Diário (inútil) do ClaMAN #9

Diário #9 e os vícios do ClaMAN (que não envolvem fazer postagens, obviamente).

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Cá estamos nós (ou apenas eu), após dezessete dias de ausência, para mais uma edição desse diário que nunca teve propósito de ser um diário.

Imagem ilustrativa. O ClaMAN não é a Xin Hua (mais uma cantora virtual de Vocaloid), não está comendo tangerina e nem cria ondinhas de luz e coraçõezinhos enquanto escreve. Arte por Qian Wu Atai.

Bem, enfim, como vão? O tempo anda escasso, como todo fim de ano, cheio de afazeres, estudos e procrastinação outras coisas. Isso acaba piorando quando se adquire uns vícios novos…

  • Vício em ler mangás: Problemas de som no meu computador estão me impedindo de assistir animes, então resolvi tirar o atraso e ler os mangás que estavam na minha pilha de leitura. Agora tornou-se normal ficar acordado até tarde lendo… Ainda mais com o lançamento da novel de Re:Zero…
  • Vício em estudar Python: Existe uma linguagem de programação chamada Python (que, de cobra, não tem nada) que vem se popularizando por aqui. Acabei estudando até demais essa linguagem (estou quase traindo o Java) e esquecendo de outras coisas.
  • Vício em tocar na igreja: Isso não se encaixa em um vício, mas sim em um hobby que virou um serviço (voluntário). A questão é que, graças a esse dom (dom?), eu acordo cedo praticamente todo domingo. Bem, ainda não reclamo.
  • Vício em dormir: Nada melhor do que, quando arranjo tempo entre mangás para ler, missas para tocar e programas a codar, cair na cama e dormir.
Boa noite. Arte por Zetsuriinu.

Até amanhã. Teremos especial de Halloween sim.

ClaMAN

P.S.: Não queria fazer um diário de Halloween – mas, por sorte, consegui publicar isto antes da meia-noite.

Fibonacci (e um trauma)

Fibonacci e programação – a matemática e como fazê-la funcionar direito em um programa.

A famosa Sequência de Fibonacci é uma sequência de números inteiros, que foi primeiramente descrita por Leonardo de Pisa (um matemático italiano que, como a maioria dos matemáticos, não tinha mais o que fazer além de falar de fórmulas, sequências, números e tals).

Leonardo de Pisa, ou Leonardo Fibonacci. Celebridade do século XII, talvez?

Enfim, a sequência de Fibonacci tem uma lógica: começa em zero, depois vem um, depois começa a soma do número atual com seus dois antecessores.

Se não entendeu, aqui um desenho (para matemáticos):

Se ainda não entendeu, uma demonstração:

0,1,1,2,3,5,8,13,21,34,55,89,144,233,377,610,987,1597,2584,...

Enfim, isso é Fibonacci. Matemáticos de plantão vão achar isso lindo. Porém, se você é um programador (como eu) e precisa de um método eficiente… Problemas à vista: se alguém tentar programar isso usando o jeito recursivo (leia-se: fácil), vai demorar até o computador calcular, dependendo do número que for pedido. O jeito iterativo (leia-se: médio) resolve isso mais rápido, mas é mais complicado de programar. E tem a solução com matrizes… (leia-se: complicado para um cara que só passou nessa matéria durante o ensino médio por piedade do professor).

É isso que acontece no seu computador quando você tenta usar Fibonacci recursiva.

Por problemas que passei ao tentar implementar essa sequência em um programa (e falhei), atualmente prefiro passar longe de programas que citem Fibonacci. Fatorial também, mas aí é um caso menos grave.

ClaMAN

P.S.: Isso é uma das coisas que se aprende em programação: hora ou outra aquelas fórmulas e conceitos matemáticos do ensino médio vão ressurgir…

P.S.2: Exceto grafos. Grafos só surgem mesmo. De qualquer maneira, é preciso lidar com eles na marra (mais matrizes…)

Apresento, para quem nunca viu, um grafo.

P.S.3: Essa postagem ficou muito preto-e-branco.

Outro sentido de músicas folclóricas #3

Boi da cara preta, Fui no Itororó… Você já parou pra pensar direito nessas músicas?

Antes que você questione o 3 no título, essa “série” é tão velha quanto o blog. Reveja a parte 1 e a parte 2, se quiser (não recomendo).

Pronto, já falo o tema do post.

O folclore nacional compreende mitos, lendas, cantigas, brincadeiras, simpatias e qualquer coisa que o povo inventou (e continua inventando) para explicar coisas que parecem sobrenaturais que não entendem ou apenas para educar as crianças por meio de traumas.

Hoje é um dia ótimo para falar de músicas e canções folclóricas brasileiras e, além de falar, perceber que, de normais, elas não tem nada…


A primeira de hoje é mais uma clássica canção de ninar:

Legítimo boi da cara preta.

Boi, boi, boi

Boi da cara preta

Pega essa criança

Que tem medo de careta

Normalmente, canções de ninar são ouvidas quando a criança ainda não tem capacidade de discernimento. Por isso ela não percebe que isso não é uma cantiga, é uma ameaça.

