês? Tenho quase certeza de que você não vai conseguir pagar uma aliança comprada nas joalherias daqui, Leo. Na verdade, nem sei se você consegue pagar um daqueles anéis que vem em doces…

— Pois é, eu não podia mesmo, mas agora posso: arranjei um emprego.

— Hã? — Acabou o riso e veio a interrogação. — Quem foi o louco que te deu emprego? Mal completou os dezoito, e nem terminou o ensino médio ainda!

— Um colega meu precisava urgentemente de um ajudante.

— Virou servente de pedreiro?

— Técnico de informática, meio período.

— Você sabe consertar um computador?

— Laís, por dinheiro a gente faz qualquer coisa. E sim, eu sei.

— TODO ESSE TEMPO MINHA MÃE TENDO QUE PAGAR QUASE CEM REAIS PRA FORMATAR AQUELE MEU COMPUTADOR E VOCÊ SABIA? SEU ***** ** **** (leia-se: METIDO)!

— Tá bom, não precisa berrar. — Pelo jeito, ela estava voltando ao normal.

— O que mais você tem de novidade? Conseguiu bolsa pra faculdade, começou a frequentar igreja, ou alguma coisa mais bizarra?

— Não, eu não mudaria tanto… E o emprego é temporário.

— Já entrou pensando em sair? E eu achando que eu estava na pior…

— Laís, é que você tem determinação. Se começou alguma coisa, vai até o fim. Mesmo que jogue sujo, mesmo que enfrente algum problema. Se você parar agora, o que vai ser de mim? Por isso, acho que é hora de nós dois fazermos algo.

— Que tipo de coisa você pretende comigo?

— Eu decido que vou me esforçar para continuar junto com você. E Laís, eu queria que você se esforçasse para alguma coisa, mesmo que seja para que eu fique longe de você. Só não passe dos limites, e nem…

— Tá bom, eu prometo que vou me conter melhor e pensar antes de agir.

— Posso terminar? Também não fique se intrometendo na vida alheia.

— Vou pensar. Por enquanto, vamos nos apressar, já está anoitecendo!

— Laís, temos tempo, afinal… A noite só está começando.

— QUE RAIO DE FRASE É ESSA, LEO? — E lá foi ela entender errado.

O dia acaba, mas parece que o amor (fraterno) entre esses dois continua.

Final do ano (tanto nas quatro estações da história quanto na vida real),

Mas isso é só um “até logo” de Laís e Leo, o par que não é um casal.

(olha, rimou!)


ClaMAN

P.S.1: Não, não é o fim. Se quiserem mais um pouquinho, baixem o PDF. Além desse capítulo, tem um capítulo bônus (e fan-service da Laís). Se só quiserem o bônus, baixem esse daqui:

banned_download_proviP.S.2: A história que representa o final teve seu fim publicado no último dia do ano. Que lindo, não? Já estava tudo planejado! (mentira, atrasou mesmo).

P.S.3: Ano que vem tem projeto pra mais histórias. Provavelmente serão três (só que em ciclos quinzenais ou mensais, para evitar atrasos). Uma delas tem yuri, batalhas com mechas, magia e muitos, mas muuuuuitos clichês. A outra é de fantasia, sendo que o roteiro é um segredo (leia-se: nem comecei ainda). A última provavelmente vai ser chamada “O Par que Não É um Casal” e vai ser continuação dessa aqui, só que com menos foco em romance e mais na comédia slice of life.

Autor: ClaMAN

Animes? Assisto, mas a maioria ou é de romance ou é de fantasia ou é de vida cotidiana. Jogos? Jogo, mas meu jogo preferido é um simulador de ônibus, e os outros não são populares. Livros? Li alguns e escrevo histórias (que parecem fanfics) de vez em quando. No resto do tempo, sou um estudante "normal" de Análise e Desenvolvimento de Sistemas (vulgo "Programação"). Prazer.

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