Retrospectiva de 2017

Para se despedir desse ano que está acabando, nossa tradicional retrospectiva, com todas as 117 postagens de 2017!

Ah, o fim de ano… Ah, as promessas de fim de ano… Ah, as opiniões de quem vê outras pessoas fazendo promessas de fim de ano e acha que elas não vão cumprir…

Gente comemorando a virada do ano em algum lugar com fogos. Daqui a 40 minutos isso acontecerá novamente.

Enfim, 2018 já está batendo à porta (faltam uns 40 minutos) e esse ano  foi cheio de coisas (Trump nos EUA, problemas em prisões, greve de PMs no Espírito Santo, atentados, terceirização, greve geral (1), carne fraca, Justin Bieber no Brasil, lava jato, Coreia do Norte, baleia azul, reforma trabalhista, greve geral (2), delação do Joesley, Lula condenado, aumento de impostos, Temer inocentado (2 vezes), Catalunha e sua independência da Espanha, tiroteios e facções no Rio, atentados (terroristas ou não), políticos presos, aumento da gasolina e do gás (perdi a conta de quantas vezes), indulto de Natal, greve de PMs no Rio Grande do Norte, Bruna Marquesine e Neymar terminando namoro, Rock in Rio e Lady Gaga cancelando show, especial do Roberto Carlos, fora outras coisas)(bem, citem um ano que não tem um monte de coisas).

Mas, como sabem, somos um blog que pouco se importa com as reviravoltas do Brasil e do mundo, e quer mais trazer inutilidades que divirtam (ou não) sua vida. Esse ano tivemos uma agenda, esse ano tivemos 117 postagens, passamos de 200 mil visualizações, fizemos a 1000ª postagem publicada, e agora é hora de tomar champanhe e comer a ceia de ano novo e ver o que passou!

(Vinheta de abertura: UTILIS INUTILIS orgulhosamente apresenta… A RETROSPECTIVA INÚTIL DE 2017!)

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Diário (inútil) do ClaMAN #11 (Final)

Comidas de Natal – parece bom.

AVISO: Essa postagem tem um monte de comidas. Recomendo ler com a barriga cheia.

Após as festividades de Natal… É hora de aproveitar para a última edição (leia P.S.2) desse diário que nunca foi diário.

Imagem ilustrativa. O ClaMAN não é a Gab de Gabriel DropOut, não está escrevendo a postagem de um laptop e nem está tomando algum líquido em uma xícara. Arte por Karin260rs.

Hoje vamos falar de comida! Ou melhor, do que sobrou da comida do almoço de Natal (se é que ainda sobrou). Afinal, quando a família tem condições, festa, ceia ou almoço de Natal costuma ser sinônimo de mesa cheia, montes de comida e família reunida (inclui trocadilhos infames e algumas perguntas inconvenientes, não podendo ser removido).

Bem, vamos começar a degustar.

Peru

Eu sei, parece frango assado nessa imagem. Ave típica de festividades como essa. Pode ser substituído por outras aves, como Chester (Perdigão), Fiesta (Sadia Seara), Blesser (Aurora) ou até frango assado mesmo (açougues e mercados por aí).

Arroz com uvas passas

Arroz com passas (e com milho e cenoura de brinde). Nada além de um arroz com uvas passas. Pode ser substituído por arroz comum (tem gente que tem trauma de uvas passas…)

Farofa temperada

Farofa temperada (e decorada com matinho). Sim, tem uva passa no meio (pode remover, se achar melhor). Se quiser, também pode ser substituída por farinha de mandioca pura ou com algum tempero.

Maionese

Maionese (com coisas junto). Em geral, coloca-se ovo cozido, azeitonas, milho e ervilha e o que você quiser. Caso tenha problemas com maionese, coma só as coisas sem a maionese. Pode ser substituído por purê de batata ou coisa do tipo.

Lasanha

Lasanha de carne com cenoura. Não esqueça de queijo, presunto e molho. Pode ser substituída por macarronada ou outras massas italianas.

