Carnaval: a origem

Um pouco de curiosidades sobre o carnaval… Bem na hora em que o carnaval acaba.

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(Parece nome de filme, né?)

Hoje é (ou foi) feriado de carnaval, ou seja, aquela festa de pular, se fantasiar, esquecer os problemas e, em alguns casos, esquecer da civilidade e sair agarrando qualquer um na rua, usar qualquer poste como banheiro, perder os limites e beber (e consumir outras substâncias piores) de monte

Mas tudo bem, é carnaval!

Esse ano, os foliões aproveitaram para reclamar do governo enquanto curtiam a festa. Outros aproveitaram a festa para esquecer do governo. Outros, talvez gente do governo, queriam esquecer da festa. Outros (como eu) nem ligam para a festa (e alguns nem ligam para o governo).

Esse período carnavalesco sempre foi visto como um período mais “livre”. Ou seja, se solta e vai pra rua (veja P.S.1)! Antigamente, eram festividades para comemorar o início da primavera (e para espantar “espíritos maus” do inverno), ou momentos de descontração antes da quaresma (tempo de jejum, oração e penitência para católicos). Tanto que o termo carnaval pode ter origem em carne levare, que é algo como “remover a carne” (ou seja, segundo esse termo, nada de carne durante a quaresma inteira).

Pintura de 1822 dos primórdios do carnaval “made in brazil”. Sim, era bagunça desde os tempos de D. Pedro I.

Os brasileiros, que parece que sempre gostaram de festa (e farra), fizeram os Entrudos, que consistiam de brincadeiras e festas (como o Brasil é grande, cada lugar inventou seu entrudo). Algumas envolviam jogar líquidos (qualquer tipo de líquido, incluindo… Água, isso mesmo!) nas pessoas. Depois vieram os cordões e blocos de carnaval, marchinhas, escolas de samba, trios elétricos e outras variações.

Sorocaba também tem desfile de escolas de samba! Geralmente, a chuva desfila junto.

Agora que você já entendeu um pouquinho sobre essa festa tão adorada pelo povo brasileiro, lembre-se que amanhã já é quarta-feira de Cinzas e a festa acaba.

ClaMAN

P.S.1: se eu referenciei algum grupo militante, entendam que, mesmo que essa seja a intenção, não faço parte de nenhum movimento político, não pretendo fazer propaganda e posso ser contra esse grupo ocasionalmente. Aliás, fora Temer.

P.S.2: Amanhã é Valentine’s Day. Esperem por bastante chocolate (e garotas de anime).

P.S.3: Aliás, hoje teve desfile das escolas de samba de Sorocaba (e, aliás, hoje choveu por aqui).

Tempo de compras (de última hora)

Comprando presentes em véspera de Natal? Vish…

Exatamente um mês atrás, tivemos a black friday (onde mesmo quem fala que é “black fraude”, acaba aproveitando e comprando alguma coisa). Hoje, plena véspera de Natal, temos outro fenômeno de compras:

Chama-se “Presente de última hora“.

Amigo secreto, presentes da família, vale compras e afins – tudo agora.

Chegando no fim de ano, a gente percebe que o ano “passou rápido” demais. O mês também. Afinal, foi-se adiando a compra dos presentes desde o finzinho de novembro (aliás, deveria ter aproveitado a Black Friday para isso… Ah, mas não tinha tanto dinheiro, o 13º atrasou… Etc.), passou para a primeira semana de dezembro, depois foi adiada para dia 15, e por aí vai até que percebe-se que amanhã já é Natal.

Ah, falta um dia pro Natal… UM DIA SÓ? É AMANHÃ? COMO ASSIM, E OS PRESENTES QUE EU TINHA QUE COMPRAR? Oh Mái God!

Para a “sorte” dos retardatários, amanhã é domingo. Domingo, no comércio popular, é sinônimo de lojas fechando 14h (isso quando abrem). Como é véspera de Natal, é sinônimo de trânsito nem tão tranquilo também. Imagino montes de gente viajando de férias (incluindo lojistas).

