Faltam só 10 anos e 2 dias para 2028

Previsões (sem nenhuma base científica) para 2028 (porque fazer previsões para 2018 é muito comum)

Hoje é o penúltimo dia de 2017. Ou seja, amanhã é o último dia de 2017 (AHH, NÃO DIGA!) e depois de amanhã já estaremos em 2018.

Como o tempo passa…

Por falar em 2018, e ano novo, agora é hora das promessas para o ano que está chegando. Ser mais organizado, fazer dieta, ser mais gentil e paciente, terminar a faculdade, etc. No final, a gente sabe que metade dessas coisas não vai se realizar, mas ignoremos.

Na verdade, a gente não sabe como vai ser 2018. Só dá pra apostar.Eu até faria apostas, mas prefiro não arriscar (e sei que nunca acerto mesmo…). O que eu quero inventar são apostas do que vai acontecer em 2028! Afinal, 2018 é daqui a dois dias só, melhor pensar longe!

Então, em 2028…

Política

  • Trump e Kim Jong-un, se ainda estiverem vivos, vão estar casados e terão criado o país Estados Unidos da América e da Coreia (do Norte).
  • Nesse ano (se não mudarem as datas de eleições), estaremos reelegendo prefeitos e vereadores que atualmente são prefeitos e vereadores nas nossas cidades.
  • Teremos acabado de tirar do governo mais um presidente por causa de denúncias. A denúncia é que esse governante não soube usar corretamente o dinheiro público e “repassá-lo” aos deputados, então estes votaram para encerrar o mandato.

Transporte e mobilidade

  • Carros ainda não vão voar. Porém, teremos um trânsito infernal de carros autônomos disputando espaço com alguns carros não autônomos. E não adianta dizer que a culpa foi do carro que não prestou atenção.
  • O preço da energia (para abastecer carros elétricos) será tão alto quanto o valor da gasolina.
  • Pedestres continuarão sendo pedestres. Quem tem dinheiro terá jetpacks. (imagine o tanto de crianças que sairão voando por aí e acabarão perdidas…)

Tecnologia

  • Smartphones terão telas dobráveis, e os menores modelos terão tamanho de 15 polegadas. Monitores de computador começarão em 25 polegadas e a menor TV à venda terá 50 polegadas. Lógico que não existirá ninguém com visão ótima nesse mundo.
  • Aliás, por falar em visão, óculos serão como celulares, mostrando informações e notificações úteis… Junto com anúncios que tampam sua visão se você não pagar as taxas mensais da internet 9G. Ah, e se acabar a bateria desses óculos, você terá um par de lentes sem grau inúteis.
  • Mesmo com celulares com tela gigante, não existirá nenhum aplicativo útil de anotações e leitura de arquivos, então provas e trabalhos continuarão sendo feitas e impressas em sulfite.
  • Ladrões se especializarão em roubos e crimes cibernéticos. Afinal, entra ano, sai ano e sempre tem gente que cai em golpe de “clique aqui para renovar sua conta”. Claro que a polícia cibernética estará lá para ver vídeos de gatinhos enquanto deveria fiscalizar o tráfego de rede.

Sustentabilidade e ecologia

  • Algumas cidades (e uns países) que tinham poluição extrema não são mais habitáveis, estando na mesma categoria que regiões que sofreram acidentes radioativos. A previsão é que voltem a ser habitáveis em 100 anos.
  • Em cidades mais desenvolvidas, todo o lixo será sempre revistado – se você jogar algo reciclável em lixo orgânico, pagará multa. Se errar a cor do lixo (exemplo: jogar plástico no cesto amarelo, de vidro), também pagará multa.
  • Além de comida transgênero transgênica, veremos também comida reciclada. Será extremamente barata e cientistas disseram que é saudável.

Economia

  • O bitcoin estava valendo muito pouco, então foi criado o bytecoin (que vale 8 bitcoins) e, posteriormente (por desvalorização do bytecoin), foi criado o kilobytecoin, ou KBcoin (que vale 1024 bytecoins). (piada de programador)
  • Cartões de crédito serão substituídos por NFC e suas digitais. O dinheiro real, em papel, ainda existirá para aqueles que trocaram seus membros de carne e osso por partes mecânicas e, por isso, não tem digitais.

