Outro Conto Emocionante [3]

AS CRÔNICAS DO GAROTO NERD – PARTE 3: O Grand Finale

Após o recesso de Dezembro/Janeiro nosso colega nerd se tornou um veterano e teve de passar pelas dificuldades que os antigos veteranos tinham alertado sobre.

Agora, conhecendo todo o funcionamento da escola, tendo escutado todo tipo de história sobre aquele lugar e tendo amizade com todo professor, acima dele só tinha a direção.

Nem tão inteligente, nem tão influente. Mas, um excelente puxa-saco.
Nem tão inteligente, nem tão influente. Mas, um excelente puxa-saco.

Agora, no terceiro ano, fez o triplo de trabalhos.

Sofreu como um condenado.
Dormiu como um injustiçado.
Fez apresentações na base de sedativos
Continuou sendo vice-representante de classe.
E fez algo em relação ao sua paixão:
Disse pra ela. E foi mandado pra escanteio.
Porém, mantêm uma boa amizade. Mesmo chorando comendo bombons e olhando fotos dela.

Sem muito tempo pra chorar, pois tem que estudar pra prova.
Sem muito tempo pra chorar, pois tem que estudar pra prova.

Porém seu maior desafio foi durante o temido TCC.
Foi selecionado como Chefe Responsável do Setor de Coleta e Aplicações de Informações.
Ou seja, ele teria que cuidar pra que tudo que fosse escrito estivesse certo.
E teve que trabalhar muito pra que isso fosse cumprido.

Aparentemente, o pessoal de Gerenciamento de Divulgação de Informações não conseguiu fazer sua parte e ele teve que dar uma ajuda.
A mesma coisa com o pessoal da Produção de Conteúdo Audiovisual.
E também com fez uma ponta como Técnico Especialista em Gerenciamento de Slides.
Como se não bastasse, ainda foi selecionado para Orador na apresentação.
Nada além do esperado de um veterano tão influente.

Influencia que veio juntamente com sue tão poderoso, seduzente e bem cultivado bigode.
cf010718096b518e07d1b2f74f9efc7dd432c984Tanto trabalho e responsabilidade, fez com que se esquecesse de sua própria nota.
E por mais um ano, teve medo que pudesse repetir de série.

Correu atrás de trabalhos não concluídos do 1º Ano.
Puxou muito saco de professor.
Ligava o Datashow só pra ganhar mérito.
Abraçou pessoas por nota.

E como uma piada que vocês já escutaram.
Como um filme que você já leu o livro.
Ou como uma fofoca que já te contaram.
Vocês já sabem o que aconteceu.

Nosso colega nerd passou.
Não só ele, mas também o colega chato, colega do ônibus, o colega repetente o colega zona-nortence.

E agora, aparentemente está encerrada a parte mais fácil da vida deles
E juntamente essa saga.

Darmstádtio

Outras incríveis publicações da Editora Utilis Inutilis:

Série As Crônicas do Colega Nerd
Parte 1: O EnganoParte 2: A Convivência – Parte 3: O Grand Finale

Série Contos Macabros

Macabre Diário de um AssassinoPequeno Conto Aterrorizante

Série Love to be Loved
Parte 1Parte 2Parte 3Parte 4Parte 5

Série A Garotinha Feliz e sua Nota Deplorável
Ano 1: Parte 1Parte 2 | Ano 2: Parte única

AnimeRelacionado #4 – Hyouka

O 4º Anime Relacionado é sobre Hyouka, o anime de mistério da Chitanda Eru. Já não era sem tempo…

O povo começou a falar de BBB… Portanto, essa é uma sugestão de coisa que você pode fazer para não acabar decidindo quem vai pro paredão.

Para ver os outros…

#1 Toradora#2 Binbougami Ga!#3 K-On!#3½ Wamamote

E o de hoje é sobre um que eu comentava desde ano passado:

H Y O U K A
Hyouka (da direita para a esquerda: Fukube Satoshi, Oreki Houtarou, Chitanda Eru e Ibara Mayaka)

Hyouka é um anime de mistério e de vida escolar. Seu plot básico é a resolução dos mistérios relacionados aos membros do Clube de Literatura Clássica [em japonês: Kotenbu]. E acredite, é mais interessante do que parece.

Oreki Houtarou tem um lema: “Não faço nada que não preciso fazer, e o que preciso fazer faço rapidamente”. Ao invés de gastar energia em atividades extracurriculares, ele prefere viver a vida de maneira passiva [ou seja, é um preguiçoso].