“Desculpe, já estamos fechando por hoje. Feliz Natal, voltamos dia 2 de janeiro de 2018”.
Nas lojas abertas, é isso aí: lotação maior que praia do Rio durante a virada do ano. Nem queira ver a fila de pagamento.

O resultado de tudo isso (depois do caos e do estresse para comprar seus presentes de última hora) é que, se conseguir comprar presentes, talvez não seja “O” Presente. Provavelmente vai ter custado mais caro, talvez não seja tão satisfatório e ocasionalmente pode dar conflitos.

Vish…

Na dúvida, siga esse guia. Ou dê comida (exemplos: panetone, chocolate), pois pouca gente recusa comida.

ClaMAN

P.S.: Como sempre, não leve tão a sério.

P.S.2: Culpa da sociedade capitalista que esquece que o verdadeiro sentido do Natal é o Papai Noel e, depois, o nascimento de Jesus e a mensagem de paz, harmonia, felicidade, união da família, panetone, peru assado, uva passa em tudo quanto é comida, amigo secreto e piadas de tiozão.

P.S.3: Já sabe que, se acabou nessa situação, ano que vem é melhor se antecipar: aproveite os saldões de limpeza de estoque de janeiro para comprar os presentes para o Natal de 2018.

B Ô N U S :

Blake Friday é trocadilho: o nome dela é Blake Belladonna, de RWBY. Arte por Iesupa. Clique para ver no Danbooru.

Respondendo a dúvidas sobre o Papai Noel

Todo Natal tem o Papai Noel aparecendo. Mas que tal lermos mais sobre esse velhinho barbudo de vermelho?

Como todos (ou pelo menos a maioria dos cristãos e povos ocidentais) devem saber, daqui a dois dias é Natal. O Natal é a festa que celebra e relembra o nascimento de Jesus Cristo, segundo a tradição cristã, mas o ser mais popular que simboliza o Natal é Papai Noel.

Desenho vetorizado de Papai Noel.

Papai Noel, Santa Claus, Bom Velhinho, aquele cara barrigudo de barba branca que tem em quase todo shopping center. Segundo a lenda, ele é um senhor gorducho de barba branca de roupas vermelhas e gorro natalino que mora no Polo Norte (mais especificamente ao norte da Finlândia, segundo o Wikipedia, ou no Alasca, segundo os estadounidenses).

É dito que ele possui uma oficina de brinquedos (atualmente, deve ser uma importadora para atender também a pedidos de artigos eletrônicos e videogames, mas enfim), onde trabalham (se é remunerado, não sei dizer) elfos para produzir os artigos para as crianças.

Uma visão disneyística da fábrica/oficina/o que quer que seja do Papai Noel.

Aliás, lembremos que Papai Noel atende a pedidos de crianças ao redor do mundo, por meio das cartas (manuscritas enviadas pelo correio – nada de WhatsApp) que recebe. Se a criança foi bem comportada durante o ano (como é que ele sabe, por espionagem? Papai Noel é stalker…), então recebe seu presente de Natal.

Estive lendo aqui e parece que seu nome não está na minha lista de crianças bem comportadas… (ignore que a lista está repleta de nomes de domínios de internet)

Para as entregas, Papai Noel adota um sistema bem peculiar. Em vez de ter centros de estoque próximos aos consumidores finais (as crianças) e usar diversos meios de transporte adequados a cada região, Papai Noel prefere entregar os presentes pessoalmente, usando um trenó (bem, ele mora numa região que é gelo o ano todo, então lá funciona) puxado por renas que voam (e assim resolve o problema que seria andar com um trenó por locais sem neve), carregando os presentes num grande saco vermelho (logo, Papai Noel seria uma versão de homem do saco?).

