Diário (inútil) do ClaMAN #8

Agendas, compromissos e uso do tempo livre para dormir. O mês foi cheio…

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Já perto do fim do mês, eis que surge mais uma postagem dessa série (inútil).

Imagem ilustrativa. O ClaMAN não é a Kalina de Girls Frontline (*leia P.S.1) e (ainda) não está tão estressado e sobrecarregado de trabalho quanto ela nessa fanart. Arte por Otz (Aioerk).

Tem dias em que se acorda e não quer fazer nada. Dentre esses dias, tem aqueles em que você realmente não tem nada de importante para fazer. Porém, passado o feriado de 7 de setembro, não teve um dia ainda que eu pude fazer as coisas que faço quando quero relaxar (acordar tarde, jogar muito, assistir um monte de episódios de anime e ficar acordado até tarde). Afinal, de segunda a segunda acordando cedo, quase todo dia saindo à tarde e, alguns dias, à noite, estudos e trabalhos por todo lado…

Cansei. (Remilia Scarlet, Touhou, arte por Sindre)

É tudo questão de contar o número de compromissos que tem na agenda.

  • Quase nenhum.
  • Alguns eventos esquecíveis ou esparsos.
  • Coisas de rotina, memoráveis.
  • O suficiente para precisar anotar o que tem pra cada dia em uma agenda.
  • Tantos compromissos por dia que já tá na hora de arranjar um assistente pessoal (ou alguém como secretário) para gerenciar tanta coisa.
Se eu tivesse uma agenda, ela seria quase assim.

Por conta de questão de compromissos, períodos livres que eu conseguia nos últimos dias foram investidos em algo precioso: cochilos. Prevejo postagens de monte essa semana para recuperar o tempo perdido (e, quem sabe, o calendário).

ClaMAN

P.S.0: Setembro é assim mesmo, e em outubro piora um pouquinho o ritmo de postagens.

P.S.1: Girls Frontline é (mais) um mobage (jogo para celular) chinês. Nesse, armas são personificadas como garotas.

P.S.2: De coisas que foram aparecendo, perdi o desconto de Steins;Gate no Steam. O pior é que era um desconto bom… T-T

P.S.3: Retrospectiva de setembro a partir de amanhã. Fiquem ligados no Utilis Inutilis.

P.S.4: O primeiro “volume” do Doze Estações está quase terminando de ser refeito reescrito revisado. A intenção era terminar até o fim do mês, mas… Fica pra outubro (no mínimo).

P.S.5: Para não perder o costume…

Nunca provoque uma programadora ao mudar os requisitos de um projeto de repente. Anime: New Game! (2ª temporada)(acredite, é um slice of life tranquilo e sem violência, a arma é de airsoft)

Momento história: A Independência do Brasil

A história da Independência do Brasil como você aprendeu… E a que você não sabia.

Sete de Setembro, data tão festiva, foi a independência dessa terra tão querida… Hoje (feriado emendado, por sinal) é a comemoração de 195 anos da proclamação da Independência do Brasil, que foi feita por Dom Pedro I em 7 de Setembro de 1822.

Ok, mas… Por quê independência? De quem? O que aconteceu? Se você está pensando nesses “por quês”, hora de ler nosso Momento História de hoje (explicado por um cara que nem sabe de história o suficiente além das que ele (acha que) escreve).

*vinheta de introdução (se isso fosse um vídeo)*

A Independência do Brasil como eles queriam que você pensasse que foi. Quadro “Independência ou Morte”, por Pedro Américo, 1888, óleo sobre tela, 415 x 760 cm.

Essa história começa pouco mais de dois séculos (+ de 200 anos) atrás (um pouco depois que Tiradentes morreu). Para ser mais exato, em 1808. Até então, o Brasil era só uma colônia que Portugal só lembrava na hora de levar embora ouro e impostos, mas chegou um dia que Napoleão Bonaparte estava invadindo tudo na Europa. A solução óbvia para a Corte Portuguesa? Fugir para a “colônia” (Brasil) com todas as riquezas e as pessoas importantes (15 mil) e estabelecer aqui a Coroa, com um financiamento inglês (e quem acabou devendo pagando foi o Brasil, já independente) e largando os portugueses indefesos lá mesmo.