Por ordem da irmã, Houtarou entrou para o Clube de Literatura Clássica apenas para mantê-lo vivo, mas não esperava encontrar uma outra pretendente ao clube ao destrancar a sala: Chitanda Eru.

Após Houtarou resolver um pequeno caso que deixara a garota curiosa, passou a ser superestimado por ela como alguém com um incrível poder de dedução – o que não deixa de ser verdade, aliás.

Desde que conhece Chitanda Eru, Houtarou passa a mudar seu estilo preguiçoso de viver… Para resolver vários mistérios que causam dúvida na escola ou na mente da Chitanda Eru…

Nota do ClaMAN: 9
Prós: atenção aos detalhes, mistérios, personagens redondos [desenvolvidos], tramas interessantes, arcos grandes [pode ser bom], episódio ecchi [garotas de biquíni e etc] à parte
Contras: andamento lento, não é policial ou criminalístico, alguns episódios não são tão "brilhantes", arcos grandes [pode ser ruim se você prefere histórias curtas e com conclusão rápida, como Ouran ou Angel Beats].

Os detetives de plantão podem não gostar tanto, já que a maneira com que a história é contada não dá pistas suficientes para resolver o problema você mesmo… Mas, pela maneira com que é explicado e detalhado, e pelas ações, vale [muito] a pena. E são 22 episódios e um OVA [especial para ver as garotas de biquíni], então tem vários mistérios pra ver.

Ah, eu tinha prometido explicar sobre a relação entre Hyouka e Sorvete, não é? Bem, tá aí:

A palavra “Hyouka” pode ser traduzida como “Sorvete”.

É só isso? Sim, mas tem um significado profundo por trás disso. Tente mudar a pronúncia ao falar sorvete em inglês… Ou assista o anime!

Quem for ver, sugiro que baixem daqui [Animes Warehouse].

C l a M A N – 1ª postagem de 2014

P.S.: Estava devendo faz tempo, né? Mas fiz, e isso é o que importa.

B Ô N U S :

Como foi o "primeiro encontro" entre a Eru e o Houtarou (screen do ep.1)
Como foi o “primeiro encontro” entre a Eru e o Houtarou (screen do ep.1)
O poder de um olhar de curiosidade... (acredite, screen do ep.1)
O poder de um olhar de curiosidade… (acredite, screen do ep.1)
Esse antigo provérbio japonês diz que você pode criar teorias para qualquer coisa. (ep. 19)
Esse antigo provérbio japonês diz que você pode criar teorias para qualquer coisa. (ep. 19)
A adorável Chitanda Eru dizendo sua frase de efeito: "kininarimasu" (traduzindo: Não consigo parar de pensar nisso) para fazer o Houtarou resolver algum mistério.
A adorável Chitanda Eru dizendo sua frase de efeito: “kininarimasu” (traduzindo: Não consigo parar de pensar nisso) para fazer o Houtarou resolver algum mistério.
Eru e Houtarou (imagina uma camiseta com essa imagem e uma frase de efeito embaixo? *-*)
Eru e Houtarou (imagina uma camiseta com essa imagem e uma frase de efeito embaixo? *-*)

Mais imagens no Danbooru [se quiser ver imagens mais “pervertidas”, clique no ponto.]

NOTA: Todos os nomes escritos nessa postagem estão na ordem sobrenome + nome. Logo, o nome do Oreki Houtarou é “Houtarou”, e da Chitanda Eru é “Eru”.

Outro Conto Emocionante [2]

No dia 30/12/12 saia o “Outro Conto Emocionante [1]”.
Hoje, 30/12/13, sai a continuação dele, “Outro Conto Emocionante [2]”.

Avisando que esse vai ser o único do ano, pois o garoto tarado, que depois ficou depressivo, que depois ficou desinteressado, agora ficou desinteressante e distante do resto da turma. Se quiserem, peçam para o MM.

AS CRÔNICAS DO GAROTO NERD – Parte 2: A Convivência (ou Sobrevivência)
[Quem não viu a parte 1, pode ver aqui.]

Após as férias, chegou a hora do 2º round. Novos trabalhos, novos professores e, o melhor: novos calouros!

Já conhecendo a escola, seus sistemas, seus segredos e seus colegas, talvez pensou em relaxar… Mas isso não foi possível.

Nerd Estudando
Sim, nosso querido colega nerd deveria se dedicar totalmente aos estudos… ou não.