Para começar, já coloca a criança em situação de inferioridade por ter medo de careta. Medos são coisas comuns e irracionais, tem gente que tem medo de palhaços, tem gente que tem medo do número 666… Se alguém tem medo de careta, quem somos nós para julgar? Em seguida, chama o tal “boi da cara preta” para pegar a criança. Será um boi mesmo? Será que ele é do mal (racismo com a cor da face do bovino)? Fica aberto para debates se não é uma gíria para alguém que pode “pegar” a criança.


A próxima é uma música que entra mais como tema infantil do que canção folclórica mesmo, mas vale:

Fonte do Itororó, em Santos – a autêntica, recuse imitações

Fui no Itororó beber água não achei
achei bela morena que no Itororó deixei

Aproveite, minha gente, que uma noite não é nada
Se não dormir agora, dormirá de madrugada

Ó dona Maria, Ó Mariazinha,
entrarás na roda e dançarás sozinha

Sozinha eu não danço nem hei de dançar
porque eu tenho o fulano para ser meu par

A primeira parte da música é uma situação que pode ser comum em alguns lugares do Brasil: falta de água. Porém, rapidamente o tema foge do fato que o eu lírico (narrador, a pessoa que foi no Itororó beber água) não achou água no Itororó mas achou uma bela morena que lá deixou.

1º Como alguém deixa uma moça numa fonte, rio ou o que quer que seja? Será relacionada à época da escravidão, e o eu lírico deixou-a presa?

2º Como uma pessoa deixada em uma fonte, rio ou o que quer que seja ficou lá até o desumano do eu lírico voltar lá? E o pior: ele nem foi para buscá-la, foi só beber água!

As primeiras 2 linhas deixam essas questões socioculturais para debatermos. As 2 seguintes parecem referência a “escapadas” noturnas.

Os últimos quatro versos, assim como outras músicas folclóricas, ensinam a crianças o que é bullying (isolam a tal Mariazinha na roda por ela não ter um par) e também incitam ao machismo (pois ela, em vez de mostrar que pode se virar sozinha, escolhe um fulano qualquer como par, ficando dependente dele para ser bem vista pela sociedade opressora).


Não é porque é folclore que é antigo: folclore é atual, está ligado a problemas recentes da sociedade. Porém, nem todas as lições do folclore são boas (machismo, egoísmo, bullying, violência a animais são alguns exemplos). Na dúvida, ensine crianças a tocarem (apenas instrumental), não a cantarem essas músicas.

ClaMAN

P.S.: Na próxima postagem da série: o controverso poeminha “Batatinha quando nasce”, a cruel cantiga “Sambalelê” e a estranha “Borboletinha lá na cozinha”. Me lembrem disso ano que vem.

P.S.2: A cada postagem dessa série, o nível de “outros sentidos” nas músicas piora.

Noite de sexta-feira

Diferentes pontos de vista para uma noite de uma sexta-feira qualquer

Crianças pequenas:

Dormindo.

Adolescentes baladeiros:

Baladeando.

Universitários:

“Pensando no futuro”.

ClaMAN:

tenma gabriel white (gabriel dropout) drawn by dokka no kuni no kokuou
Diante do computador jogando ou vendo animes, porque dormir cedo é para os que trabalham/estudam no sábado. (Nota: o ClaMAN não é a Gab de Gabriel Dropout)

ClaMAN

Nota: Clique nas imagens para ver personagens/artista/anime.

P.S.1: Sim, foi postada quase no sábado.

P.S.2: Postagens curtas são ótimas para manter o movimento por aqui mesmo sem tanta inspiração.

P.S.3: Foi difícil escolher a última imagem.

Algumas verdades da vida #3

Volta às aulas pode não ser tão interessante…

Volta às aulas não é sinônimo de voltar a estudar. Pelo menos, não na primeira semana. Dependendo do curso e escola (ou o que quer que seja o lugar ou coisa que se aprende), as matérias demoram para “carregar”.

Dependendo do seu nível de preguiça, esse começo é quase (mais) uma semana de férias.

ClaMAN

P.S.: Assim como minhas aulas não passaram de introduções e planos de ensino por enquanto, minha inspiração pós-férias ainda não chegou.

P.S.2: Relaxem, a agenda de postagens será cumprida (eu acho).

P.S.3: Tarefa para casa: escrevam uma redação sobre suas férias.

Festas juninas

Postagem sobre festas juninas em puro sotaque (estereotipado) de caipira procêis.

Aviso: essa postagem contém sotaque estereotipadamente caipira.

O arraiá começô, cumpadi!

Já que tâmo em junho, o que tem em um monte de lugar é festa junina (purquê se fosse em julho, seria julina, uai sô).

Mas… Por quê qui é junina? Num podia sê em outro mêis? Aí eu é que te exprico, cumpadi: é que junho é o mêis que tem um monte de dia de santo: Tem as festa de Santo Antônio, o santo casamenteiro, no dia 13 (oia só, um dia depois do dia dos namorado!). Depois, o santo festeiro (e o santo qui também dizem qui deu nome pra festa), São João, dia 24. E, por úrtimo, 29 de junho é dia de São Pedro.