31 horas para entregar presentes ao mundo todo = é preciso voar muito rápido MESMO.

Sem nenhum bom senso, Papai Noel entra pela chaminé (e se não tiver chaminé? Dizem que é pela janela, ou também pode ser usando magia e entrando pela porta) das casas para deixar o presente das crianças em meias na lareira (ou debaixo da árvore de Natal, ou embaixo da cama). Se encontrar biscoitos, come-os (de novo, sem nenhum bom senso).

Papai Noel invadindo, quer dizer, visitando uma casa para entregar algum presente (na verdade, pode ser um ladrão disfarçado, mas aí é outro problema).

Essa é a rotina do Papai Noel em época natalina, segundo contam.


Agora, sem mais delongas, vamos tentar responder a dúvidas:

P. Papai Noel existe?

R. Sim. Você não vê fotos dele, histórias dele e o próprio Papai Noel em shoppings e lojas? Então existe. Assim como personagens de animes existem. Se quiser outra opinião, leia aqui.

P. Ouvi dizer que Papai Noel é São Nicolau. Tá certo?

R. São Nicolau é um santo que viveu no século III. Papai Noel surgiu em torno de 1800, associado ao “Father Christmas” (Pai Natal em tradução literal) que era a representação do espírito de Natal. Uma história se funde com a outra (por exemplo, a história de que São Nicolau jogava dinheiro e comida aos necessitados pelas chaminés de suas casas (pergunta paralela: e quem não tinha casa?) e as roupas do “Father Christmas” serem semelhantes a do atual Papai Noel) e dá nisso.

P. Papai Noel é comunista? Ele tem barba, só se veste de vermelho, dá coisas pra todo mundo (como diz a música, “Seja rico ou seja pobre, o velhinho sempre vem)…

R. Ele só é um senhor generoso mesmo. Ou assim espero que seja. Aliás, segundo as histórias (e o Wikipedia), ele já teve roupas verdes, mas a Coca-Cola impulsionou o visual vermelho dele. Ou seja, se a Coca-Cola tá no meio, é lógico que ele não é comunista.

P. Qual é o endereço do Papai Noel? Quero mandar cartinha pra ele.

R. Se você estiver no Canadá, pode mandar para o código postal H0H 0H0. Na Finlândia, mande para Santa Claus Main Post Office, FI-96930, Arctic Circle, Finland. No Brasil, depende da região (afinal, com aquele casaco, Papai Noel não deve ficar muito tempo por aqui), veja em alguma agência dos Correios (ou entregue na própria agência, deve dar certo).

P. Não fui uma criança bem comportada esse ano. O que vai acontecer comigo?

R. Segundo a maioria das histórias, vai ganhar galhos ou carvão (é o que Papai Noel vai encontrar em sua lareira, se você por acaso tiver uma lareira em casa). Pode ser alho também (pra você temperar melhor sua vida). Não sei de nenhum castigo pior, então fique tranquilo (e se esforce para se comportar melhor e ganhar seu iPhone 8 no ano que vem).

P. ClaMAN, o que você pediu ao Papai Noel?

R. Férias.


E assim acaba essa postagem sobre Papai Noel.

Papai Noel te desejando Feliz Natal.

ClaMAN

P.S.: Esqueci de falar que Papais Noéis são boas opções de emprego temporário para homens idosos (embora alguns jovens também acabem sendo Papais Noéis em época de necessidade), barbudos (embora exista barba postiça) e gordinhos (embora sempre possa ser usado enchimento ou mesmo alguma almofada). Essa época de dezembro rende bastante.

P.S.2: Natal não é tempo só de presentes, é tempo também de garotas em roupas natalinas.

Aí está a roupa, só falta a garota.
Pronto, aí está a garota. Hakurei Reimu, de Touhou. Arte por Da-Mii. Clique para ver no Danbooru.

Finalmente férias escolares

A sensação única das férias (escolares) que chegaram.

