Momento história: A Independência do Brasil

A história da Independência do Brasil como você aprendeu… E a que você não sabia.

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Sete de Setembro, data tão festiva, foi a independência dessa terra tão querida… Hoje (feriado emendado, por sinal) é a comemoração de 195 anos da proclamação da Independência do Brasil, que foi feita por Dom Pedro I em 7 de Setembro de 1822.

Ok, mas… Por quê independência? De quem? O que aconteceu? Se você está pensando nesses “por quês”, hora de ler nosso Momento História de hoje (explicado por um cara que nem sabe de história o suficiente além das que ele (acha que) escreve).

*vinheta de introdução (se isso fosse um vídeo)*

A Independência do Brasil como eles queriam que você pensasse que foi. Quadro “Independência ou Morte”, por Pedro Américo, 1888, óleo sobre tela, 415 x 760 cm.

Essa história começa pouco mais de dois séculos (+ de 200 anos) atrás (um pouco depois que Tiradentes morreu). Para ser mais exato, em 1808. Até então, o Brasil era só uma colônia que Portugal só lembrava na hora de levar embora ouro e impostos, mas chegou um dia que Napoleão Bonaparte estava invadindo tudo na Europa. A solução óbvia para a Corte Portuguesa? Fugir para a “colônia” (Brasil) com todas as riquezas e as pessoas importantes (15 mil) e estabelecer aqui a Coroa, com um financiamento inglês (e quem acabou devendo pagando foi o Brasil, já independente) e largando os portugueses indefesos lá mesmo.

Nobreza é nobreza, não importa a época nem o local. Na calmaria estão por cima, na hora do aperto se escondem e inventam desculpas…

Por aqui, invadiram casas no Rio de Janeiro (“Teria a honra de dar sua moradia para a Coroa? Sim? Obrigado!”), deram títulos de nobreza pra todo mundo (que fosse rico), abriram os portos (para a aliada Inglaterra) e, em geral, adotaram nosso país como casa. A parte boa? Construíram estradas, escolas, permitiram fábricas e ainda criaram o Banco do Brasil (desde 1809 com você).

E você achava que eles, na verdade, não tinham criatividade pra escolher um nome de impacto…

Assim foi, foram passando os anos… D. Maria (Rainha de Portugal (embora nem governasse mais por causa de problemas mentais)) morreu em 1815, e D. João VI passou a governar por aqui… Até 1820, quando Napoleão já foi derrotado e os portugueses já estavam cansados de ver seu rei fugido, e estavam quase pedindo independência (hã?). Em 1821 (sim, antigamente as coisas tinham um intervalo grande), D. João VI finalmente retorna a Portugal, deixando D. Pedro (com 23 anos na época) como príncipe regente da colônia.

“Se é para o bem de todos (os nobres) e felicidade geral da nação (dos nobres), diga ao povo (os nobres) que fico!”.

Nisso, já tinha gente (fazendeiros, coronéis e afins) querendo aproveitar a chance pra se livrar do domínio de Portugal, mas queriam uma coisa limpa, sem luta armada (porque outros países latinos lutaram e sofreram muito pra serem independentes). Se D. Pedro ajudasse, poderia ser o rei do novo país (porque outros países latinos viraram repúblicas logo depois de se tornarem independentes – o iluminismo estava em alta). Dom João VI, ao saber disso (notando que não foi uma boa ideia largar o filho sozinho aqui) mandou uma carta pra Dom Pedro voltar pra Portugal. O povo daqui reclamou e, nisso, aconteceu o Dia do Fico. A coroa ainda pensou, desistiu de mandar exército pra cá (viagem de navio, na época, era horrível)…

Eu tentei achar uma interpretação mais realista da cena da independência, mas não encontrei.

Mas ficou pressionando D. Pedro que, estressado, voltando de viagem (tinha descido até Santos), em roupas comuns e sujas (nada de traje pomposo) parando às margens (ou a 1 Km delas) do rio Ipiranga com sua comitiva (pequena) andando em mulas (cavalos não aguentavam subir a serra), provavelmente depois de ter “se aliviado” (leia-se: usado o banheiro (que na época era qualquer matinho), cansou do seu pai (D. João) e falou que estava rompendo os laços com Portugal e faria o Brasil livre (depois de ler documentos que a Imperatriz Leopoldina já tinha preparado decretando oficialmente isso). Depois que veio a frase “Independência ou Morte”.

Bandeira do Brasil pós-Independência: de colônia para império, de dependente para… Único país com monarquia depois de uma independência e ainda com uma crise financeira.

E depois? Teve todo o processo legal (burocrático), onde D. Pedro I tornou-se Imperador, suprimiu umas revoltas de uns apoiadores de Portugal, fez uma dívida com a Inglaterra pra pegar um empréstimo para pagar Portugal para que eles reconhecessem nossa independência (e você pensava que dívidas do Estado eram coisas modernas, não é?)… Para os nobres e latifundiários, agora era mais fácil fazer comércio e ainda tinham a vantagem de não ter que pagar mão de obra (a escravatura foi mantida). Para o resto do povo… Nada mudou. Como sempre.