Mousse

Mousse (ou musse) de maracujá (sementinhas decorativas e ruins de comer incluídas). Também fica gostoso nos sabores: chocolate, morango, laranja. Pode ser substituído por sorvete ou geladinho.

Rabanada

É algo como um pão bem decorado (ou bem maquiado). Contém leite e ovos. Pode ser substituído por pão com geleia ou doces comuns.

Pavê

Pavê de bombom. E sim, é pra comer. Pode ser substituído por gelatina ou pudim.

Panetone

Paozão macio e recheado com frutas cristalizadas (inclui uvas passas). Tem versões recheadas com chocolate também. Custa caro.

Espero que seu Natal tenha tido pelo menos algumas dessas coisas. E como é ruim ir dormir de barriga cheia, fico por aqui.

Nota: com tanta comida gostosa junta, recomendo que deixe sua dieta para o ano que vem.

ClaMAN

P.S.: A melhor parte de qualquer evento é a comida. Pronto, falei.

P.S.2: Esse é realmente o último post da série Diário (Inútil) do ClaMAN. Ano que vem estou inventando outras coisas piores… Aguardem.

P.S.3: Dois diários em dezembro? É que o diário anterior foi o de novembro, publicado atrasado.

Diário do ClaMAN #10 (Então é (quase) Natal…)

Acontecimentos dos últimos 35 dias. Estamos vivos.

Boa noite, como vão vocês? Depois de um mês e 5 dias de vazio, e já perto do Natal, aqui estamos nós com o 11º (veja P.S.2) diário inútil desse editor que, até ontem, estava com os dias (um pouco) ocupados desde a manhã até a madrugada.

Imagem ilustrativa. O ClaMAN não é a Darjeeling (de Girls und Panzer (veja P.S.3)) e não está (mais) tão sonolento e estressado assim. Arte por Ree (Re 19).

Desde o dia 15 (com a última postagem desse blog), os dias foram assim:

Cifrar música ensaio tocar na missa ensaio tocar em apresentação trabalho trabalho jogar Touhou 16 (oficial do Steam) ensaio trabalho tocar em audição ensaio trabalho prova prova trabalho ensaio apresentação tocar em orquestra dirigir ônibus em jogo ensaio tocar em missa ensaio ensaio cifrar músicas acertar letras apresentação trabalho prova trabalho trabalho (de outro grupo) trabalho (extra) ensaio ensaio tocar na missa cifrar música ensaio…

Mas enfim, isso tudo lascou todo o cronograma que eu tinha para o blog durante esse fim de ano. Diante desse desafio temporal, eu tinha as seguintes alternativas:

  1. Fechar o blog de vez (essa daqui é um botão vermelho de emergência que a cada dia aumenta e agora começou a piscar)
  2. Declarar hiato até ano que vem (o problema era fazer a postagem de hiato)
  3. Fazer algumas postagens regulares (e sacrificar meus raros minutos de descanso)
  4. Nada (“ah, uma hora que eu arranjar tempo eu volto a postar…”)

Enfim, essa última foi a escolhida. Agora que estou praticamente de férias, posso fazer o plano:

5 semanas em 5 dias

A ideia é postar (quase) tudo o que estava planejado a partir de 15 de novembro agora, nesses 5 dias (20-24 de dezembro), considerando pelo menos uma postagem por semana. Não sei se dá para perceber, mas essa postagem aqui é a primeira.

Aguardem mais postagens em breve.

ClaMAN

P.S.1: Aliás, faltam 5 dias para o Natal…

Uma Flandre natalina pra vocês. Arte por Rikatan.

P.S.2: Esse diário está numerado como 10, mas é o 11º. Lembrem-se que sou programador, e programadores começam a maioria das contagens com zero.

P.S.3: Girls und Panzer é um anime em que garotinhas pilotam tanques de guerra da 2ª Guerra Mundial como se fosse um esporte.

Tipo isso. Fanart por Siraha.

P.S.4: A agenda para esse fim de ano está lotada. Não esperem por surpresas ou postagens grandes e, se quiserem, agendem para 2018.