Nobreza é nobreza, não importa a época nem o local. Na calmaria estão por cima, na hora do aperto se escondem e inventam desculpas…

Por aqui, invadiram casas no Rio de Janeiro (“Teria a honra de dar sua moradia para a Coroa? Sim? Obrigado!”), deram títulos de nobreza pra todo mundo (que fosse rico), abriram os portos (para a aliada Inglaterra) e, em geral, adotaram nosso país como casa. A parte boa? Construíram estradas, escolas, permitiram fábricas e ainda criaram o Banco do Brasil (desde 1809 com você).

E você achava que eles, na verdade, não tinham criatividade pra escolher um nome de impacto…

Assim foi, foram passando os anos… D. Maria (Rainha de Portugal (embora nem governasse mais por causa de problemas mentais)) morreu em 1815, e D. João VI passou a governar por aqui… Até 1820, quando Napoleão já foi derrotado e os portugueses já estavam cansados de ver seu rei fugido, e estavam quase pedindo independência (hã?). Em 1821 (sim, antigamente as coisas tinham um intervalo grande), D. João VI finalmente retorna a Portugal, deixando D. Pedro (com 23 anos na época) como príncipe regente da colônia.

“Se é para o bem de todos (os nobres) e felicidade geral da nação (dos nobres), diga ao povo (os nobres) que fico!”.

Nisso, já tinha gente (fazendeiros, coronéis e afins) querendo aproveitar a chance pra se livrar do domínio de Portugal, mas queriam uma coisa limpa, sem luta armada (porque outros países latinos lutaram e sofreram muito pra serem independentes). Se D. Pedro ajudasse, poderia ser o rei do novo país (porque outros países latinos viraram repúblicas logo depois de se tornarem independentes – o iluminismo estava em alta). Dom João VI, ao saber disso (notando que não foi uma boa ideia largar o filho sozinho aqui) mandou uma carta pra Dom Pedro voltar pra Portugal. O povo daqui reclamou e, nisso, aconteceu o Dia do Fico. A coroa ainda pensou, desistiu de mandar exército pra cá (viagem de navio, na época, era horrível)…

Eu tentei achar uma interpretação mais realista da cena da independência, mas não encontrei.

Mas ficou pressionando D. Pedro que, estressado, voltando de viagem (tinha descido até Santos), em roupas comuns e sujas (nada de traje pomposo) parando às margens (ou a 1 Km delas) do rio Ipiranga com sua comitiva (pequena) andando em mulas (cavalos não aguentavam subir a serra), provavelmente depois de ter “se aliviado” (leia-se: usado o banheiro (que na época era qualquer matinho), cansou do seu pai (D. João) e falou que estava rompendo os laços com Portugal e faria o Brasil livre (depois de ler documentos que a Imperatriz Leopoldina já tinha preparado decretando oficialmente isso). Depois que veio a frase “Independência ou Morte”.

Bandeira do Brasil pós-Independência: de colônia para império, de dependente para… Único país com monarquia depois de uma independência e ainda com uma crise financeira.

E depois? Teve todo o processo legal (burocrático), onde D. Pedro I tornou-se Imperador, suprimiu umas revoltas de uns apoiadores de Portugal, fez uma dívida com a Inglaterra pra pegar um empréstimo para pagar Portugal para que eles reconhecessem nossa independência (e você pensava que dívidas do Estado eram coisas modernas, não é?)… Para os nobres e latifundiários, agora era mais fácil fazer comércio e ainda tinham a vantagem de não ter que pagar mão de obra (a escravatura foi mantida). Para o resto do povo… Nada mudou. Como sempre.

Monumento à Independência, em São Paulo (SP). Mais um monumento para celebrar um momento que não foi tão épico quanto se imagina.

E essa é a história da Independência do Brasil, para você ver que é bom saber a história para ver que nem tudo é bonito e heroico quanto se conta nos livros e na televisão, e para notarmos que, desde nosso descobrimento, o país inteiro é sempre negociado pra lá e pra cá por questões políticas e econômicas, que parecem estar sempre acima do que o povo realmente precisa. Ah, se os governantes fossem pobres…

ClaMAN

P.S.1: A próxima “aula” acontece dia 15 de novembro e narra um fato que aconteceu 67 anos depois da Independência: a Proclamação da República.

P.S.2: Meu teclado está com o Enter e o Backspace falhando. Foi complicado escrever essa postagem.