Óia os mister e as miss caipirinha do ano!

Essas quermesse é tudo de bão, num é, cumpadi? De comida, vai tê tudo quanto for coisa de milho (bolo, pamonha, curau, pipoca e o que mais ocê lembrá), cuscuz, paçoquinha, arroz doce, pastel (pera, isso foi o povo da cidade que trouxe), pé de moleque… De bebida tem quentão e vinho quente pra aquentá, hehe.

E num é só de comida que nóis se diverte, intão tem um monte de brincadeira típica, fora as música (forró, baião e outras modinha que o sanfoneiro quisé tocá) e, claro, a quadrilha!

Num vai pensá naquelas quadrilha de bandido não! Quadrilha de festa junina é dança, que veio lá da França e virô tradição pros lado de cá. E pode dançá de tudo quanto é jeito, quem quisé: muié, home, criança ou vovô, só num dá pra dançá sem par. A ponte quebrô! É mintira!

Fogueira, pau de sebo e pescaria são outras coisa qui tem em umas festa junina por aí. E o correio elegante, pra paquerá as caipirinha… Tem uns qui bota inté bingo no meio da festa (depende da sorte)! Tinha balão também, mas hoje em dia é perigoso dá incêndio, intão vamo só ficá com balão de mintirinha.

Taí umas ideia procê decorá sua festa junina, cumadre. Esse num tem perigo de pegá fogo.

Agora é hora de aproveitá a quermesse! Vai procurá a festa mais perto docê, cumpádi!

CraMâm

P.S.: Peço desculpas (ou não) a todos os caipiras ou a aqueles que falam com sotaque caipira e se sentiram ofendidos com a postagem.

P.S.2: Festas juninas são mais populares em igrejas (por seu sentido religioso e pelo valor arrecadado com venda de comidas e tal) e escolas do fundamental (porque é bonitinho ver as crianças dançando quadrilha e, para alguns, é a única vez na vida que vão poder ficar de mãos dadas com uma garota, dançar com ela e ainda chamá-la de “par”).

P.S.3: Essa postagem era para ser publicada na quarta (que foi um dia depois do dia de Santo Antônio), mas uns remédios para uma tosse chata e um estômago em crise me deram uma sonolência braba. Estou melhor agora.

B Ô N U S :

Uma fanart de uma “fazendeira” conta como representação de caipira em anime? Espero que sim. (Kazami Yuuka (ou USC) de Touhou, arte por Mokku)

Casais enamorados

Dia dos namorados para todos os tipos de casais

Nota: Depois de uma postagem de trollagem e outra de auto propaganda, essa é a postagem realmente voltada a casais de namorados apaixonados.

AVISO: Apenas imagens de animes daqui para baixo.


Feliz dia dos namorados!

Para aqueles que ainda não perceberam (ou não assumiram), mas poderiam ser um casal

Para casais que já estavam ligados antes mesmo de se conhecerem (esse é pra quem acredita em destino)

Para casais que acabaram juntos por trocas e acasos repentinos

Para casais que transformaram uma rivalidade num interesse em comum

Para casais que, mesmo com as diferenças/estranhezas, se ajudam e, mesmo com seus problemas, ajudam a outros

Para casais que encontraram uns nos outros o afeto, o consolo e a paixão que desejavam

Para casais em uma relação mais virtual que física, mas que mostra que distância não importa para quem tem tecnologia e amor no coração

Para casais que percebem que, depois de tanta coisa que passaram juntos, não dá mais para viver distantes.

Essa postagem é para os casais, simplesmente.


ClaMAN

P.S.1: Sete fanarts de animes animes selecionados para vocês. Adivinhem todos e ganhem um brinde (só clique na imagem para ver a origem depois que adivinharem, tá?).

P.S.1a: Dicas: Um é josei, um é shoujo. Um é filme, o outro é modinha. Tem um que eu já citei mais de uma vez no blog (por enquanto, é o anime do ano de 2017 na minha opinião). Outros quatro também já foram citados em postagens passadas. Todos são imagens de casais oficiais (exceto o primeiro), ou seja, praticamente assumiram namoro. O último é Toradora mesmo, como eu já tinha avisado e como vocês já conhecem (fanart nova, só não sei por quê estão chorando).

P.S.2: Eu faço esforços por vocês (como, por exemplo, percorrer o Danbooru e encontrar montes de fanarts +18). Então, mostrem que apreciam o esforço pelo menos lendo essa postagem. Obrigado.

P.S.3: Ia colocar yuri (para representar casais LBGT), mas o casal que eu queria pegar (Hanabi x Sanae (Kuzu no Honkai)) não é bem um casal na série, então vou ficar devendo (aguardem ano que vem).

B Ô N U S :

Para os “casais” que conseguem conviver com o fato de uma das pessoas na relação não existir no mundo 3D

Não importa se não é 3D, no meu coração eu amo aquela pessoa (ou melhor, personagem)! Tem algo contra?

E tem mais:

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