Saúde e corpo

  • Aliás, teremos “ciborgues”. Em parte. Na verdade, serão pessoas que foram pagas para (ou obrigadas a) implantar partes eletromecânicas no seu corpo para fazer serviços pesados ou específicos (imagine se você fosse um cirurgião e, em vez de uma mão imprecisa, tivesse um conjunto de bisturis, facas, agulhas e afins no braço, prontas para uso?).
  • Pessoas que sofrem de anorexia podem comprar kits que projetam a ilusão de que ela está sempre magra e de que as comidas que come são saudáveis e pouco calóricas. Porém, está gerando uma onda de uma doença em que as pessoas acham que são magras, mas são super obesas.

Cultura e entretenimento

  • Metade dos filmes que estrearão será remake de filmes antigos. E a pipoca dos cinemas será mais cara que o ingresso para o filme.
  • Dez anos após o final da onda de animes em que o protagonista viaja para um mundo alternativo, será o tempo das séries em que o protagonista que viajou para um mundo alternativo retorna ao mundo de origem.
  • Quem precisa de namoradas joystick quando se possui equipamentos e jogos de realidade virtual imersivos ao extremo? (nota: já não há mais casamentos e nem nascimentos no Japão).
  • Vários artistas e bandas que nem existiam mais vão voltar… Por “culpa” de sintetizadores de voz e algoritmos que compõem músicas baseadas no estilo dessas bandas. Sim, será controverso mas… Quem liga? Produtoras estão ganhando rios de dinheiro de qualquer maneira.
  • Canais de TV tradicionais (exceto os abertos, esses não contam) estarão extintos e se converterão a serviços de streaming sob demanda para concorrerem com o Netflix e outros. Ou seja, quando for pegar um pacote de TV por assinatura, não haverão canais, mas sim “provedores de serviços”. Quanto melhor a qualidade (16K é o que haverá de melhor), mais caro.
Yay. Kirisame Marisa, Touhou, arte por Yamabuki (Yusuraume)

Variedades

  • Por falar em algoritmos, o ClaMAN provavelmente já terá ganhado o prêmio Nobel da informática (se não existe, vai existir) por uso de inteligência artificial e aprendizagem de máquina para classificar animes de acordo com o gosto (e os fetiches) de cada pessoa com precisão de 99,9%. Se chegar a isso, lógico que ele nem terá qualquer tipo de companhia como namorada ou esposa (ou talvez terá, com as tecnologias de realidade virtual e projetamento de ilusões).

Se alguma dessas coisas realmente acontecer em 2028, é mera coincidência. Não me responsabilizo.

ClaMAN

P.S.: As postagens desse fim de ano estão mais longas do que eu esperava.

P.S.2: Curiosidades inúteis: A adaptação para anime de Toradora! estreou em 2008. Significa que, ano que vem, fará 10 anos (pois é, o anime da Taiga é mais antigo do que parece). Logo, em 2028, terá 20 anos.

P.S.3: Outra curiosidade inútil: Eu farei 33 anos em 2028. Se o Utilis Inutilis existir até esse ano, estará com 17 anos de existência… Logo, eu tinha 16 anos quando inventei essa coisa. Eu era jovem…

Tempo de compras (de última hora)

Comprando presentes em véspera de Natal? Vish…

Exatamente um mês atrás, tivemos a black friday (onde mesmo quem fala que é “black fraude”, acaba aproveitando e comprando alguma coisa). Hoje, plena véspera de Natal, temos outro fenômeno de compras:

Chama-se “Presente de última hora“.

Amigo secreto, presentes da família, vale compras e afins – tudo agora.

Chegando no fim de ano, a gente percebe que o ano “passou rápido” demais. O mês também. Afinal, foi-se adiando a compra dos presentes desde o finzinho de novembro (aliás, deveria ter aproveitado a Black Friday para isso… Ah, mas não tinha tanto dinheiro, o 13º atrasou… Etc.), passou para a primeira semana de dezembro, depois foi adiada para dia 15, e por aí vai até que percebe-se que amanhã já é Natal.