Crianças após descobrirem que já passaram de ano:
“Vamos brincar! Férias!”
Universitários após descobrirem que acabou o semestre (sendo que isso não implica que foram aprovados):
“…Dormir, finalmente.”

Brincadeiras e comparações à parte, finalmente acabaram-se as aulas (para quem ainda tem provas a fazer por conta de calendários letivos que só acabam dia 22, meus pêsames).

Já se passou aquela época infernal de provas e trabalhos em sequência (ou seja, prova em um dia, trabalhos em outro, isso quando não apareciam provas e trabalhos no mesmo dia).

Já acabou o período em que se andava pelos corredores vazios da instituição de ensino, vendo um ou outro aluno desesperado fazendo uma última atividade e algumas salas carregadas de alunos cansados em suas provas finais.

Já foi o prazo final para divulgação das notas e dos aprovados/reprovados de cada turma, nada mais de ter que ficar questionando se os professores já terminaram de corrigir as provas, avaliar os trabalhos e entregaram as notas.

Então, seja feliz, chegaram as férias. Seja praia, campo ou cidade, seja com amigos, amores e/ou família. Nada mais de esquentar a cabeça com datas de montes de coisas…

Até fevereiro de 2018 (ou janeiro mesmo, tem escolas que começam cedo). Aí volta tudo de novo.

ClaMAN

P.S.1: Note que essa postagem não contempla férias coletivas ou férias de trabalhos e estágios. Essa postagem também não contempla casos de recuperação e/ou provas em datas posteriores a 21/12/2017 por conta de calendários escolares (e professores) anti-natalinos. Esta postagem não deve ser entendida como uma crítica. Esta postagem também não fala de alguma instituição específica existente que possui uma lenda de um professor de algoritmos que aplicou prova final a uma turma em pleno dia 25 de dezembro.

P.S.2: Essa postagem estava prevista para o fim de novembro, mas só entrei de férias na segunda passada (18 de dezembro).

Enem dá tensão

Gabaritos do Enem no ar… E nem dá tensão pensar no enem.

Ahh, o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio)… A prova mais aguardada do ano por milhares de estudantes, seja para tentar entrar em uma universidade (via SISU, PROUNI, FIES e outras siglas), seja obrigado pelos pais, seja para se divertir (hã) ou só pra ver o #ShowDosAtrasados… E nem dá pra esquecer que ele existe.

Pessoas tentando não se tornar memes por chegarem após o fechamento dos portões e começarem a fazer escândalo.

Costumo dizer que o Enem é uma maratona em vez de uma prova para avaliar os alunos do ensino médio. Afinal, tem gente que passa o ano todo se preparando (cursinhos, simulados, videoaulas, 400 metros com obstáculos (para chegar antes do portão fechar), salto em distância (para pular o portão se ele estiver fechando) e aulas de teatro (caso a corrida e o salto não funcionem, pelo menos dá pra ter os 15 minutos de fama fazendo escândalo na frente do portão)). Mas isso é só a primeira parte, que é fazer a prova.

Estudiosos? Ou chutantes?

Depois de dois dias de provas (no meu tempo, eram dois dias seguidos) e uns torcicolos (ou vai dizer que ficar 5+ horas olhando pra baixo não trava seu pescoço?), começa a tensão real: descobrir quantas questões acertou. Hoje saiu o gabarito das provas, então quero ver começar a choradeira do tipo “Acertei tantas em química/física que é melhor começar a fazer arte para vender na praia”. Lembrando que número de questões certas na prova não significa maior nota…

Se você preencheu o gabarito como mostrado nessa imagem, está errado por dois motivos: 1º era pra usar caneta preta. 2º O certo é preencher completamente o quadrado (ou bolinha, sei lá)

Depois da calmaria (exceto para pessoas que estão se preparando para entrar na universidade/faculdade, pois depois do Enem é que começam os vestibulares de verdade), após as festas de fim de ano, é a hora da verdade: saber se todos aqueles chutes cálculos e teorias nas matérias de exatas e toda aquela enrolação leitura na prova de humanas valeu a pena para garantir uma boa nota, e se sua redação não foi zerada (afinal, pelo que eu sei, falar do signo Libras em vez da Linguagem Brasileira de Sinais é fugir do tema).