Continue Lendo “Momento história: A Independência do Brasil”

Algumas verdades da vida #4

Dormir bem, que mal tem?

Dormir demais (mais que 8 horas) não é a solução perfeita para deixar de acordar cansado. A resposta para isso é: dormir direito.

Se você dormir pouco, vai acordar cansado e querendo dormir mais. Se você dormir muito, vai acordar mole e com preguiça, provavelmente querendo voltar a dormir. Dormir exatamente oito horas talvez não seja o tempo certo de sono para você. Então não sei.

ClaMAN

P.S.1: Gatos podem dormir cerca de 20 horas por dia (ou mais). Enquanto isso, pessoas atarefadas dormem menos que 6 horas.

P.S.2: Ficar sem dormir por mais de dois dias seguidos pode causar alucinações, trazer problemas de memória e bagunçar seus hormônios (no mínimo). Na dúvida, durma pelo menos uma vez por dia #ficaadica.

P.S.3: Só pra não perder o costume, antes de ir dormir…

Anime: Gamers!

AnimeRelacionado #7½ – Saenai Heroine no Sodatekata

Saenai Heroine no Sodatekata, ou “Como transformar uma garota comum em uma heroína de um jogo de romance”.

Às vezes, um mero encontro ou coincidência pode parecer que foi algo predestinado. Uma cena clichê de “uma pessoa esbarra em outra”, seguida de um cruzamento de olhares, pode tornar-se o início de uma história de amor. Depois de uma cena de encontro que parece ter saído de um filme, anime ou qualquer outra coisa da fantasia, não se sabe como explicar esse sentimento de paixão instantânea.

Na maioria das histórias, aqui começa um romance. No anime de hoje, porém… Esse é o ponto de partida para a criação de uma visual novel.

Saenai Heroine no Sodatekata (ou Saekano, para encurtar). Arte por Khanshin.

Enfim, não sei se com essa explicação meia-boca deu para sentir a história do AnimeRelacionado de hoje, então vamos recomeçar.

Naquele dia de primavera tive um encontro predestinado.

Arte por Magicians (zhkahogigzkh)
Aki Tomoya durante um momento de exaltação.

O protagonista, Aki Tomoya (um otaku gamer comum), certo dia, pegou a boina de uma garota impressionantemente linda (segundo ele) e ficou tão impressionado com a cena (veja fanart acima) que resolveu… Fazer um jogo (um simulador de encontros, algo como uma visual novel, assim como comentei acima). Para realizar esse “sonho”, chamou duas amigas:

Sawamura Spencer Eriri, mestiça (meio japonesa, meio inglesa), rica, estrela do clube de arte da escola… E desenhista de doujins eróticos quando ninguém está olhando, sob o pseudônimo Kashiwagi Eri. (além de tudo isso, é uma tsundere com complexo de amiga de infância por Tomoya.)

Kasumigaoka Utaha, a veterana mais inteligente da escola (mesmo dormindo durante as aulas), uma das três celebridades do Colégio Toyogasaki (a outra é a Sawamura)… E é escritora de uma light novel de sucesso, sob o nome de Kasumi Utako (e também é meio yandere, meio obcecada pelo Tomoya.)

Inicialmente, a ideia dele foi chamada de medíocre pelas duas, mas ele não queria desistir – foi quando encontrou, por acaso, a heroína da cena inicial na escola… Que era Katou Megumi, colega de classe dele (uma garota normal, com a personalidade ainda não desenvolvida (segundo ele)).

Considerando que essa história tende para o lado harém (afinal, mesmo com o protagonista sendo um otaku virgem sem interesse por garotas 3D, é popular (a 3ª celebridade do colégio, aliás, que colocou light novels na biblioteca da escola e passa animes em eventos escolares) e bem… É um protagonista), consegue ser uma comédia romântica interessante de como transformar uma garota comum em heroína de um jogo de romance criado pelo grupo mais problemático que já se viu.

Um garoto e uma garota sozinhos em casa à noite… Jogando visual novels.

Tem mais personagens e mais casos, mas aí é melhor assistir para ver.

Nota: 8.5
Prós: Arte boa, história muito bacana, referências de monte, o episódio antes do 1º é um especial para fan-service.
Contras: A tradução da 2ª temporada para PT-BR está demorando demais.