Muitas coisas aconteceram nesse ano: o embate entre uma professora de matemática que não explica e seus alunos, aventuras de um recém-formando Grêmio, observação de discussões filosóficas durante aulas de tudo, menos de filosofia, trabalhos em dobro e uma paixão…

Ao menos ele não precisou se vestir de mulher esse ano.

Mas, voltando: sim, o garoto nerd, assim como o ClaMAN, tem suas paixões… Após um breve e fracassado caso de amor platônico por uma linda garota de óculos de outra turma [que acabou iniciando um relacionamento sério com um veterano], ele passou a sentir algo mais por uma garota loira, pequena e fofa, que também usa óculos [será algum tipo de fetiche?], e passou a stalkeá-la.

garota loira pequena  fofa de óculos
Não, Não é essa garota. Essa só é uma garota loira, pequena e fofa, que usa óculos, aleatória.

Como bom nerd que é, tem um pouco de medo de contato físico e direto com outra pessoa, então essa paixão ainda não saiu do lugar…

Porém, outro pensamento passou a encher a cabeça do garoto nerd: a probabilidade de uma reprova.

reprova

Mesmo sendo extremamente inteligente, ele sofre de discalculia, uma disfunção que o impede de diferenciar uma operação de + de uma de – . Com isso, sofre em qualquer matéria que envolva contas: matemática, física, química, PTC, português, biologia, inglês, educação física…

Juntamente com um de seus colegas de classe, o garoto nerd já estava se preparando para fazer o segundo ano de novo, definhando dia a dia em caminho à retenção…

Pobre coitado…

No dia em que saíram as notas finais, ele viu seu resultado. Ficou abismado, tal como a Representante há um ano…

Obama Abismado

Ele passou. Foi aprovado. Não repetiu.

[O colega dele não teve a mesma sorte, infelizmente],

Agora, no terceiro ano, um período com o triplo de trabalhos aguarda o veterano. Talvez ele sofra como um condenado. Talvez ele continue sendo sub-representante de classe. Talvez ele faça algo em relação ao sua paixão.
Veremos o que vai acontecer.

Rascunhos: ClaMAN
Revisão adicional, edição, conclusão e afins: Darmstádtio

Outras incríveis publicações da Editora Utilis Inutilis:

Série Contos Macabros
Macabre Diário de um AssassinoPequeno Conto Aterrorizante

Série Love to be Loved
Parte 1Parte 2Parte 3Parte 4Parte 5

Série A Garotinha Feliz e sua Nota Deplorável
Ano 1: Parte 1Parte 2 , Ano 2: Parte única

Série As Crônicas do Colega Nerd
Parte 1: O Engano – Parte 2: A Convivência (ou Sobrevivência)

Diário de um Assassino

Relatos macabros de um homem sem nome, conhecido apenas por “SevenRed”…

Como não podem faltar histórias macabras

Mais uma criação do aclamado [e, talvez, temido] Maniacal Machine!

Darmstadtio revisou os originais [que são um pouco mais explícitos] e ClaMAN fez uma pré-formatação, escreveu o resumo, procurou a imagem e etc. Ao ler, cuidado com o que pode estar atrás de você…faca-ensanguentada

DIÁRIO DE UM ASSASSINO

Sanders é um repórter que já fez reportagens sobre coisas bem perigosas, que vai até uma prisão de segurança máxima para entrevistar um misterioso assassino conhecido apenas como SevenRed.
Sob companhia de uma policial gostosa, o assassino, que aparentava ter 25 anos e tinha olhos vermelhos como sangue fresco na taça de cristal de um vampiro de classe alta, começa a contar a sua história…
Aos 17 anos, já matara 17 pessoas, e vivia em um hotel junto com várias prostitutas, a quem oferecia proteção e conforto em troca de comida… Até aquele dia.

Leia se tiver coragem e estômago para aguentar isso…

Continue Lendo “Diário de um Assassino”

Azarado

Falar de azar em sexta-feira 13 é tão clichê que já nem causa mais efeito.

Ser azarado é ter uma onda de coisas que não dão certo ao redor.

O celular não toca para acordar a pessoa, pois estava descarregado por ter ficado tocando músicas em volume máximo à noite inteira. Com isso, essa pessoa perde o ônibus e chega atrasada na escola, recebendo falta e perdendo lições. Na saída da escola, perde o ônibus de novo por ter ficado resolvendo o problema de a professora ter perdido aquela redação digna de 1000 no Enem e achar que não entregou. Além do mais, ainda tem uma discussão com o/a namorado(a) e termina o namoro que já durava mais de um ano. Chegando perto de casa, a pessoa é obrigada a ficar passeando por aí por ter esquecido de pegar a chave e seus pais terem saído e só voltarem à noite. No meio do passeio forçado, ainda é assaltada e perde toda a grana que tinha economizado durante um ano, e descobre que os pais cortaram sua mesada por conta desse ocorrido.