Ah, falta um dia pro Natal… UM DIA SÓ? É AMANHÃ? COMO ASSIM, E OS PRESENTES QUE EU TINHA QUE COMPRAR? Oh Mái God!

Para a “sorte” dos retardatários, amanhã é domingo. Domingo, no comércio popular, é sinônimo de lojas fechando 14h (isso quando abrem). Como é véspera de Natal, é sinônimo de trânsito nem tão tranquilo também. Imagino montes de gente viajando de férias (incluindo lojistas).

“Desculpe, já estamos fechando por hoje. Feliz Natal, voltamos dia 2 de janeiro de 2018”.
Nas lojas abertas, é isso aí: lotação maior que praia do Rio durante a virada do ano. Nem queira ver a fila de pagamento.

O resultado de tudo isso (depois do caos e do estresse para comprar seus presentes de última hora) é que, se conseguir comprar presentes, talvez não seja “O” Presente. Provavelmente vai ter custado mais caro, talvez não seja tão satisfatório e ocasionalmente pode dar conflitos.

Vish…

Na dúvida, siga esse guia. Ou dê comida (exemplos: panetone, chocolate), pois pouca gente recusa comida.

ClaMAN

P.S.: Como sempre, não leve tão a sério.

P.S.2: Culpa da sociedade capitalista que esquece que o verdadeiro sentido do Natal é o Papai Noel e, depois, o nascimento de Jesus e a mensagem de paz, harmonia, felicidade, união da família, panetone, peru assado, uva passa em tudo quanto é comida, amigo secreto e piadas de tiozão.

P.S.3: Já sabe que, se acabou nessa situação, ano que vem é melhor se antecipar: aproveite os saldões de limpeza de estoque de janeiro para comprar os presentes para o Natal de 2018.

B Ô N U S :

Blake Friday é trocadilho: o nome dela é Blake Belladonna, de RWBY. Arte por Iesupa. Clique para ver no Danbooru.

Momento história: Proclamação da República

Um resumão de como foi a Proclamação da República dos Estados Unidos do Brasil, há 128 anos.

Em 1889 (ou seja, há 128 anos), o Brasil deixou de ser “Império do Brasil” (ou “Império do Brazil”, conforme escreviam no século XIX) para se tornar “República dos Estados Unidos do Brasil“.

Está bem… E daí? O que isso significou? Qual a diferença entre monarquia e república? Porque Brasil se escrevia com Z em vez de S no século XIX? Bem, isso tudo (ou quase tudo) será estudado agora, no nosso Momento História (escrito por um cara que não via graça em aulas de história até os 15 anos).

Na época em que fotos eram quase inexistentes, o jeito era acreditar nas histórias e fazer pinturas sobre elas. Proclamação da República por Benedito Calixto – Óleo sobre tela, 1893, 123.5 x 200 cm.

Começamos no Brasil Império, de Dom Pedro I e, depois de um período de transição porque o imperador abandonou o Brasil e o príncipe tinha só 5 anos, de Dom Pedro II. Só que, lá para 1870, já não era mais um império tão imponente. Os escravos queriam liberdade, os fazendeiros queriam escravos, os militares queriam atenção do governo, a Igreja Católica queria que o imperador parasse de se achar seu dono e, além de tudo isso, muita gente tinha lido e visto muita coisa estrangeira e achava que a pobreza e a crise do país (sim, desde o século XIX conosco) era culpa do imperador.

Republicanos na Convenção de Itu, 1873. Não me pergunte quem é quem.

Começaram, então, a surgir movimentos clamando pela república. Alguns queriam pegar armas e ir à luta (nota: essa mesma ideia deu errado 43 anos depois), outros queriam chegar de maneira pacífica. O objetivo era o mesmo que muitos políticos modernos ainda usam: um país unido, que garanta direitos para todos (que tenham dinheiro) e seja economicamente forte.

13 de maio de 1888. Acha mesmo que um fazendeiro da época ia ficar tão feliz de ver sua mão de obra gratuita indo embora?