P.S.5: Nesse meio tempo, Touhou 16 ~ Hidden Star in Four Seasons (ou HSiFS para encurtar) foi lançado oficialmente no Steam, custando 30 reais (um preço que considero bom).

“Aqui está a habilidade de jogar Touhou oficialmente sem precisar pagar fortunas e muito tempo por importações suspeitas ou sem precisar recorrer à pirataria”. Arte por Suenari (peace)

Momento história: Proclamação da República

Um resumão de como foi a Proclamação da República dos Estados Unidos do Brasil, há 128 anos.

Em 1889 (ou seja, há 128 anos), o Brasil deixou de ser “Império do Brasil” (ou “Império do Brazil”, conforme escreviam no século XIX) para se tornar “República dos Estados Unidos do Brasil“.

Está bem… E daí? O que isso significou? Qual a diferença entre monarquia e república? Porque Brasil se escrevia com Z em vez de S no século XIX? Bem, isso tudo (ou quase tudo) será estudado agora, no nosso Momento História (escrito por um cara que não via graça em aulas de história até os 15 anos).

Na época em que fotos eram quase inexistentes, o jeito era acreditar nas histórias e fazer pinturas sobre elas. Proclamação da República por Benedito Calixto – Óleo sobre tela, 1893, 123.5 x 200 cm.

Começamos no Brasil Império, de Dom Pedro I e, depois de um período de transição porque o imperador abandonou o Brasil e o príncipe tinha só 5 anos, de Dom Pedro II. Só que, lá para 1870, já não era mais um império tão imponente. Os escravos queriam liberdade, os fazendeiros queriam escravos, os militares queriam atenção do governo, a Igreja Católica queria que o imperador parasse de se achar seu dono e, além de tudo isso, muita gente tinha lido e visto muita coisa estrangeira e achava que a pobreza e a crise do país (sim, desde o século XIX conosco) era culpa do imperador.

Republicanos na Convenção de Itu, 1873. Não me pergunte quem é quem.

Começaram, então, a surgir movimentos clamando pela república. Alguns queriam pegar armas e ir à luta (nota: essa mesma ideia deu errado 43 anos depois), outros queriam chegar de maneira pacífica. O objetivo era o mesmo que muitos políticos modernos ainda usam: um país unido, que garanta direitos para todos (que tenham dinheiro) e seja economicamente forte.

13 de maio de 1888. Acha mesmo que um fazendeiro da época ia ficar tão feliz de ver sua mão de obra gratuita indo embora?

Sendo o Brasil, essa ideia demorou para vingar. Só que, novamente, sendo o Brasil, assim que surgiu mais gente influente (leia-se: endinheirado$) e importante (incluindo fazendeiros com raiva da Lei Áurea (fica pra outro Momento História) que queriam se vingar da monarquia que libertou toda a força de trabalho deles sem pagar indenização por isso), o movimento ganhou força.

Quem que mais levou essas ideias de tirar o imperador (pessoa de família nobre, que “ganhou” o trono de seu pai ou ancestral comum e se acha o máximo) do trono e botar um tal de presidente (pessoa de família não necessariamente nobre, que foi eleita pelo povo e só fica alguns anos no poder)  no lugar?

Duvido que essa foto de militares de 1870 seja realmente de militares e tenha sido tirada em 1870, mas é só para ilustrar.

Militares, os “defensores da moral pátria brasileira”. Enquanto ministros podiam falar o que quisessem e fazer o que quisessem enquanto ganhavam pra caramba só pra serem puxa-sacos do imperador, militares eram obrigados a ficar quietinhos, sem participação política, só obedecendo ordens desses mesmos ministros. Chegou a hora de parar de apoiar um regime que não ligava para eles (ou seja, cansaram de ser ignorados pelo crush).

Marechal Deodoro. Para quem não sabe, Marechal é um título militar.

Como fazer, então, a estabelecida monarquia (estava ruim, mas ainda funcionava) tornar-se república? Já que não dava por meios legais, decidiram fazer um golpe de estado. Para isso, fizeram o marechal Deodoro da Fonseca, um monarquista de carteirinha, acreditar que sua amada monarquia (ou o Visconde de Ouro Preto, algo como “primeiro-ministro” brasileiro) tinha decretado sua prisão. Pior ainda foi descobrir que seria escolhido um novo “primeiro-ministro” e era ninguém menos que um cara que roubou uma moça que ele gostava. Bem, às favas com a monarquia.

