Outro sentido de músicas folclóricas #3

Boi da cara preta, Fui no Itororó… Você já parou pra pensar direito nessas músicas?

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Antes que você questione o 3 no título, essa “série” é tão velha quanto o blog. Reveja a parte 1 e a parte 2, se quiser (não recomendo).

Pronto, já falo o tema do post.

O folclore nacional compreende mitos, lendas, cantigas, brincadeiras, simpatias e qualquer coisa que o povo inventou (e continua inventando) para explicar coisas que parecem sobrenaturais que não entendem ou apenas para educar as crianças por meio de traumas.

Hoje é um dia ótimo para falar de músicas e canções folclóricas brasileiras e, além de falar, perceber que, de normais, elas não tem nada…


A primeira de hoje é mais uma clássica canção de ninar:

Legítimo boi da cara preta.

Boi, boi, boi

Boi da cara preta

Pega essa criança

Que tem medo de careta

Normalmente, canções de ninar são ouvidas quando a criança ainda não tem capacidade de discernimento. Por isso ela não percebe que isso não é uma cantiga, é uma ameaça.

Para começar, já coloca a criança em situação de inferioridade por ter medo de careta. Medos são coisas comuns e irracionais, tem gente que tem medo de palhaços, tem gente que tem medo do número 666… Se alguém tem medo de careta, quem somos nós para julgar? Em seguida, chama o tal “boi da cara preta” para pegar a criança. Será um boi mesmo? Será que ele é do mal (racismo com a cor da face do bovino)? Fica aberto para debates se não é uma gíria para alguém que pode “pegar” a criança.


A próxima é uma música que entra mais como tema infantil do que canção folclórica mesmo, mas vale:

Fonte do Itororó, em Santos – a autêntica, recuse imitações

Fui no Itororó beber água não achei
achei bela morena que no Itororó deixei

Aproveite, minha gente, que uma noite não é nada
Se não dormir agora, dormirá de madrugada

Ó dona Maria, Ó Mariazinha,
entrarás na roda e dançarás sozinha

Sozinha eu não danço nem hei de dançar
porque eu tenho o fulano para ser meu par

A primeira parte da música é uma situação que pode ser comum em alguns lugares do Brasil: falta de água. Porém, rapidamente o tema foge do fato que o eu lírico (narrador, a pessoa que foi no Itororó beber água) não achou água no Itororó mas achou uma bela morena que lá deixou.

1º Como alguém deixa uma moça numa fonte, rio ou o que quer que seja? Será relacionada à época da escravidão, e o eu lírico deixou-a presa?

2º Como uma pessoa deixada em uma fonte, rio ou o que quer que seja ficou lá até o desumano do eu lírico voltar lá? E o pior: ele nem foi para buscá-la, foi só beber água!

As primeiras 2 linhas deixam essas questões socioculturais para debatermos. As 2 seguintes parecem referência a “escapadas” noturnas.

Os últimos quatro versos, assim como outras músicas folclóricas, ensinam a crianças o que é bullying (isolam a tal Mariazinha na roda por ela não ter um par) e também incitam ao machismo (pois ela, em vez de mostrar que pode se virar sozinha, escolhe um fulano qualquer como par, ficando dependente dele para ser bem vista pela sociedade opressora).


Não é porque é folclore que é antigo: folclore é atual, está ligado a problemas recentes da sociedade. Porém, nem todas as lições do folclore são boas (machismo, egoísmo, bullying, violência a animais são alguns exemplos). Na dúvida, ensine crianças a tocarem (apenas instrumental), não a cantarem essas músicas.

ClaMAN

P.S.: Na próxima postagem da série: o controverso poeminha “Batatinha quando nasce”, a cruel cantiga “Sambalelê” e a estranha “Borboletinha lá na cozinha”. Me lembrem disso ano que vem.

P.S.2: A cada postagem dessa série, o nível de “outros sentidos” nas músicas piora.

Músicas para o Dia dos Pais

Quatro músicas para o dia dos pais que falam sobre pais.

Como eu não poderia deixar de comentar, hoje é Dia dos Pais. Assim como no Dia das Mães, hoje é um dia para ver pessoas comprando presentes de última hora, telemensagens, montes de lembrancinhas em montes de lugares (escolas e igrejas são os mais comuns) e, principalmente, músicas que citam figuras paternas.