Depois ninguém sabe por que as pessoas cometem suicídio.
Depois ninguém sabe por que as pessoas cometem suicídio.

Tem mais azar possível, mas o personagem ali já não aguenta mais nada.

Existem pessoas que são assim o tempo inteiro. Existem outras pessoas que nem sabem o que é azar – a vida delas é [mais de] uma maré de sorte. Mas a maioria das pessoas tem dias bons e dias ruins.

Isso me lembra o tempo em que eu fazia uma contagem diária: cada coisa que dava certo era um ponto acrescentado, e quando algo dava errado um ponto era subtraído. No fim do dia, o saldo mostrava se o dia fora bom ou ruim [embora nunca dava valores bons, já que era a época em que eu era ressentido com problemas amorosos, vivia atrasado pra tudo, mal-humorado, depressivo, etc].

Bem, mas hoje, pra variar, eu tive sorte. Claro, hoje ainda não acabou, mas por enquanto está um belo dia.

C l a M A N

P.S.: O autor da frase “sexta-feira 13 dá azar” deve ser o mesmo que dizia que “passar embaixo de uma escada dentro de casa com o guarda-chuva aberto vendo num espelho quebrado o reflexo de um gato preto numa encruzilhada à meia noite dá azar.

P.S.2: Fale Utilis Inutilis ao contrário por 3 vezes na frente do espelho à meia-noite e veja a magia [do mal] acontecer.

AnimeRelacionado #3½ – Watashi ga Motenai no Wa dou Kangaetemo Omaera ga Warui!

Você acha que é antissocial? Então pense positivo: você não é a Kuroki Tomoko protagonista de Wamamote. Quer entender melhor? Então leia o novo AnimeRelacionado!

\\Por quê 3½ (três e meio) e não 4? Porque o 4 vai ser sobre Hyouka.

ANTERIORES:
#1 – Toradora! /// #2 – Binbougami Ga! /// #3 – K-On!

Watashi ga Motenai no wa dou Kangaetemo Omaera ga Warui!
Watashi ga Motenai no wa dou Kangaetemo Omaera ga Warui!

Você acha que é antissocial? Fica deprimido por não ter namorada e/ou estar carente? Tem poucos amigos?

Recomendo esse anime para que você se anime, ganhe auto-estima e pense: “minha vida poderia ser pior”.

Esse anime [com um nome super pequeno, abreviado convenientemente para Wamamote] é sobre uma garota chamada Tomoko Kuroki [mostrada em diversas poses na imagem acima] que, digamos, tem problemas para se socializar. Durante os três anos que estudou no fundamental [lá no Japão é um ano a menos do que aqui], falou seis vezes com garotos, no total.

Estando prestes a entrar no ensino médio, pensou que sua vida iria mudar. Sendo viciada em jogos de conquista [em que ela já viveu mais de 50 anos de ensino médio e namorou mais de 100 garotos], começou a esperar pelos eventos, pelos amigos, pelos namorados… Que não vieram.

Três meses após entrar no ensino médio, Tomoko é uma forever alone sempre sozinha, que mal consegue cumprimentar o porteiro da escola. Ela, então, começa a tentar mudar a própria imagem para, enfim, ter a vida de menina popular que sempre sonhou.

Até agora, só saiu o primeiro episódio. Isso desperta o interesse…

“O que acontecerá? Espere pelos próximos episódios!”

Começou bem legal, e acho que pode ficar muito bom no decorrer da série. Pode assistir que vai ser interessante.

[Se quiser baixar, recomendo o Animes Warehouse.]

Nota do ClaMAN: 7
Prós: comédia, desgraça alheia [tem gente que acha isso bom...], tema interessante.
Contras: bizarrice demais em algumas cenas, slice of life [vida cotidiana], drama, desgraça alheia [pra quem sente pena].

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P.S.1: Assinatura nova *-*

P.S.2: Vai falar que não aumentou sua auto-estima?

B Ô N U S :

Kuroki Tomoko - watashi ga motenai no wa dou kangaete mo omaera ga warui
Tomoko Kuroki sendo kawaii e envergonhada porque está ficando popular com o próprio anime.

