Momento história: O que foi a Revolução Constitucionalista de 1932

Um pouco (demais) sobre o que foi a Revolução Constitucionalista de 1932 (que é feriado para os paulistas)

Então, hoje é feriado (num domingo, ou seja, não muda nada). Na verdade, só é feriado para quem mora em uma das 645 cidades de São Paulo, pro resto do Brasil é só mais um dia comum (ou melhor, um domingo comum).

Bem, se é feriado (para os paulistas), então deve existir uma razão histórica para isso, não é? Sim, é o dia em que eclodiu (leia-se: começou) a Revolução Constitucionalista de 1932.

REVOLUÇÃO! (Na verdade, não foi bem uma revolução, foi mais algo como um movimento armado mesmo)

Não entendeu? Então… Hora de começar o momento história (contado por um cara que estuda Análise e Desenvolvimento de sistemas e dormia em aulas de história).


Antes de falar de 1932, vamos falar da República Velha ou República do Café com Leite. Era aquela república que Marechal Deodoro proclamou em 15 de novembro de 1889 (aguardem postagem sobre isso depois), e vinha sendo mantida por políticos paulistas (estado que mais produzia café) e mineiros (estado que, se não produzia tanto leite, fazia queijo, e queijo é feito com leite), alternadamente (por isso que é “café com leite”).

Tudo ia “bem”, essa alternância dava “certo”, e o presidente sempre era ligado aos interesses do povo que eram os coronéis e grandes fazendeiros poderosos e cheios da grana. Só que, em 1930, o presidente (paulista) Washington Luís indicou Júlio Prestes (outro paulista) para a presidência, em vez de um mineiro. Os mineiros ficaram com raiva dessa exclusão, então formaram uma aliança com a Paraíba e o Rio Grande do Sul para eleger Getúlio Vargas presidente.

Fraudes na eleição à parte, Júlio Prestes ganhou, mas nada que um golpe de estado não resolva… Nisso, o governo caiu e Getúlio assumiu o governo provisório, fechou o Congresso e, mesmo prometendo convocar novas eleições e fazer uma nova constituição, demorou para cumprir as promessas (político é assim mesmo, desde o século passado…).

Nisso, os paulistas, sem representação política, sem poder, sem dinheiro, já com raiva do atual governo, depois de muitos atos, movimentos e manifestações políticas (um deles, em 23 de maio de 1932, foi tão violento que matou cinco quatro jovens, os MMDC), começaram um movimento armado (iniciado em 9 de julho de 1932, ou seja, há 85 anos) que queria constituição, representatividade e eleições diretas (POR SÃO PAULO!). Juntaram montes de gente, deram armas e partiram para as fronteiras do estado, com apoio de gente de todas as classes (porque a morte dos MMDC foi usada para comover o povo e mostrar que Vargas era cruel).

Lutando pela constituição e pela democracia (e por São Paulo). Foto (incrivelmente) em HD.

Só que tinha um problema: os paulistas estavam em minoria para lutar contra as forças do governo federal. Esperavam por apoio de outros estados (que também queriam a constituição nova e tals), mas ficaram só esperando (e vendo seus soldados morrerem). No final, se renderam em 3 de outubro do mesmo ano, sendo que os líderes do movimento foram exilados. A parte boa? Depois disso, o governo finalmente começou a fazer a Constituição de 1934 e falou sobre eleições (que não chegaram a acontecer, mas aí é outra (aula de) história).

Os paulistas gostavam de dizer que, sem essa revolução, a promessa da constituição não sairia do papel. Os getulistas, por outro lado, diziam que já fariam todas as mudanças em breve, não precisava de todo esse movimento (e mimimi) dos paulistas.

A praça 9 de Julho, em Sorocaba (SP), uma das tantas praças e monumentos que existem em SP dedicados à data e à Revolução.

Independentemente do lado que você prefere acreditar, é interessante notar que a política brasileira sempre vive de joguinhos, tramas e conflitos entre a situação (os que estão no poder) e a oposição (os que querem o poder de volta), desde sempre.

Ah, se os políticos estudassem história… Não fariam as mesmas coisas que já deram errado no passado (ou fariam, sei lá)

ClaMAN

P.S.: A próxima postagem da série será sobre a Independência do Brasil (7 de setembro).

P.S.2: Estudem história e não durmam na aula, por favor.

P.S.3: Lembrando que o blog ainda está em recesso e, por isso, nem a regra mínima de postagens está sendo seguida.

Relembrando as estações passadas

Anúncio: O retorno do Doze Estações.

Três histórias de um ano, contos de amor (ou nem tanto) em doze meses… Esse foi o projeto Doze Estações (ou DZE/12E, para encurtar).