Como se seu pai não tivesse enjoado delas ainda, vamos à lista de hoje.

Começamos com uma clássica, do Fábio Jr: Pai (que falta de criatividade pra nome, não é?)

Cantor popular, música popular. Duvido que você nunca tenha ouvido ela.

A próxima é a música Utopia, do Pe. Zezinho (embora tenha umas versões do Pe. Fábio de Melo).

Essa traz memórias a alguns filhos… Não fala muito de pai, especificamente, mas fala de família, e fala umas coisas bem bonitas. (Nota: não deixe de ouvir só porque você é evangélico ou de outra religião e quem canta é um padre)

Seguindo e voltando para o popular, temos a música “11 vidas” do Lucas Lucco.

Nunca tinha ouvido essa, mas a letra é ótima para um dia como hoje.

Para finalizar, uma sertaneja do Rick e Renner (essa dupla ainda existe?): Mais que pai e filho

Lembrando que, segundo a tradição capitalista nos lembra, mais do que carinho, amor e amizade entre pais e filhos, é necessário comprar presentes para ele. Se não comprou ainda, talvez o capitalismo não deixe você demonstrar que ama seu pai apenas com essa coletânea de músicas.

Enfim, Feliz Dia dos Pais!

ClaMAN

P.S.: Se quer ver como o povo tem criatividade para celebrar a relação pai-filho, sugiro essa matéria.

P.S.2: Sim, as duas últimas músicas são só pra preencher a postagem.

P.S.3: A postagem anterior foi a nº 1000 desse blog, então essa postagem de agora é como Bombril e como os pais: tem 1001 utilidades.

Diário (inútil) do ClaMAN #6 – Dia do Amigo

Tipos de amigos – ótimo assunto para o Dia do Amigo.

Hoje é dia de interromper minhas férias do blog mais uma vez para escrever esse negócio que na verdade é mais uma lista do que um diário (que é mensal, mas não importa).

Imagem ilustrativa. O ClaMAN não é a Sophina (de Ange Vierge) e ele não escreve livros mágicos, runas ou coisas semelhantes. Arte por Sakuragi Ren.

E hoje também é dia do amigo, dia de ouvir aquela música do Criança Esperança e aquela outra música do Milton Nascimento. Se ainda não viu, temos postagens sobre esse dia: uma aqui, outra aqui, mais uma aqui.

Grupo de amigos jogando juntos. Anime: Genshiken.

Enfim, não sei se conheço alguém que não tenha amigos. Amigos fazem parte da nossa vida assim como comida: uns são muito legais, e tem outros que, depois de um tempo, você descobre que te deixam mal… Enfim, amigos vem em vários momentos da vida e amizades podem ser de muitos tipos:

  • Colegas: o primeiro passo antes de qualquer amizade. Não são tão próximos, às vezes não tem muito assunto em comum, mas de alguma maneira muitas vezes estão no mesmo círculo social (mesma classe, grupo de trabalho, setor/departamento, etc).
  • Meio-irmãos: Vivem juntos, estão sempre conversando e/ou brigando, mas se conhecem como se fossem da mesma família há anos. Podem ser amigos de infância.
  • “Amigos”: Falam como se adorassem um ao outro, mas quando viram as costas, ai dos outros conhecidos que precisam aguentar as críticas ao “amigo” alheio… Geralmente escondem-se sob frases de “Melhores Amigos para Sempre”.
  • Amigos por favores: Só lembra da “amizade” quando precisa de alguma coisa (algo emprestado, por exemplo) ou quer que você resolva algum problema (que a pessoa sozinha não consegue resolver e você consegue). No resto do tempo, nem se lembra de sua existência.
  • Bem que podia ter alguma coisa a mais…: Pessoas que são bem próximas e tem uma boa intimidade (normalmente de sexos opostos, mas não é regra), porém uma delas (ou as duas, vai saber) sente “algo a mais” pela outra e gostaria que essa amizade se transformasse em um romance. Quando não é recíproco, resulta em friendzone.
  • Tem alguma coisa a mais: Pessoas que são bem próximas e tem uma boa intimidade (normalmente de sexos opostos, mas não é regra). Seria idêntico ao tópico acima, só que essas pessoas já fizeram “algo a mais” e mantém uma amizade porque tem um estilo de vida liberal (ou não querem assumir compromisso).