Bandeira do Brasil República, que durou de 15 a 19 de novembro de 1889. Qualquer coincidência com a bandeira dos EUA é mera semelhança.

Então, no fatídico dia 15 de novembro de 1889, acordaram Deodoro (que estava meio doente, ainda por cima) e falaram que já era dia de transformar esse país numa república. Então, junto com um monte de soldados (tanto que o povo pensou que era uma parada militar), chegaram no Paço Imperial, mandaram prender o Visconde de Ouro Preto e proclamaram a República. Depois, no outro dia, o povo descobriu que era o próprio Marechal Deodoro que comandava o Brasil (agora como presidente!), D. Pedro II foi notificado e saiu de fininho para a Europa.

O que aconteceu depois? Bem, os militares ficaram no poder e tiveram apoio dos fazendeiros e latifundiários (ou seja, o “povo” para quem sempre governaram). O povo mesmo nem sentiu mudança e continuou sem entender o que aconteceu, como sempre.

E assim são as trocas políticas nesse nosso Brasil. Qualquer semelhança com a atualidade é por culpa de quem não sabe história.

Para encerrar: Praça da República, no Rio de Janeiro, onde (supostamente) foi proclamada a República há 128 anos.

ClaMAN

P.S.: Próximo momento história: provavelmente só no ano que vem. Carnaval, talvez?

P.S.2: Aguardem por mais umas 2 postagens esse mês.

Diário (inútil) do ClaMAN #9

Diário #9 e os vícios do ClaMAN (que não envolvem fazer postagens, obviamente).

Cá estamos nós (ou apenas eu), após dezessete dias de ausência, para mais uma edição desse diário que nunca teve propósito de ser um diário.

Imagem ilustrativa. O ClaMAN não é a Xin Hua (mais uma cantora virtual de Vocaloid), não está comendo tangerina e nem cria ondinhas de luz e coraçõezinhos enquanto escreve. Arte por Qian Wu Atai.

Bem, enfim, como vão? O tempo anda escasso, como todo fim de ano, cheio de afazeres, estudos e procrastinação outras coisas. Isso acaba piorando quando se adquire uns vícios novos…

  • Vício em ler mangás: Problemas de som no meu computador estão me impedindo de assistir animes, então resolvi tirar o atraso e ler os mangás que estavam na minha pilha de leitura. Agora tornou-se normal ficar acordado até tarde lendo… Ainda mais com o lançamento da novel de Re:Zero…
  • Vício em estudar Python: Existe uma linguagem de programação chamada Python (que, de cobra, não tem nada) que vem se popularizando por aqui. Acabei estudando até demais essa linguagem (estou quase traindo o Java) e esquecendo de outras coisas.
  • Vício em tocar na igreja: Isso não se encaixa em um vício, mas sim em um hobby que virou um serviço (voluntário). A questão é que, graças a esse dom (dom?), eu acordo cedo praticamente todo domingo. Bem, ainda não reclamo.
  • Vício em dormir: Nada melhor do que, quando arranjo tempo entre mangás para ler, missas para tocar e programas a codar, cair na cama e dormir.
Boa noite. Arte por Zetsuriinu.

Até amanhã. Teremos especial de Halloween sim.

ClaMAN

P.S.: Não queria fazer um diário de Halloween – mas, por sorte, consegui publicar isto antes da meia-noite.

Diário (inútil) do ClaMAN #8

Agendas, compromissos e uso do tempo livre para dormir. O mês foi cheio…

Já perto do fim do mês, eis que surge mais uma postagem dessa série (inútil).

Imagem ilustrativa. O ClaMAN não é a Kalina de Girls Frontline (*leia P.S.1) e (ainda) não está tão estressado e sobrecarregado de trabalho quanto ela nessa fanart. Arte por Otz (Aioerk).