Começado em 12 de junho de 2015 com os primeiros capítulos das três histórias que o formavam (Como começar uma conversa sobre amor / Me(us rece)ios / Anti cupido) e concluído (após uma série de problemas, hiatos e atrasos) entre julho e dezembro de 2016 (se não consegui publicar os finais em 12 de junho de 2016, pelo menos consegui concluir no ano certo), cada história narrou sobre fases de relacionamentos (na ordem: início, meio e fim). Tentei deixar o estilo de escrita bem leve e, mesmo que eu tenha sofrido muito com bloqueio criativo (principalmente nos últimos capítulos), foi uma experiência boa.

“Aquilo que eu te disse… Não foi tudo.” Arte original por Loundraw.

MAS NÃO É O FIM!

Além de outros projetos de histórias, ainda este ano eu planejo revisar e publicar (talvez não comercialmente, ou sim, quem sabe) as três histórias citadas acima, e ainda garantirei a vocês, leitores assíduos, um capítulo extra para cada história (pois a primeira, por exemplo, terminou praticamente em aberto).

Por enquanto, você pode começar a ler pelos links acima mesmo. Em breve (leia-se: assim que acabarem as provas), eu termino as revisões.

Look forward for this (or not)!

ClaMAN

P.S.1: Prazos? Não falo em prazos. Afinal, se eu falar em prazos, serei cobrado e desacreditado se não cumpri-los. Pensem que, se eu não tenho prazos, não existem atrasos!

P.S.1,5: Para terem uma ideia, eu tinha planejado publicar o 13º capítulo do Como começar uma conversa sobre amor hoje, mas nem comecei a escrevê-lo ainda (e a revisão travou no 3º capítulo), então… Aguardem mais um pouco. Ainda esse ano sai.

P.S.2: O P.S.1,5 não existe.

P.S.3: Taiga e Ryuuji? Como eu já disse, só à noite.

Momento história: Quem foi Tiradentes

Um pouco sobre Tiradentes e o feriado de hoje.

Hoje é (ou foi) Dia de Tiradentes, feriado nacional no meio de chuva e frio. Você provavelmente já ouviu falar disso, talvez tenha feito trabalho sobre a vida dele, mas só lembra que é feriado e você não trabalha, estuda nem faz nada.

Então, vamos para uma aulinha de história dada por um cara que não é professor (ainda) e, até 5 anos atrás, não se interessava por história.

Tiradentes. Não confiem naquelas imagens de um cara cabeludão e barbudão semelhante a Jesus.

O nome de Tiradentes é José Joaquim da Silva Xavier. Ele nasceu em 1746, época em que o Brasil era uma colônia de Portugal e sua única serventia era exportar ouro para a Coroa Inglesa. Além de dentista amador (que, na verdade, não gostava de tirar dentes, preferia tratá-los), foi comerciante, tropeiro e mineiro (aliás, nasceu em Minas Gerais) e, além disso, também foi militar.

Cidade de Tiradentes (MG). Boa ilustração de postagem.

Desde essa época, os governantes já arrancavam dinheiro, bens e direitos do povo. E chegou uma época (1788/1789) que queriam extorquir muito mais o povo. Tiradentes e outras pessoas (uns caras de classe média alta da época, meio intelectuais) começaram a tramar para tirar o governador do poder, e depois ir mais longe: com base na independência americana e no iluminismo, proclamar uma república independente de Portugal.

Só que o golpe não deu certo porque apareceu um delator que denunciou todo mundo, e no fim Tiradentes se confessou culpado por tudo (mesmo não sendo o líder), foi enforcado e esquartejado por trair a Coroa (os outros fingiram que não era com eles e saíram mais inteiros). Depois de muito tempo (após a Independência do Brasil em 1822), viram que precisavam de um herói nacional que tivesse lutado pela liberdade do país ao lado do povo e escolheram Tiradentes, o mártir da inconfidência mineira.

Parece que, pra ser um herói, tem que ter cabelão e barba. Aliás, Tiradentes morreu no dia 21 de abril. Coincidência? Acho que não…

Essa é a história sobre o feriado de hoje. A próxima “aula” é no dia 9 de julho. E lembrem-se que história é importante: estudar o que aconteceu no passado para não cometer as mesmas burradas.

ClaMAN

P.S.: O Imagem e Postagem 10 fica pra semana que vem (considerem essa postagem como um 9 2/3). Amanhã tem diário do ClaMAN.

P.S.2: Não sabia de tudo isso, mas pesquisei aqui (Blog do Kleber Teixeira), aqui (Terra Saúde Bucal (hã?)) e aqui e aqui (Minas Gerais.info).

25 de março – a rua, não o dia

25 de março: em pleno 25 de março, que tal falar da rua 25 de março?

Quem é que já foi para São Paulo (capital) e não ouviu falar dessa rua? A rua 25 de Março fica bem no centro da cidade, passando perto do rio Tamanduateí, perto do Mercado Municipal, Theatro Municipal, estação da Luz, terminal Pq. D. Pedro II e mais um monte de lugares que vocês podem ver no Google Maps porque não vou citar todos.

Essa rua tem história na cidade – afinal, quer comprar lembrancinhas, eletrônicos e mais uns par de coisas? Lá tem (ou pelo menos ouvi falar que tem, porque nunca fui lá pessoalmente). Roupas e coisas atacadistas também. E, segundo as propagandas, é tudo barato, aproveite!