Poderia falar de mais tipos de amigos (como alguns mais sinceros), mas ainda estou de férias do blog.

ClaMAN

P.S.: Eu disse a mesma coisa há uns 3 anos, mas repetirei:

NOTA: Fazer postagem sobre amigos de infância em animes (osananajimi) no ano que vem.

P.S.2: Também já disse isso há uns anos atrás, mas eu não tenho muitos amigos (só 250 no Facebook (desse tanto aí, só uns 10 são amigos próximos) ).

P.S.3: Como estão curtindo as férias? Com seus amigos? Enquanto isso, eu estou dirigindo ônibus (sozinho), como sempre.

Cenas marcantes de beijos para ver no dia do beijo, segunda edição

…Porque a primeira não foi suficiente.

O Twitter ficou me enchendo o saco que hoje é dia do beijo (de novo) e, como eu fiquei devendo algumas cenas yuri na postagem sobre o (primeiro) dia do beijo desse ano…

Hoje, de novo, é dia de pensar em beijos (ou em quem você gostaria de beijar (consentidamente, por favor)). Também é dia de sentir falta de dar uns beijinhos (de novo citando o Twitter… Tem gente que está sem esse tipo de “contato” há mais tempo que este autor).

Enfim, se na primeira postagem eu atendi o público “geral”, agora é hora de ser esquerdista liberal e atender o público LGBT.

(Aviso: daqui para baixo tem spoilers de (animes:) Naruto (hã?), Kuzu no Honkai (de novo), Sakura Trick, (séries:) The L Word. Se não quiser ver cenas que podem revelar sobre a história, beije veja de olhos fechados.)

(Aviso 2: Se procura por cenas mais heterossexuais, recomendo que pare com essa homofobia e depois veja a postagem anterior sobre dia do beijo.)

Continue Lendo “Cenas marcantes de beijos para ver no dia do beijo, segunda edição”

Casais enamorados

Dia dos namorados para todos os tipos de casais

Nota: Depois de uma postagem de trollagem e outra de auto propaganda, essa é a postagem realmente voltada a casais de namorados apaixonados.

AVISO: Apenas imagens de animes daqui para baixo.


Feliz dia dos namorados!

Para aqueles que ainda não perceberam (ou não assumiram), mas poderiam ser um casal

Para casais que já estavam ligados antes mesmo de se conhecerem (esse é pra quem acredita em destino)

Para casais que acabaram juntos por trocas e acasos repentinos

Para casais que transformaram uma rivalidade num interesse em comum

Para casais que, mesmo com as diferenças/estranhezas, se ajudam e, mesmo com seus problemas, ajudam a outros

Para casais que encontraram uns nos outros o afeto, o consolo e a paixão que desejavam

Para casais em uma relação mais virtual que física, mas que mostra que distância não importa para quem tem tecnologia e amor no coração

Para casais que percebem que, depois de tanta coisa que passaram juntos, não dá mais para viver distantes.

Essa postagem é para os casais, simplesmente.


ClaMAN

P.S.1: Sete fanarts de animes animes selecionados para vocês. Adivinhem todos e ganhem um brinde (só clique na imagem para ver a origem depois que adivinharem, tá?).

P.S.1a: Dicas: Um é josei, um é shoujo. Um é filme, o outro é modinha. Tem um que eu já citei mais de uma vez no blog (por enquanto, é o anime do ano de 2017 na minha opinião). Outros quatro também já foram citados em postagens passadas. Todos são imagens de casais oficiais (exceto o primeiro), ou seja, praticamente assumiram namoro. O último é Toradora mesmo, como eu já tinha avisado e como vocês já conhecem (fanart nova, só não sei por quê estão chorando).

P.S.2: Eu faço esforços por vocês (como, por exemplo, percorrer o Danbooru e encontrar montes de fanarts +18). Então, mostrem que apreciam o esforço pelo menos lendo essa postagem. Obrigado.

P.S.3: Ia colocar yuri (para representar casais LBGT), mas o casal que eu queria pegar (Hanabi x Sanae (Kuzu no Honkai)) não é bem um casal na série, então vou ficar devendo (aguardem ano que vem).

B Ô N U S :

Para os “casais” que conseguem conviver com o fato de uma das pessoas na relação não existir no mundo 3D

Não importa se não é 3D, no meu coração eu amo aquela pessoa (ou melhor, personagem)! Tem algo contra?