Monumento à Independência, em São Paulo (SP). Mais um monumento para celebrar um momento que não foi tão épico quanto se imagina.

E essa é a história da Independência do Brasil, para você ver que é bom saber a história para ver que nem tudo é bonito e heroico quanto se conta nos livros e na televisão, e para notarmos que, desde nosso descobrimento, o país inteiro é sempre negociado pra lá e pra cá por questões políticas e econômicas, que parecem estar sempre acima do que o povo realmente precisa. Ah, se os governantes fossem pobres…

ClaMAN

P.S.1: A próxima “aula” acontece dia 15 de novembro e narra um fato que aconteceu 67 anos depois da Independência: a Proclamação da República.

P.S.2: Meu teclado está com o Enter e o Backspace falhando. Foi complicado escrever essa postagem.

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Momento história: O que foi a Revolução Constitucionalista de 1932

Um pouco (demais) sobre o que foi a Revolução Constitucionalista de 1932 (que é feriado para os paulistas)

Então, hoje é feriado (num domingo, ou seja, não muda nada). Na verdade, só é feriado para quem mora em uma das 645 cidades de São Paulo, pro resto do Brasil é só mais um dia comum (ou melhor, um domingo comum).

Bem, se é feriado (para os paulistas), então deve existir uma razão histórica para isso, não é? Sim, é o dia em que eclodiu (leia-se: começou) a Revolução Constitucionalista de 1932.

REVOLUÇÃO! (Na verdade, não foi bem uma revolução, foi mais algo como um movimento armado mesmo)

Não entendeu? Então… Hora de começar o momento história (contado por um cara que estuda Análise e Desenvolvimento de sistemas e dormia em aulas de história).


Antes de falar de 1932, vamos falar da República Velha ou República do Café com Leite. Era aquela república que Marechal Deodoro proclamou em 15 de novembro de 1889 (aguardem postagem sobre isso depois), e vinha sendo mantida por políticos paulistas (estado que mais produzia café) e mineiros (estado que, se não produzia tanto leite, fazia queijo, e queijo é feito com leite), alternadamente (por isso que é “café com leite”).

Tudo ia “bem”, essa alternância dava “certo”, e o presidente sempre era ligado aos interesses do povo que eram os coronéis e grandes fazendeiros poderosos e cheios da grana. Só que, em 1930, o presidente (paulista) Washington Luís indicou Júlio Prestes (outro paulista) para a presidência, em vez de um mineiro. Os mineiros ficaram com raiva dessa exclusão, então formaram uma aliança com a Paraíba e o Rio Grande do Sul para eleger Getúlio Vargas presidente.

Fraudes na eleição à parte, Júlio Prestes ganhou, mas nada que um golpe de estado não resolva… Nisso, o governo caiu e Getúlio assumiu o governo provisório, fechou o Congresso e, mesmo prometendo convocar novas eleições e fazer uma nova constituição, demorou para cumprir as promessas (político é assim mesmo, desde o século passado…).

Nisso, os paulistas, sem representação política, sem poder, sem dinheiro, já com raiva do atual governo, depois de muitos atos, movimentos e manifestações políticas (um deles, em 23 de maio de 1932, foi tão violento que matou cinco quatro jovens, os MMDC), começaram um movimento armado (iniciado em 9 de julho de 1932, ou seja, há 85 anos) que queria constituição, representatividade e eleições diretas (POR SÃO PAULO!). Juntaram montes de gente, deram armas e partiram para as fronteiras do estado, com apoio de gente de todas as classes (porque a morte dos MMDC foi usada para comover o povo e mostrar que Vargas era cruel).

Lutando pela constituição e pela democracia (e por São Paulo). Foto (incrivelmente) em HD.

Só que tinha um problema: os paulistas estavam em minoria para lutar contra as forças do governo federal. Esperavam por apoio de outros estados (que também queriam a constituição nova e tals), mas ficaram só esperando (e vendo seus soldados morrerem). No final, se renderam em 3 de outubro do mesmo ano, sendo que os líderes do movimento foram exilados. A parte boa? Depois disso, o governo finalmente começou a fazer a Constituição de 1934 e falou sobre eleições (que não chegaram a acontecer, mas aí é outra (aula de) história).

Os paulistas gostavam de dizer que, sem essa revolução, a promessa da constituição não sairia do papel. Os getulistas, por outro lado, diziam que já fariam todas as mudanças em breve, não precisava de todo esse movimento (e mimimi) dos paulistas.

A praça 9 de Julho, em Sorocaba (SP), uma das tantas praças e monumentos que existem em SP dedicados à data e à Revolução.

Independentemente do lado que você prefere acreditar, é interessante notar que a política brasileira sempre vive de joguinhos, tramas e conflitos entre a situação (os que estão no poder) e a oposição (os que querem o poder de volta), desde sempre.

Ah, se os políticos estudassem história… Não fariam as mesmas coisas que já deram errado no passado (ou fariam, sei lá)

ClaMAN

P.S.: A próxima postagem da série será sobre a Independência do Brasil (7 de setembro).

P.S.2: Estudem história e não durmam na aula, por favor.