Sendo o Brasil, essa ideia demorou para vingar. Só que, novamente, sendo o Brasil, assim que surgiu mais gente influente (leia-se: endinheirado$) e importante (incluindo fazendeiros com raiva da Lei Áurea (fica pra outro Momento História) que queriam se vingar da monarquia que libertou toda a força de trabalho deles sem pagar indenização por isso), o movimento ganhou força.

Quem que mais levou essas ideias de tirar o imperador (pessoa de família nobre, que “ganhou” o trono de seu pai ou ancestral comum e se acha o máximo) do trono e botar um tal de presidente (pessoa de família não necessariamente nobre, que foi eleita pelo povo e só fica alguns anos no poder)  no lugar?

Duvido que essa foto de militares de 1870 seja realmente de militares e tenha sido tirada em 1870, mas é só para ilustrar.

Militares, os “defensores da moral pátria brasileira”. Enquanto ministros podiam falar o que quisessem e fazer o que quisessem enquanto ganhavam pra caramba só pra serem puxa-sacos do imperador, militares eram obrigados a ficar quietinhos, sem participação política, só obedecendo ordens desses mesmos ministros. Chegou a hora de parar de apoiar um regime que não ligava para eles (ou seja, cansaram de ser ignorados pelo crush).

Marechal Deodoro. Para quem não sabe, Marechal é um título militar.

Como fazer, então, a estabelecida monarquia (estava ruim, mas ainda funcionava) tornar-se república? Já que não dava por meios legais, decidiram fazer um golpe de estado. Para isso, fizeram o marechal Deodoro da Fonseca, um monarquista de carteirinha, acreditar que sua amada monarquia (ou o Visconde de Ouro Preto, algo como “primeiro-ministro” brasileiro) tinha decretado sua prisão. Pior ainda foi descobrir que seria escolhido um novo “primeiro-ministro” e era ninguém menos que um cara que roubou uma moça que ele gostava. Bem, às favas com a monarquia.

Bandeira do Brasil República, que durou de 15 a 19 de novembro de 1889. Qualquer coincidência com a bandeira dos EUA é mera semelhança.

Então, no fatídico dia 15 de novembro de 1889, acordaram Deodoro (que estava meio doente, ainda por cima) e falaram que já era dia de transformar esse país numa república. Então, junto com um monte de soldados (tanto que o povo pensou que era uma parada militar), chegaram no Paço Imperial, mandaram prender o Visconde de Ouro Preto e proclamaram a República. Depois, no outro dia, o povo descobriu que era o próprio Marechal Deodoro que comandava o Brasil (agora como presidente!), D. Pedro II foi notificado e saiu de fininho para a Europa.

O que aconteceu depois? Bem, os militares ficaram no poder e tiveram apoio dos fazendeiros e latifundiários (ou seja, o “povo” para quem sempre governaram). O povo mesmo nem sentiu mudança e continuou sem entender o que aconteceu, como sempre.

E assim são as trocas políticas nesse nosso Brasil. Qualquer semelhança com a atualidade é por culpa de quem não sabe história.

Para encerrar: Praça da República, no Rio de Janeiro, onde (supostamente) foi proclamada a República há 128 anos.

ClaMAN

P.S.: Próximo momento história: provavelmente só no ano que vem. Carnaval, talvez?

P.S.2: Aguardem por mais umas 2 postagens esse mês.

Outro sentido de músicas folclóricas #3

Boi da cara preta, Fui no Itororó… Você já parou pra pensar direito nessas músicas?

Antes que você questione o 3 no título, essa “série” é tão velha quanto o blog. Reveja a parte 1 e a parte 2, se quiser (não recomendo).

Pronto, já falo o tema do post.

O folclore nacional compreende mitos, lendas, cantigas, brincadeiras, simpatias e qualquer coisa que o povo inventou (e continua inventando) para explicar coisas que parecem sobrenaturais que não entendem ou apenas para educar as crianças por meio de traumas.

Hoje é um dia ótimo para falar de músicas e canções folclóricas brasileiras e, além de falar, perceber que, de normais, elas não tem nada…


A primeira de hoje é mais uma clássica canção de ninar:

Legítimo boi da cara preta.