E tem mais:

Continue Lendo “Casais enamorados”

Julgamento do seu celular

Não é correto julgar os outros, mas quando se vive em sociedade… Não tem jeito: até o celular é julgado.

Já que julgamentos estão no auge nos últimos dias, vou mostrar que qualquer coisa (MESMO) acaba sendo julgada por qualquer um. Quer um exemplo óbvio? Celulares.

Sim, exatamente aquele aparelho que você usa para tirar selfies e mandar mensagens pelo WhatsApp. Arte por Houmatu Awa

Celulares são itens pessoais (e deveriam ser intransferíveis, mas aí é outro detalhe). Como qualquer item pessoal (assim como roupas, penteado, acessórios, bolsas/mochilas e etc), um telefone celular evidencia preferências e personalidade de seu dono. Alguns mais “julgadores” vão se aproveitar disso para descobrir sobre você (e, claro, te estereotipar).

Eu, como não tinha nada para fazer (além de revisar histórias, estudar para duas provas e resolver listas de exercícios), juntei coisas que pessoas normalmente julgam em celulares alheios, mesmo que não seja certo ter tais tipos de preconceitos apenas a partir de um pedaço de plástico+metal.

Tipos/modelos de celulares:

iPhone: Dependendo da pessoa, prevê-se que tem dinheiro… Ou pelo menos finge ter (é a opção mais imaginada por muitos). Se usar capinha protetora (veja mais sobre capinhas abaixo), como não quer enfatizar que é um iPhone, ou é um modelo de iPhone mais antigo (aí evidencia a falta de dinheiro para comprar um iPhone 7 de R$ 3600) ou a pessoa deve ser designer de alguma coisa, ou (de novo) pelo menos finge ser. Talvez seja hipster.

Samsung Corby (também se aplica a outros celulares que tinham a proposta de serem baratos com aparência ou função diferenciada): Provavelmente a pessoa se achava descolada. Só se achava, porque o Corby era bem barato e tinha especificações bem simples (bem, é um celular de 2009). Se algum desses ainda funciona, julga-se que o dono tem problemas financeiros (e, se ainda se achar descolado por ter um desses, também deve ter problemas psicológicos).

Qualquer feature phone: Mesmo que a pessoa tenha idade abaixo de 40 anos, será julgada como sendo muito mais velha, pois um celular desses hoje em dia é visto como obsoleto (Touchscreen? Não. WhatsApp? Não. Câmera frontal ou de alta resolução? Não. 4G, WiFi? Não. Play Store? Não.) e usado apenas por quem não se dá bem com tecnologias mais novas (esquecendo-se do fato que, para quem faz ligações com mais frequência do que qualquer outra coisa, esse tipo de aparelho é excelente).

Sistema operacional/Linhas de modelos:

Windows Phone: Não importa o quanto a pessoa diga que é bonito, simples e leve (em termos), os números julgam o portador de um smartphone com sistema operacional Microsoft (provavelmente um Lumia): 1,43 milhões de apps na Play Store (e 95,5% de Androids no mercado) contra 300 mil apps na Windows Store (bem, praticamente nem vendem mais celulares WP). Fora as piadas que, se é Windows, não funciona direito…

Blackberry (ainda existe?): antigamente, quem tinha um desses era visto como algum empresário, provavelmente com agenda cheia de compromissos importantes. Aí veio o iOs com Siri e o Google com a Now, fora trocentos apps e coisas novas em outros modelos… O julgamento para os Blackberries agora deve ser: “Nossa, ele ainda usa essa coisa…”

Acessórios e aparência do aparelho:

Capinhas: Quanto mais discreta, julga-se que a pessoa ou gosta da aparência original do aparelho, ou que tem cuidado com a conservação do celular, ou que comprou um celular frágil e precisa da capinha pois, se ele caísse sem essa proteção, compensaria mais comprar um novo celular do que consertá-lo. Agora, se a capa tem estilo próprio, já se entende que a pessoa que é dona do aparelho nunca planeja guardá-lo no bolso (depois é assaltada e a culpa não é dela) e nem usar o celular intensamente.