Era pra ter uma imagem de Hyouka aqui, mas a Chitanda Eru estava aparecendo mais do que a Tomoko na página do facebook. Então… Sem “Sorvete” [depois eu explico].

Love to be loved – Parte 5 [final]

Não há mais alternativa, aparentemente. Mas seria possível surgir uma esperança? Confira o final da série que abalou corações! Só no UtiInuti!

IV – Resolution

Já que André e a tal Beatriz estavam totalmente desligados do mundo, Caroline aproveitou e, sorrateiramente, entrou na classe mais próxima.8862473751ea7399e88ff76296e137cb Não havia ninguém, e as luzes estavam apagadas.

Sentou-se ofegante no chão. Era, de certa maneira, um susto. Ela sabia agora como o amigo se sentira, e de maneira bem pior.

Ela pensou ser, em parte, culpa dela. Bem, o que restava era acalmar-se, esperar que fossem embora e prosseguir com a vida.

Mas, e se eles começassem a namorar? E se o namoro deles tivesse objetivo – como casar, formar família, etc.? E se André se distanciasse dela? – Lágrimas começaram a cair dos olhos de Caroline. – E se todo aquele afeto acabasse?

Seria apenas mais um relacionamento que termina, no mundo. Nada de novidades. Ela culpou-se. Deveria ter pensado nele, além de si mesma.

Esperou, mas nenhum sinal de dispersão por alguns minutos, até…

– Isso é o que posso fazer de mais gentil por você. Não adianta fingir que sinto algo a mais, posso te responder com isso e pronto.

– Então, a resposta é “não”… – A voz da garota comentou.

– Lamento, mas é melhor assim.

Caroline pensava em quão insensível André era. Era uma espécie de ódio que estava sentindo por ele se manifestando, inconscientemente.

– Algum motivo em particular? – A vozinha feminina de novo. Era uma garota intrometida, de acordo com o ponto de vista de Caroline.

– Um só, que me incomoda mais que todos os meus problemas com notas e com meu pai. Estressa e domina minha mente toda hora.

Atrás da parede, a garota se mexeu, inquieta.

– Talvez uma coisa chata. Mas… Incrivelmente, talvez meus dias atuais fossem bem diferentes se eu tivesse mudado a minha resposta a ela.

– Uma garota? – Beatriz disse em um tom de desacordo.

– A garota. A mais incomum que eu conheço. Não fosse por ela, poderíamos, quem sabe, ficar juntos. Mas, ao beijar você, lembro-me de beijo dela, e penso em experimentá-lo novamente algum dia. Dificilmente acontecerá, mas não custa sonhar.

Caroline ouvia com atenção, sentindo uma estranha sensação quente dentro do peito. Era uma confissão. Ele saberia que ela estava ali?

– Se não se importa, vou indo.

Passos com leveza. André estava calmo, e passou direto pela sala. Enquanto isso, Beatriz ficou mais um minuto ali antes de entrar na classe onde estava a garota. Chorando, mas de felicidade. Era estranho até para ela mesma.

– O que aconteceu? – Beatriz olhou para ela, espantada, já que não é todo dia que se encontra uma menina chorando e sorrindo, sentada no chão, em uma classe que não é nem perto da dela.

– Ah, nada de mais. – Caroline levantou-se e sorriu. – Uma manada de pensamentos me atacou de repente.

Saiu da sala, e foi direto para casa. Pensara em algo emocionante. André, enquanto isso, já fora embora. Pensava em coisas como Caroline sorrindo, Caroline séria, Caroline pensativa, Caroline com raiva…

No dia seguinte, os colegas da turma lhe fizeram certa algazarra quando o viram entrar na classe. Supostamente, deixaram-lhe uma mensagem – talvez romântica – e os colegas tiveram a liberdade de lê-la.

Depois de muitas brincadeirinhas, ele pegou uma folha pequena e dobrada. Ao invés de manuscrita, era apenas uma mensagem impressa:

MUDAR SUA VISÃO SEM MUDAR A SUA PERCEPÇÃO – É ISSO QUE QUERO.

AMOR EU SINTO POR VOCÊ. NO PARQUE DO CENTRO, ÀS 12H, TE ESPERO.

– Mas o que… – Aquela mensagem lhe era praticamente inteligível.

– Eu me pergunto a mesma coisa. – A voz de Caroline surgiu. Séria como de costume, lera a mensagem por cima do ombro de André.

– Tem alguma ideia de quem mandou isso?

– Alguma admiradora secreta, talvez.