Tem dias em que se acorda e não quer fazer nada. Dentre esses dias, tem aqueles em que você realmente não tem nada de importante para fazer. Porém, passado o feriado de 7 de setembro, não teve um dia ainda que eu pude fazer as coisas que faço quando quero relaxar (acordar tarde, jogar muito, assistir um monte de episódios de anime e ficar acordado até tarde). Afinal, de segunda a segunda acordando cedo, quase todo dia saindo à tarde e, alguns dias, à noite, estudos e trabalhos por todo lado…

Cansei. (Remilia Scarlet, Touhou, arte por Sindre)

É tudo questão de contar o número de compromissos que tem na agenda.

  • Quase nenhum.
  • Alguns eventos esquecíveis ou esparsos.
  • Coisas de rotina, memoráveis.
  • O suficiente para precisar anotar o que tem pra cada dia em uma agenda.
  • Tantos compromissos por dia que já tá na hora de arranjar um assistente pessoal (ou alguém como secretário) para gerenciar tanta coisa.
Se eu tivesse uma agenda, ela seria quase assim.

Por conta de questão de compromissos, períodos livres que eu conseguia nos últimos dias foram investidos em algo precioso: cochilos. Prevejo postagens de monte essa semana para recuperar o tempo perdido (e, quem sabe, o calendário).

ClaMAN

P.S.0: Setembro é assim mesmo, e em outubro piora um pouquinho o ritmo de postagens.

P.S.1: Girls Frontline é (mais) um mobage (jogo para celular) chinês. Nesse, armas são personificadas como garotas.

P.S.2: De coisas que foram aparecendo, perdi o desconto de Steins;Gate no Steam. O pior é que era um desconto bom… T-T

P.S.3: Retrospectiva de setembro a partir de amanhã. Fiquem ligados no Utilis Inutilis.

P.S.4: O primeiro “volume” do Doze Estações está quase terminando de ser refeito reescrito revisado. A intenção era terminar até o fim do mês, mas… Fica pra outubro (no mínimo).

P.S.5: Para não perder o costume…

Nunca provoque uma programadora ao mudar os requisitos de um projeto de repente. Anime: New Game! (2ª temporada)(acredite, é um slice of life tranquilo e sem violência, a arma é de airsoft)

Momento história: A Independência do Brasil

A história da Independência do Brasil como você aprendeu… E a que você não sabia.

Sete de Setembro, data tão festiva, foi a independência dessa terra tão querida… Hoje (feriado emendado, por sinal) é a comemoração de 195 anos da proclamação da Independência do Brasil, que foi feita por Dom Pedro I em 7 de Setembro de 1822.

Ok, mas… Por quê independência? De quem? O que aconteceu? Se você está pensando nesses “por quês”, hora de ler nosso Momento História de hoje (explicado por um cara que nem sabe de história o suficiente além das que ele (acha que) escreve).

*vinheta de introdução (se isso fosse um vídeo)*

A Independência do Brasil como eles queriam que você pensasse que foi. Quadro “Independência ou Morte”, por Pedro Américo, 1888, óleo sobre tela, 415 x 760 cm.

Essa história começa pouco mais de dois séculos (+ de 200 anos) atrás (um pouco depois que Tiradentes morreu). Para ser mais exato, em 1808. Até então, o Brasil era só uma colônia que Portugal só lembrava na hora de levar embora ouro e impostos, mas chegou um dia que Napoleão Bonaparte estava invadindo tudo na Europa. A solução óbvia para a Corte Portuguesa? Fugir para a “colônia” (Brasil) com todas as riquezas e as pessoas importantes (15 mil) e estabelecer aqui a Coroa, com um financiamento inglês (e quem acabou devendo pagando foi o Brasil, já independente) e largando os portugueses indefesos lá mesmo.

Nobreza é nobreza, não importa a época nem o local. Na calmaria estão por cima, na hora do aperto se escondem e inventam desculpas…

Por aqui, invadiram casas no Rio de Janeiro (“Teria a honra de dar sua moradia para a Coroa? Sim? Obrigado!”), deram títulos de nobreza pra todo mundo (que fosse rico), abriram os portos (para a aliada Inglaterra) e, em geral, adotaram nosso país como casa. A parte boa? Construíram estradas, escolas, permitiram fábricas e ainda criaram o Banco do Brasil (desde 1809 com você).