Um close em uma barraca vendendo coisas. Isso é o que você mais vai encontrar nessa rua, junto com MUITA.GENTE.MESMO.

Mas, afinal, o que aconteceu dia 25 de março? Bem, há 193 anos atrás, quando São Paulo ainda era uma cidade beeeeeeeeem pequena, Dom Pedro I (Imperador do Brasil na época em que para promulgar leis só precisava subir em cima de uma mula cavalo e gritar alguma frase de efeito (historiadores, por favor, não me matem por isso) e o povo nem ia pra rua por nem saber o que estava acontecendo direito) promulgou a 1ª Constituição do Brasil nesse dia. A rua mesmo só foi ganhar esse nome em 1865, em um dia que provavelmente não era 25 de março.

E é isso. Utilis Inutilis também é história.

@cslclaman

P.S.1: Isso me livra de fazer postagem amanhã, segundo a escala.

P.S.2: Foi a única coisa que consegui pensar para hoje – tá ficando difícil fazer postagem que não seja sobre anime…

P.S.3: Aliás, tem um distrito em Tóquio, no Japão, que é bem popular também. Só que, em vez de eletrônicos e roupas, vende eletrônicos e… Doujins (algo como fanfics). Além, é claro, de ter muitos cafés em que as garçonetes se fantasiam de empregadas

Akihabara! (também conhecido como Akiba)

(12E) Me(us rece)ios – Capítulo 10

Decida-se: ou você passa a torcer por Alice ou por Alana. Ou pelo Fernando. Ou por nenhum deles. Basta ler esse capítulo.

Me(us rece)ios

(Só para constar: o logotipo passou por uma pequena mudança)Quarta estação:
Antes do fim, tudo explicado. Confie em mim, isso será perdoado.


(Ler o capítulo anterior…)

Capítulo X : Dezembro – Tudo por uma decisão

banned_download_proviDe um lado, um questionamento:

— Você tem certeza de que é por esse caminho que quer seguir?

— …Sim.

A autora da pergunta foi Alice que, mesmo com um curativo nem tão pequeno do lado esquerdo do rosto, mantinha o sorrisinho de curiosidade. A resposta foi dada por Fernando, que aproveitava aquele encontro e a amizade recém-reassumida para conversar sobre alguns probleminhas amorosos.

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AnimeRelacionado #6.1 – Angel Beats!

Angel Beats: mistura comédia, romance e drama de uma maneira realmente muito boa.

Imagine o que acontece quando uma empresa que criou algumas das visual novels mais populares e comoventes do Japão se une com um estúdio para a criação de um anime.

Bem, esse anime chamado Angel Beats é a (1ª) resposta.

d2d5013e24f3a97e7fca388d2d019ce8Em um instante, um garoto (Otonashi (é o único homem presente na imagem acima)) acorda em um local estranho, sem memórias, para ser cumprimentado por Yuri (a garota no meio)(que está mirando para a inocente menina de cabelos prateados)(e não pense nesse yuri) e descobrir que está morto. Depois, descobre que, para não simplesmente desaparecer do “mundo após a morte” onde está, precisa lutar contra uma garota a quem chamam de “Anjo” (ou Tenshi, em japonês, ou Angel, em inglês)(a de cabelos prateados à direita na imagem).

Por fim, após ser morto mais algumas vezes e enfim, acreditar que está morto, se junta à Shinda Sekai Sensen (Frente de Batalha da Vida Após a Morte), pretendendo apenas recuperar suas memórias enquanto fica com um grupo de pessoas que se rebela contra Deus (ateus curtiram isso) e tenta não ser obliterado.

Isso é que eu chamo de "juntar a turma toda".
Isso é que eu chamo de “juntar a turma toda”.

Isso é o máximo que eu consigo explicar da história após rever o primeiro episódio. É difícil de explicar, mas a maneira como tudo é bem trabalhado até que compensa: temos uns trechos comoventes, cenas de ação e uma boa porção de comédia, e o final encerra a trama de um jeito surpreendente.

Se você não ficou cativado pela sinopse ou pela minha descrição, então pelo menos assista na esperança de discordar de mim. Só possui uma temporada de 13 episódios, com dois especiais à parte. Ano passado, a Key (empresa criadora do roteiro) lançou o primeiro volume (de seis que serão lançados, no total!) de uma visual novel que reconta a história do anime.

Nota do ClaMAN: 9
Prós: história cativante, final fechado, direção excelente, Tenshi, músicas ótimas
Contras: nada que um espectador comum vá reparar.

ClaMAN

P.S.1: Esse é o 6.1 por um simples motivo: demorei tanto para escrever essa review que outro anime com roteiro feito pela Key foi lançado, e será o 6.2, e se chama Charlotte!

B Ô N U S :

Não podem faltar as imagens extras (SPOILERS ADIANTE):

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