– É meio antiquado falar isso, Caroline. – disse um dos colegas dele.

– Me deixou curioso, com essa primeira frase… – André fora cativado por aquela mensagem.

– Eu até te acompanharia, mas tenho um compromisso hoje, vou até sair mais cedo. – A garota comentou como quem está morrendo de curiosidade.

– Ah, sabe, uma velha conhecida me pediu em namoro, ontem. – Ele disse como se fosse algo corriqueiro.

– E o que aconteceu?

– Dei um beijo nela e depois disse que não gostava dela.

– Dré, seu insensível! – Disse ela, rindo animadamente.

– Não se preocupe, teve toda uma parte “melosa” nos meio-tempos… Ah, precisamos conversar a sós, alguma hora dessas.

Ele queria o mesmo que ela: voltar a ter momentos de maior intimidade, mais conversas e mais contato, mais proximidade e, principalmente, mais um pouco de amor – declarações inesperadas, por exemplo.

O dia transcorreu como qualquer outro. Caroline “não assistiu” à última aula. Ao invés disso, correu para casa e se trocou para sair novamente.

André, após a aula, foi andando para a praça. Tinha um palpite óbvio – a pessoa que sempre tomava a iniciativa antes dele.

– Como você sabia? – Caroline questionou-o, após o esperado encontro e depois dele falar que já esperava encontrá-la ali.

– Quando pessoas que se conhecem por correspondência marcam um encontro, descrevem como estarão vestidas, para que se reconheçam. Você se esqueceu desse detalhe básico, Cabobinha.

– Você estragou o clima… Poderia ter ignorado. – Ela virou o rosto, ligeiramente brava. André apenas sorriu, sabia que era provocação da menina.

29435d98ecae1711373827c1dc137b95     Gentilmente, ele pegou-lhe a mão esquerda e colocou uma aliança em seu dedo.

Caroline olhou para ele, um olhar de questionamento. Seria realmente isso?

– Eu tive consciência disso graças à Beatriz, a garota com quem fiquei ontem: minha vida poderia ser diferente, talvez melhor, se eu não tivesse te conhecido. Mas seguimos até aqui, e não vejo aonde poderia acabar.

“Essa aliança significa um laço entre nós. Um acordo, em que você e eu concordamos em ficar juntos até quando acabar o sentido dessa união. Pode ser do jeito que quisermos a cada dia.”

Estendendo a mão dela, André colocou em sua palma uma aliança idêntica.

– Se você concordar com…

Ele não terminou a frase. Caroline repetiu o gesto e colocou a aliança nele, assumindo a dianteira como sempre. Disse, depois:

– Bem, se for para passar o resto da vida junto com alguém, eu te escolheria, André. Pelo menos por enquanto, mas esse “por enquanto” não variou muito desde… Quase um ano.

Silêncio. Apenas contato visual, sorrisos… Naturalmente, os lábios se encontraram, os dedos se entrelaçaram. Era apenas a deixa do momento, uma maneira de demonstrar esse amor mútuo.

Não era um namoro, mas seria interpretado ligeiramente como tal. Talvez um pedido de casamento, para ser feito alguns anos mais tarde. Ou apenas um laço forte de amizade e amor, caminhando entrelaçados.

Disseram depois, entre si mesmos: “se não der certo, pelo menos tentamos. Temos ainda a amizade, além de qualquer relacionamento emocional ou físico”.

Só se sabe que, vários minutos depois, andavam tranquilos pelo centro, conversando sobre provas fracassadas e canetas caras.

~ Fim, por enquanto. ~

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ClaMAN
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ANOTAÇÕES:

  • Escrito durante as aulas sem tanta matéria. Num notebook descarregando.
  • Se eu quiser, eu continuo. Mas não quero ainda.
  • Lindo, não? Falei que valeria a pena.
  • Feliz dia dos namorados. Embora ainda acho que deveria ser “Dia do Amor”.
  • Prova.
  • Sem mais postagens até agosto, talvez.
  • Final alternativo em breve. Por enquanto, pretendo dormir.
  • Quem não gostou vá ler romances de banca de jornal.
  • Não é normal rir sem estar feliz. Eu estou rindo. Não estou feliz.
  • Elisa, eu acho que te amo.
  • Meus gatos acabam com minha vida amorosa [que já é inexistente por natureza].

P.S.: A imagem lá do topo era para ser de Toradora. Como não achei nenhuma que se encaixasse com a postagem, então é Clannad. Depois, me empolguei e acabei colocando mais duas. Bem, é o final…