Redação nota 1000? Só se for em culinária.

Um dos maiores pontos de tensão do Enem é o Sisu – aqueles dias com o servidor instável, com a nota de corte dos cursos pretendidos subindo exponencialmente… E depois o desespero abordado pelas manchetes de “Não passei no Sisu, e agora?”. Fies e Prouni devem ser a mesma tortura (principalmente com o governo cortando coisas a cada dia…)

Enfim, a minha dica para tudo isso é: faça o Enem bem feito uma vez, tenha pelo menos uma segunda opção (fora do Sisu), passe em uma das duas, matricule-se e nem pense mais no Enem.

(nota: só avisando que depois vem o Enade, o Poscomp (para pós-graduação na área de computação, no meu caso), entre certificações, concursos e outras graduações. Ou seja, Enem se livrou, mas provas não faltam. Ah, e já citei a famosa monografia de conclusão de curso, ou TCC?)

Tem gente que diz que Enem é só uma prova, e nem dá tensão e nem é difícil… ¬¬’

ClaMAN

P.S.: Ananhã tem postagem sobre Proclamação da República. Para quem foi mal em história no Enem, já podem começar a estudar para o Enem 2018 :)

Outro sentido de músicas folclóricas #3

Boi da cara preta, Fui no Itororó… Você já parou pra pensar direito nessas músicas?

Antes que você questione o 3 no título, essa “série” é tão velha quanto o blog. Reveja a parte 1 e a parte 2, se quiser (não recomendo).

Pronto, já falo o tema do post.

O folclore nacional compreende mitos, lendas, cantigas, brincadeiras, simpatias e qualquer coisa que o povo inventou (e continua inventando) para explicar coisas que parecem sobrenaturais que não entendem ou apenas para educar as crianças por meio de traumas.

Hoje é um dia ótimo para falar de músicas e canções folclóricas brasileiras e, além de falar, perceber que, de normais, elas não tem nada…


A primeira de hoje é mais uma clássica canção de ninar:

Legítimo boi da cara preta.

Boi, boi, boi

Boi da cara preta

Pega essa criança

Que tem medo de careta

Normalmente, canções de ninar são ouvidas quando a criança ainda não tem capacidade de discernimento. Por isso ela não percebe que isso não é uma cantiga, é uma ameaça.

Para começar, já coloca a criança em situação de inferioridade por ter medo de careta. Medos são coisas comuns e irracionais, tem gente que tem medo de palhaços, tem gente que tem medo do número 666… Se alguém tem medo de careta, quem somos nós para julgar? Em seguida, chama o tal “boi da cara preta” para pegar a criança. Será um boi mesmo? Será que ele é do mal (racismo com a cor da face do bovino)? Fica aberto para debates se não é uma gíria para alguém que pode “pegar” a criança.


A próxima é uma música que entra mais como tema infantil do que canção folclórica mesmo, mas vale:

Fonte do Itororó, em Santos – a autêntica, recuse imitações

Fui no Itororó beber água não achei
achei bela morena que no Itororó deixei

Aproveite, minha gente, que uma noite não é nada
Se não dormir agora, dormirá de madrugada

Ó dona Maria, Ó Mariazinha,
entrarás na roda e dançarás sozinha

Sozinha eu não danço nem hei de dançar
porque eu tenho o fulano para ser meu par

A primeira parte da música é uma situação que pode ser comum em alguns lugares do Brasil: falta de água. Porém, rapidamente o tema foge do fato que o eu lírico (narrador, a pessoa que foi no Itororó beber água) não achou água no Itororó mas achou uma bela morena que lá deixou.