ClaMAN

P.S.: Só para organizar screencaps, gastei um dia.

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Algumas verdades da vida #3

Volta às aulas pode não ser tão interessante…

Volta às aulas não é sinônimo de voltar a estudar. Pelo menos, não na primeira semana. Dependendo do curso e escola (ou o que quer que seja o lugar ou coisa que se aprende), as matérias demoram para “carregar”.

Dependendo do seu nível de preguiça, esse começo é quase (mais) uma semana de férias.

ClaMAN

P.S.: Assim como minhas aulas não passaram de introduções e planos de ensino por enquanto, minha inspiração pós-férias ainda não chegou.

P.S.2: Relaxem, a agenda de postagens será cumprida (eu acho).

P.S.3: Tarefa para casa: escrevam uma redação sobre suas férias.

Diário (inútil) do ClaMAN #6 – Dia do Amigo

Tipos de amigos – ótimo assunto para o Dia do Amigo.

Hoje é dia de interromper minhas férias do blog mais uma vez para escrever esse negócio que na verdade é mais uma lista do que um diário (que é mensal, mas não importa).

Imagem ilustrativa. O ClaMAN não é a Sophina (de Ange Vierge) e ele não escreve livros mágicos, runas ou coisas semelhantes. Arte por Sakuragi Ren.

E hoje também é dia do amigo, dia de ouvir aquela música do Criança Esperança e aquela outra música do Milton Nascimento. Se ainda não viu, temos postagens sobre esse dia: uma aqui, outra aqui, mais uma aqui.

Grupo de amigos jogando juntos. Anime: Genshiken.

Enfim, não sei se conheço alguém que não tenha amigos. Amigos fazem parte da nossa vida assim como comida: uns são muito legais, e tem outros que, depois de um tempo, você descobre que te deixam mal… Enfim, amigos vem em vários momentos da vida e amizades podem ser de muitos tipos:

  • Colegas: o primeiro passo antes de qualquer amizade. Não são tão próximos, às vezes não tem muito assunto em comum, mas de alguma maneira muitas vezes estão no mesmo círculo social (mesma classe, grupo de trabalho, setor/departamento, etc).
  • Meio-irmãos: Vivem juntos, estão sempre conversando e/ou brigando, mas se conhecem como se fossem da mesma família há anos. Podem ser amigos de infância.
  • “Amigos”: Falam como se adorassem um ao outro, mas quando viram as costas, ai dos outros conhecidos que precisam aguentar as críticas ao “amigo” alheio… Geralmente escondem-se sob frases de “Melhores Amigos para Sempre”.
  • Amigos por favores: Só lembra da “amizade” quando precisa de alguma coisa (algo emprestado, por exemplo) ou quer que você resolva algum problema (que a pessoa sozinha não consegue resolver e você consegue). No resto do tempo, nem se lembra de sua existência.
  • Bem que podia ter alguma coisa a mais…: Pessoas que são bem próximas e tem uma boa intimidade (normalmente de sexos opostos, mas não é regra), porém uma delas (ou as duas, vai saber) sente “algo a mais” pela outra e gostaria que essa amizade se transformasse em um romance. Quando não é recíproco, resulta em friendzone.
  • Tem alguma coisa a mais: Pessoas que são bem próximas e tem uma boa intimidade (normalmente de sexos opostos, mas não é regra). Seria idêntico ao tópico acima, só que essas pessoas já fizeram “algo a mais” e mantém uma amizade porque tem um estilo de vida liberal (ou não querem assumir compromisso).

Poderia falar de mais tipos de amigos (como alguns mais sinceros), mas ainda estou de férias do blog.

ClaMAN

P.S.: Eu disse a mesma coisa há uns 3 anos, mas repetirei:

NOTA: Fazer postagem sobre amigos de infância em animes (osananajimi) no ano que vem.

P.S.2: Também já disse isso há uns anos atrás, mas eu não tenho muitos amigos (só 250 no Facebook (desse tanto aí, só uns 10 são amigos próximos) ).

P.S.3: Como estão curtindo as férias? Com seus amigos? Enquanto isso, eu estou dirigindo ônibus (sozinho), como sempre.