Tela trincada/rachada/quebrada em geral: Pode ter sido um mero deslize e pode ter sido no dia anterior, mas é óbvio que ninguém vai querer saber disso. Afinal, a tela é o celular inteiro hoje em dia, e se a pessoa não tem um pingo de cuidado com seu celular, vai ter com qualquer outra coisa? Quando passa mais de 1 hora e o celular não foi para o conserto ainda, então a pessoa não tem capacidade financeira de manter um smartphone.

Aí está um exemplo de coisas de casais que serão julgadas como ridículas ou fofas dependendo do tempo de namoro e do ideal romântico de quem vê.

Papel de parede: Temos categorias de julgamento automático aqui:

  • Foto da própria pessoa: egoísta e narcisista. Pontos extras se for selfie.
  • Foto da pessoa com outra(s) pessoa(s) (seja namoro ou amizade): não consegue viver sozinha, muito carente. Pontos extras se estiverem se beijando.
  • Foto de personagem de filme, anime, desenho ou nome de banda ou coisa assim: odeia a própria realidade, vive só sonhando e fugindo da vida real através de jogos e coisas estranhas, talvez seja emo ou depressivo.
  • Foto de paisagem ou foto genérica do celular: sem criatividade.
  • Foto de outra pessoa (real, próxima): Stalker ou outro caso de carência.

Então, o único jeito de escapar do julgamento alheio é tendo um Android sem capinha em perfeito estado de conservação e papel de parede de algo que a pessoa goste? Na verdade não, nesse caso te julgariam como sendo normal demais.

Então, o único jeito de escapar do julgamento alheio é não tendo celular? Também não (vão dizer que é uma pessoa estranha e deslocada ou que não sabe lidar com tecnologia), o único jeito mesmo de evitar ser julgado por outros é não viver em sociedade.

ClaMAN

P.S.: Sejam pessoas conscientes: não julguem os celulares alheios.

P.S.2: Sobre o P.S. acima, é como se eu dissesse: Façam o que eu digo mas não façam o que eu faço.

Diário (inútil) do ClaMAN #4

Ganhar ou perder? Em que lugar você fica e por que ficou ali?

Aqui vamos nós para mais um diário noturno mensal inútil escrito pelo seu editor favorito!

Imagem ilustrativa. O ClaMAN não é a Inazuma (de Kantai Collection) e nem está cantarolando enquanto escreve esta postagem. (arte por Sakino Shingetsu)

Neste diário, podemos falar sobre aqueles jogos em que ou você ganha ou você afirma veementemente que “o importante é competir”. Quem já participou de concursos, campeonatos, torneios e coisas semelhantes deve conhecer bem esse tipo de coisa.

  • O primeiro lugar:
    • Pode ser uma pessoa humilde, que vai dizer que teve sorte, ou vai agradecer o apoio da família e dos amigos e de quem mais o ajudou a chegar até ali, ou…
    • Pode ser aquela pessoa cujo excesso de autoconfiança faz com que a vitória seja dela porque só ela merecia aquele lugar, e ninguém se esforçou tanto quanto ela.
  • O segundo lugar:
    • Pode ser da pessoa que foi desbancada por pouco de ser o primeiro lugar e agora está se controlando (ou não) para não chorar ou enforcar o primeiro colocado.
    • Também pode ser daquela pessoa que realmente teve sorte e nem sabe o que está fazendo ali, recebendo aquela medalha de prata.
  • O terceiro lugar:
    • Ou a pessoa está realmente feliz só de ter subido ao pódio (outro caso de sorte dessa pessoa, ou azar extremo das outras)
    • Ou era para ter ficado em segundo (ou até em primeiro, vai saber), mas foi desbancada nos 45 do segundo tempo e agora controla sua raiva e/ou tristeza.
  • O resto:
    • “Ah, o importante nem é ganhar medalha, troféu e tals, o que mais importa é só competir mesmo, né… Dou meus parabéns aos campeões, né…” – disse a pessoa que foi achando que ia conseguir o primeiro lugar e, no final, só conseguiu ficar na média.
E esse é o placar final. (arte: Imai Kazunari)

ClaMAN

P.S.: Tive um caso de campeonato/maratona/torneio recente (vide Twitter). Eu e minha equipe fomos realmente bem (mesmo não ganhando o 1º lugar nem o carregador de celular portátil de brinde para os 1ºs colocados)(mas, pelo menos, ganhamos medalha de bronze, caneta e bloquinho) e a jornada só está começando…