Boi, boi, boi

Boi da cara preta

Pega essa criança

Que tem medo de careta

Normalmente, canções de ninar são ouvidas quando a criança ainda não tem capacidade de discernimento. Por isso ela não percebe que isso não é uma cantiga, é uma ameaça.

Para começar, já coloca a criança em situação de inferioridade por ter medo de careta. Medos são coisas comuns e irracionais, tem gente que tem medo de palhaços, tem gente que tem medo do número 666… Se alguém tem medo de careta, quem somos nós para julgar? Em seguida, chama o tal “boi da cara preta” para pegar a criança. Será um boi mesmo? Será que ele é do mal (racismo com a cor da face do bovino)? Fica aberto para debates se não é uma gíria para alguém que pode “pegar” a criança.


A próxima é uma música que entra mais como tema infantil do que canção folclórica mesmo, mas vale:

Fonte do Itororó, em Santos – a autêntica, recuse imitações

Fui no Itororó beber água não achei
achei bela morena que no Itororó deixei

Aproveite, minha gente, que uma noite não é nada
Se não dormir agora, dormirá de madrugada

Ó dona Maria, Ó Mariazinha,
entrarás na roda e dançarás sozinha

Sozinha eu não danço nem hei de dançar
porque eu tenho o fulano para ser meu par

A primeira parte da música é uma situação que pode ser comum em alguns lugares do Brasil: falta de água. Porém, rapidamente o tema foge do fato que o eu lírico (narrador, a pessoa que foi no Itororó beber água) não achou água no Itororó mas achou uma bela morena que lá deixou.

1º Como alguém deixa uma moça numa fonte, rio ou o que quer que seja? Será relacionada à época da escravidão, e o eu lírico deixou-a presa?

2º Como uma pessoa deixada em uma fonte, rio ou o que quer que seja ficou lá até o desumano do eu lírico voltar lá? E o pior: ele nem foi para buscá-la, foi só beber água!

As primeiras 2 linhas deixam essas questões socioculturais para debatermos. As 2 seguintes parecem referência a “escapadas” noturnas.

Os últimos quatro versos, assim como outras músicas folclóricas, ensinam a crianças o que é bullying (isolam a tal Mariazinha na roda por ela não ter um par) e também incitam ao machismo (pois ela, em vez de mostrar que pode se virar sozinha, escolhe um fulano qualquer como par, ficando dependente dele para ser bem vista pela sociedade opressora).


Não é porque é folclore que é antigo: folclore é atual, está ligado a problemas recentes da sociedade. Porém, nem todas as lições do folclore são boas (machismo, egoísmo, bullying, violência a animais são alguns exemplos). Na dúvida, ensine crianças a tocarem (apenas instrumental), não a cantarem essas músicas.

ClaMAN

P.S.: Na próxima postagem da série: o controverso poeminha “Batatinha quando nasce”, a cruel cantiga “Sambalelê” e a estranha “Borboletinha lá na cozinha”. Me lembrem disso ano que vem.

P.S.2: A cada postagem dessa série, o nível de “outros sentidos” nas músicas piora.

Diário (inútil) do ClaMAN #5

O inverno (e as férias) estão chegando… Melhor preparar os agasalhos e fazer uma bebida quente.

Já chegamos a essa época do mês de novo…

Imagem ilustrativa. O ClaMAN não é a Eiki Shiki de Touhou e nem usa uma pena para escrever (embora a pilha de papéis ao lado direito dela seja semelhante à pilha de trabalhos pendentes deste editor). Arte por Kakao (noise-111).

Assim como nossas notas semestrais, a temperatura vem caindo (pelo menos em Sorocaba) e, assim como a sucessão de provas, trabalhos e tals nos deixam preocupados, estressados e tals, o friozinho (e chuvas ocasionais) trazem algumas consequências na saúde dos mais sensíveis:

  • Gripe/resfriado: coisa mais comum que aparece. Normal ver gente espirrando.
  • Rinite: Essas mudanças meteorológicas atacam o nariz sem dó. O jeito é andar com papel higiênico do lado.
  • Tosse: Muitas vezes vem como consequência da gripe. Quando é seca, pode chamar de “tosse alérgica” (deve ser alergia ao frio, só pode)

Bem, estamos em junho e isso signica que…

O INVERNO ESTÁ CHEGANDO

Lidem com isso enquanto eu vou tomar um cafezinho quente e me agasalhar. E boa noite.