E você achava que eles, na verdade, não tinham criatividade pra escolher um nome de impacto…

Assim foi, foram passando os anos… D. Maria (Rainha de Portugal (embora nem governasse mais por causa de problemas mentais)) morreu em 1815, e D. João VI passou a governar por aqui… Até 1820, quando Napoleão já foi derrotado e os portugueses já estavam cansados de ver seu rei fugido, e estavam quase pedindo independência (hã?). Em 1821 (sim, antigamente as coisas tinham um intervalo grande), D. João VI finalmente retorna a Portugal, deixando D. Pedro (com 23 anos na época) como príncipe regente da colônia.

“Se é para o bem de todos (os nobres) e felicidade geral da nação (dos nobres), diga ao povo (os nobres) que fico!”.

Nisso, já tinha gente (fazendeiros, coronéis e afins) querendo aproveitar a chance pra se livrar do domínio de Portugal, mas queriam uma coisa limpa, sem luta armada (porque outros países latinos lutaram e sofreram muito pra serem independentes). Se D. Pedro ajudasse, poderia ser o rei do novo país (porque outros países latinos viraram repúblicas logo depois de se tornarem independentes – o iluminismo estava em alta). Dom João VI, ao saber disso (notando que não foi uma boa ideia largar o filho sozinho aqui) mandou uma carta pra Dom Pedro voltar pra Portugal. O povo daqui reclamou e, nisso, aconteceu o Dia do Fico. A coroa ainda pensou, desistiu de mandar exército pra cá (viagem de navio, na época, era horrível)…

Eu tentei achar uma interpretação mais realista da cena da independência, mas não encontrei.

Mas ficou pressionando D. Pedro que, estressado, voltando de viagem (tinha descido até Santos), em roupas comuns e sujas (nada de traje pomposo) parando às margens (ou a 1 Km delas) do rio Ipiranga com sua comitiva (pequena) andando em mulas (cavalos não aguentavam subir a serra), provavelmente depois de ter “se aliviado” (leia-se: usado o banheiro (que na época era qualquer matinho), cansou do seu pai (D. João) e falou que estava rompendo os laços com Portugal e faria o Brasil livre (depois de ler documentos que a Imperatriz Leopoldina já tinha preparado decretando oficialmente isso). Depois que veio a frase “Independência ou Morte”.

Bandeira do Brasil pós-Independência: de colônia para império, de dependente para… Único país com monarquia depois de uma independência e ainda com uma crise financeira.

E depois? Teve todo o processo legal (burocrático), onde D. Pedro I tornou-se Imperador, suprimiu umas revoltas de uns apoiadores de Portugal, fez uma dívida com a Inglaterra pra pegar um empréstimo para pagar Portugal para que eles reconhecessem nossa independência (e você pensava que dívidas do Estado eram coisas modernas, não é?)… Para os nobres e latifundiários, agora era mais fácil fazer comércio e ainda tinham a vantagem de não ter que pagar mão de obra (a escravatura foi mantida). Para o resto do povo… Nada mudou. Como sempre.

Monumento à Independência, em São Paulo (SP). Mais um monumento para celebrar um momento que não foi tão épico quanto se imagina.

E essa é a história da Independência do Brasil, para você ver que é bom saber a história para ver que nem tudo é bonito e heroico quanto se conta nos livros e na televisão, e para notarmos que, desde nosso descobrimento, o país inteiro é sempre negociado pra lá e pra cá por questões políticas e econômicas, que parecem estar sempre acima do que o povo realmente precisa. Ah, se os governantes fossem pobres…

ClaMAN

P.S.1: A próxima “aula” acontece dia 15 de novembro e narra um fato que aconteceu 67 anos depois da Independência: a Proclamação da República.

P.S.2: Meu teclado está com o Enter e o Backspace falhando. Foi complicado escrever essa postagem.

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