1º Como alguém deixa uma moça numa fonte, rio ou o que quer que seja? Será relacionada à época da escravidão, e o eu lírico deixou-a presa?

2º Como uma pessoa deixada em uma fonte, rio ou o que quer que seja ficou lá até o desumano do eu lírico voltar lá? E o pior: ele nem foi para buscá-la, foi só beber água!

As primeiras 2 linhas deixam essas questões socioculturais para debatermos. As 2 seguintes parecem referência a “escapadas” noturnas.

Os últimos quatro versos, assim como outras músicas folclóricas, ensinam a crianças o que é bullying (isolam a tal Mariazinha na roda por ela não ter um par) e também incitam ao machismo (pois ela, em vez de mostrar que pode se virar sozinha, escolhe um fulano qualquer como par, ficando dependente dele para ser bem vista pela sociedade opressora).


Não é porque é folclore que é antigo: folclore é atual, está ligado a problemas recentes da sociedade. Porém, nem todas as lições do folclore são boas (machismo, egoísmo, bullying, violência a animais são alguns exemplos). Na dúvida, ensine crianças a tocarem (apenas instrumental), não a cantarem essas músicas.

ClaMAN

P.S.: Na próxima postagem da série: o controverso poeminha “Batatinha quando nasce”, a cruel cantiga “Sambalelê” e a estranha “Borboletinha lá na cozinha”. Me lembrem disso ano que vem.

P.S.2: A cada postagem dessa série, o nível de “outros sentidos” nas músicas piora.

Diário (inútil) do ClaMAN #7

Agosto, mês em que vejo um monte de aniversariantes e coisas relacionadas a aniversários.

Já passamos do meio do mês de agosto, então é o momento certo para publicar o único diário que é postado mensalmente.

Imagem ilustrativa. O ClaMAN não é a Sakurauchi Riko de Love Live, não escreve essa postagem em uma praça durante o outono e nem tem um sorriso tão brilhante. Arte por Marshall

Como já passamos do meio de agosto, muita coisa que volta em agosto (aulas, trabalhos, feriados, séries, atrasos em tradução de animes) já voltou ou está voltando aos poucos…

Exceto meu tempo livre. Esse só diminui.

Minha criatividade também não anda se manifestando tanto.

Porém, se tem uma coisa que estou vendo de monte nesse mês são aniversários (incluindo o meu)(pais, o que vocês fizeram entre novembro e dezembro?). Aniversários também são relacionados a…

Festinha de aniversário 2D. De novo, o anime é Love Live, arte por Qianqian.
  • Festas (sejam elas infantis (com montes de crianças berrando), familiares (com parentes próximos… Ou não), de jovens (e aquela infame versão do “Parabéns pra você” regada a música até tarde) ou de debutantes (nem comento). Convites não inclusos.
  • Privilégios por conta da idade (passou de 13, é adolescente… Passou de 18, já pode ser preso e dirigir… Passou de 21, já é responsável pelos próprios atos…)
  • Presentes (de lembrancinhas a coisas caras, de coisinhas inúteis (como esse blog) a coisas de qualidade e utilidade)… Dependem de quem dá.
  • Bolo.

Bolo, por sinal, normalmente é aquele bolo confeitado, recheado e delicioso, com velinhas em cima. E aqui eu fecho a postagem com essa imagem de velinhas para quem já nem conta mais a idade:

Aquelas velinhas para te lembrar que, se tem algo que aumenta com um aniversário, é a idade.

(TRADUÇÃO: “Quem está contando velinhas? Você está velho”)

ClaMAN.idade ++

P.S.: Tento animar as coisas por aqui na próxima semana. AnimeRelacionado? Talvez.

P.S.2: A idade física aumenta, mas a altura continua igual e a idade mental diminui…

P.S.3: Aceito sugestões de postagem como presente. Ou comida.