Arte original por Kaginoni. Representa meu estado (de espírito) atual.

ClaMAN

P.S.: Inalação, chás quentes e repouso = remédios para (tentar) parar essas doenças típicas da época. Se não funcionar, procure um médico.

P.S.2: Postagem sobre inverno na quarta-feira. Tem a ver com Game of Thrones? Quem sabe… :P

Julgamento do seu celular

Não é correto julgar os outros, mas quando se vive em sociedade… Não tem jeito: até o celular é julgado.

Já que julgamentos estão no auge nos últimos dias, vou mostrar que qualquer coisa (MESMO) acaba sendo julgada por qualquer um. Quer um exemplo óbvio? Celulares.

Sim, exatamente aquele aparelho que você usa para tirar selfies e mandar mensagens pelo WhatsApp. Arte por Houmatu Awa

Celulares são itens pessoais (e deveriam ser intransferíveis, mas aí é outro detalhe). Como qualquer item pessoal (assim como roupas, penteado, acessórios, bolsas/mochilas e etc), um telefone celular evidencia preferências e personalidade de seu dono. Alguns mais “julgadores” vão se aproveitar disso para descobrir sobre você (e, claro, te estereotipar).

Eu, como não tinha nada para fazer (além de revisar histórias, estudar para duas provas e resolver listas de exercícios), juntei coisas que pessoas normalmente julgam em celulares alheios, mesmo que não seja certo ter tais tipos de preconceitos apenas a partir de um pedaço de plástico+metal.

Tipos/modelos de celulares:

iPhone: Dependendo da pessoa, prevê-se que tem dinheiro… Ou pelo menos finge ter (é a opção mais imaginada por muitos). Se usar capinha protetora (veja mais sobre capinhas abaixo), como não quer enfatizar que é um iPhone, ou é um modelo de iPhone mais antigo (aí evidencia a falta de dinheiro para comprar um iPhone 7 de R$ 3600) ou a pessoa deve ser designer de alguma coisa, ou (de novo) pelo menos finge ser. Talvez seja hipster.

Samsung Corby (também se aplica a outros celulares que tinham a proposta de serem baratos com aparência ou função diferenciada): Provavelmente a pessoa se achava descolada. Só se achava, porque o Corby era bem barato e tinha especificações bem simples (bem, é um celular de 2009). Se algum desses ainda funciona, julga-se que o dono tem problemas financeiros (e, se ainda se achar descolado por ter um desses, também deve ter problemas psicológicos).

Qualquer feature phone: Mesmo que a pessoa tenha idade abaixo de 40 anos, será julgada como sendo muito mais velha, pois um celular desses hoje em dia é visto como obsoleto (Touchscreen? Não. WhatsApp? Não. Câmera frontal ou de alta resolução? Não. 4G, WiFi? Não. Play Store? Não.) e usado apenas por quem não se dá bem com tecnologias mais novas (esquecendo-se do fato que, para quem faz ligações com mais frequência do que qualquer outra coisa, esse tipo de aparelho é excelente).

Sistema operacional/Linhas de modelos:

Windows Phone: Não importa o quanto a pessoa diga que é bonito, simples e leve (em termos), os números julgam o portador de um smartphone com sistema operacional Microsoft (provavelmente um Lumia): 1,43 milhões de apps na Play Store (e 95,5% de Androids no mercado) contra 300 mil apps na Windows Store (bem, praticamente nem vendem mais celulares WP). Fora as piadas que, se é Windows, não funciona direito…

Blackberry (ainda existe?): antigamente, quem tinha um desses era visto como algum empresário, provavelmente com agenda cheia de compromissos importantes. Aí veio o iOs com Siri e o Google com a Now, fora trocentos apps e coisas novas em outros modelos… O julgamento para os Blackberries agora deve ser: “Nossa, ele ainda usa essa coisa…”