Momento história: O que foi a Revolução Constitucionalista de 1932

Um pouco (demais) sobre o que foi a Revolução Constitucionalista de 1932 (que é feriado para os paulistas)

Então, hoje é feriado (num domingo, ou seja, não muda nada). Na verdade, só é feriado para quem mora em uma das 645 cidades de São Paulo, pro resto do Brasil é só mais um dia comum (ou melhor, um domingo comum).

Bem, se é feriado (para os paulistas), então deve existir uma razão histórica para isso, não é? Sim, é o dia em que eclodiu (leia-se: começou) a Revolução Constitucionalista de 1932.

REVOLUÇÃO! (Na verdade, não foi bem uma revolução, foi mais algo como um movimento armado mesmo)

Não entendeu? Então… Hora de começar o momento história (contado por um cara que estuda Análise e Desenvolvimento de sistemas e dormia em aulas de história).


Antes de falar de 1932, vamos falar da República Velha ou República do Café com Leite. Era aquela república que Marechal Deodoro proclamou em 15 de novembro de 1889 (aguardem postagem sobre isso depois), e vinha sendo mantida por políticos paulistas (estado que mais produzia café) e mineiros (estado que, se não produzia tanto leite, fazia queijo, e queijo é feito com leite), alternadamente (por isso que é “café com leite”).

Tudo ia “bem”, essa alternância dava “certo”, e o presidente sempre era ligado aos interesses do povo que eram os coronéis e grandes fazendeiros poderosos e cheios da grana. Só que, em 1930, o presidente (paulista) Washington Luís indicou Júlio Prestes (outro paulista) para a presidência, em vez de um mineiro. Os mineiros ficaram com raiva dessa exclusão, então formaram uma aliança com a Paraíba e o Rio Grande do Sul para eleger Getúlio Vargas presidente.

Fraudes na eleição à parte, Júlio Prestes ganhou, mas nada que um golpe de estado não resolva… Nisso, o governo caiu e Getúlio assumiu o governo provisório, fechou o Congresso e, mesmo prometendo convocar novas eleições e fazer uma nova constituição, demorou para cumprir as promessas (político é assim mesmo, desde o século passado…).

Nisso, os paulistas, sem representação política, sem poder, sem dinheiro, já com raiva do atual governo, depois de muitos atos, movimentos e manifestações políticas (um deles, em 23 de maio de 1932, foi tão violento que matou cinco quatro jovens, os MMDC), começaram um movimento armado (iniciado em 9 de julho de 1932, ou seja, há 85 anos) que queria constituição, representatividade e eleições diretas (POR SÃO PAULO!). Juntaram montes de gente, deram armas e partiram para as fronteiras do estado, com apoio de gente de todas as classes (porque a morte dos MMDC foi usada para comover o povo e mostrar que Vargas era cruel).

Lutando pela constituição e pela democracia (e por São Paulo). Foto (incrivelmente) em HD.

Só que tinha um problema: os paulistas estavam em minoria para lutar contra as forças do governo federal. Esperavam por apoio de outros estados (que também queriam a constituição nova e tals), mas ficaram só esperando (e vendo seus soldados morrerem). No final, se renderam em 3 de outubro do mesmo ano, sendo que os líderes do movimento foram exilados. A parte boa? Depois disso, o governo finalmente começou a fazer a Constituição de 1934 e falou sobre eleições (que não chegaram a acontecer, mas aí é outra (aula de) história).

Os paulistas gostavam de dizer que, sem essa revolução, a promessa da constituição não sairia do papel. Os getulistas, por outro lado, diziam que já fariam todas as mudanças em breve, não precisava de todo esse movimento (e mimimi) dos paulistas.

A praça 9 de Julho, em Sorocaba (SP), uma das tantas praças e monumentos que existem em SP dedicados à data e à Revolução.

Independentemente do lado que você prefere acreditar, é interessante notar que a política brasileira sempre vive de joguinhos, tramas e conflitos entre a situação (os que estão no poder) e a oposição (os que querem o poder de volta), desde sempre.

Ah, se os políticos estudassem história… Não fariam as mesmas coisas que já deram errado no passado (ou fariam, sei lá)

ClaMAN

P.S.: A próxima postagem da série será sobre a Independência do Brasil (7 de setembro).

P.S.2: Estudem história e não durmam na aula, por favor.

P.S.3: Lembrando que o blog ainda está em recesso e, por isso, nem a regra mínima de postagens está sendo seguida.