Acessórios e aparência do aparelho:

Capinhas: Quanto mais discreta, julga-se que a pessoa ou gosta da aparência original do aparelho, ou que tem cuidado com a conservação do celular, ou que comprou um celular frágil e precisa da capinha pois, se ele caísse sem essa proteção, compensaria mais comprar um novo celular do que consertá-lo. Agora, se a capa tem estilo próprio, já se entende que a pessoa que é dona do aparelho nunca planeja guardá-lo no bolso (depois é assaltada e a culpa não é dela) e nem usar o celular intensamente.

Tela trincada/rachada/quebrada em geral: Pode ter sido um mero deslize e pode ter sido no dia anterior, mas é óbvio que ninguém vai querer saber disso. Afinal, a tela é o celular inteiro hoje em dia, e se a pessoa não tem um pingo de cuidado com seu celular, vai ter com qualquer outra coisa? Quando passa mais de 1 hora e o celular não foi para o conserto ainda, então a pessoa não tem capacidade financeira de manter um smartphone.

Aí está um exemplo de coisas de casais que serão julgadas como ridículas ou fofas dependendo do tempo de namoro e do ideal romântico de quem vê.

Papel de parede: Temos categorias de julgamento automático aqui:

  • Foto da própria pessoa: egoísta e narcisista. Pontos extras se for selfie.
  • Foto da pessoa com outra(s) pessoa(s) (seja namoro ou amizade): não consegue viver sozinha, muito carente. Pontos extras se estiverem se beijando.
  • Foto de personagem de filme, anime, desenho ou nome de banda ou coisa assim: odeia a própria realidade, vive só sonhando e fugindo da vida real através de jogos e coisas estranhas, talvez seja emo ou depressivo.
  • Foto de paisagem ou foto genérica do celular: sem criatividade.
  • Foto de outra pessoa (real, próxima): Stalker ou outro caso de carência.

Então, o único jeito de escapar do julgamento alheio é tendo um Android sem capinha em perfeito estado de conservação e papel de parede de algo que a pessoa goste? Na verdade não, nesse caso te julgariam como sendo normal demais.

Então, o único jeito de escapar do julgamento alheio é não tendo celular? Também não (vão dizer que é uma pessoa estranha e deslocada ou que não sabe lidar com tecnologia), o único jeito mesmo de evitar ser julgado por outros é não viver em sociedade.

ClaMAN

P.S.: Sejam pessoas conscientes: não julguem os celulares alheios.

P.S.2: Sobre o P.S. acima, é como se eu dissesse: Façam o que eu digo mas não façam o que eu faço.

Frente fria

Se a frente for muito fria, nem os termômetros aguentam…

A quinta-feira que representa o dia 1 de junho de 2017 (ou seja, hoje) já apresentou uma frente fria para São Paulo e região (incluindo Sorocaba, a cidade onde os editores deste blog inútil moram).

Ontem, o clima estava bonzinho, tranquilinho… Nem dava para acreditar muito nessa previsão do tempo que só faltava dizer a célebre frase: “O inverno está chegando”.

Aí, hoje de manhã, com chuva e frio, deu pra ver que sim, a previsão era verdadeira. E a temperatura caiu.

Se a temperatura continuar caindo, nem os termômetros aguentam tanta queda.

ClaMAN

P.S.: A imagem acima é um daqueles relógios-termômetros de rua caído (por causa de algum dia muito frio, provavelmente). Se nunca viu um, abaixo segue uma foto em uma condição normal:

Condição normal: muito quente (sério, 53° C é MUITO QUENTE MESMO) – esse deve ser outro termômetro que quebrou por causa do excesso de calor nesse dia…

P.S.2: Se possível, não exponha termômetros (de rua, principalmente) a temperaturas extremas ou a mudanças meteorológicas muito bruscas.

P.S.3: Para quem está se perguntando sobre como fica o uso de termômetros de rua após ler o P.S.2, entenda que é uma piada (sem graça).