P.S.3: Lembrando que o blog ainda está em recesso e, por isso, nem a regra mínima de postagens está sendo seguida.

Relembrando as estações passadas

Anúncio: O retorno do Doze Estações.

Três histórias de um ano, contos de amor (ou nem tanto) em doze meses… Esse foi o projeto Doze Estações (ou DZE/12E, para encurtar).

Começado em 12 de junho de 2015 com os primeiros capítulos das três histórias que o formavam (Como começar uma conversa sobre amor / Me(us rece)ios / Anti cupido) e concluído (após uma série de problemas, hiatos e atrasos) entre julho e dezembro de 2016 (se não consegui publicar os finais em 12 de junho de 2016, pelo menos consegui concluir no ano certo), cada história narrou sobre fases de relacionamentos (na ordem: início, meio e fim). Tentei deixar o estilo de escrita bem leve e, mesmo que eu tenha sofrido muito com bloqueio criativo (principalmente nos últimos capítulos), foi uma experiência boa.

“Aquilo que eu te disse… Não foi tudo.” Arte original por Loundraw.

MAS NÃO É O FIM!

Além de outros projetos de histórias, ainda este ano eu planejo revisar e publicar (talvez não comercialmente, ou sim, quem sabe) as três histórias citadas acima, e ainda garantirei a vocês, leitores assíduos, um capítulo extra para cada história (pois a primeira, por exemplo, terminou praticamente em aberto).

Por enquanto, você pode começar a ler pelos links acima mesmo. Em breve (leia-se: assim que acabarem as provas), eu termino as revisões.

Look forward for this (or not)!

ClaMAN

P.S.1: Prazos? Não falo em prazos. Afinal, se eu falar em prazos, serei cobrado e desacreditado se não cumpri-los. Pensem que, se eu não tenho prazos, não existem atrasos!

P.S.1,5: Para terem uma ideia, eu tinha planejado publicar o 13º capítulo do Como começar uma conversa sobre amor hoje, mas nem comecei a escrevê-lo ainda (e a revisão travou no 3º capítulo), então… Aguardem mais um pouco. Ainda esse ano sai.

P.S.2: O P.S.1,5 não existe.

P.S.3: Taiga e Ryuuji? Como eu já disse, só à noite.

Momento história: Quem foi Tiradentes

Um pouco sobre Tiradentes e o feriado de hoje.

Hoje é (ou foi) Dia de Tiradentes, feriado nacional no meio de chuva e frio. Você provavelmente já ouviu falar disso, talvez tenha feito trabalho sobre a vida dele, mas só lembra que é feriado e você não trabalha, estuda nem faz nada.

Então, vamos para uma aulinha de história dada por um cara que não é professor (ainda) e, até 5 anos atrás, não se interessava por história.

Tiradentes. Não confiem naquelas imagens de um cara cabeludão e barbudão semelhante a Jesus.

O nome de Tiradentes é José Joaquim da Silva Xavier. Ele nasceu em 1746, época em que o Brasil era uma colônia de Portugal e sua única serventia era exportar ouro para a Coroa Inglesa. Além de dentista amador (que, na verdade, não gostava de tirar dentes, preferia tratá-los), foi comerciante, tropeiro e mineiro (aliás, nasceu em Minas Gerais) e, além disso, também foi militar.

Cidade de Tiradentes (MG). Boa ilustração de postagem.

Desde essa época, os governantes já arrancavam dinheiro, bens e direitos do povo. E chegou uma época (1788/1789) que queriam extorquir muito mais o povo. Tiradentes e outras pessoas (uns caras de classe média alta da época, meio intelectuais) começaram a tramar para tirar o governador do poder, e depois ir mais longe: com base na independência americana e no iluminismo, proclamar uma república independente de Portugal.

Só que o golpe não deu certo porque apareceu um delator que denunciou todo mundo, e no fim Tiradentes se confessou culpado por tudo (mesmo não sendo o líder), foi enforcado e esquartejado por trair a Coroa (os outros fingiram que não era com eles e saíram mais inteiros). Depois de muito tempo (após a Independência do Brasil em 1822), viram que precisavam de um herói nacional que tivesse lutado pela liberdade do país ao lado do povo e escolheram Tiradentes, o mártir da inconfidência mineira.

Parece que, pra ser um herói, tem que ter cabelão e barba. Aliás, Tiradentes morreu no dia 21 de abril. Coincidência? Acho que não…

Essa é a história sobre o feriado de hoje. A próxima “aula” é no dia 9 de julho. E lembrem-se que história é importante: estudar o que aconteceu no passado para não cometer as mesmas burradas.

ClaMAN

P.S.: O Imagem e Postagem 10 fica pra semana que vem (considerem essa postagem como um 9 2/3). Amanhã tem diário do ClaMAN.

P.S.2: Não sabia de tudo isso, mas pesquisei aqui (Blog do Kleber Teixeira), aqui (Terra Saúde Bucal (hã?)) e aqui e aqui (Minas Gerais.info).

25 de março – a rua, não o dia

25 de março: em pleno 25 de março, que tal falar da rua 25 de março?

Quem é que já foi para São Paulo (capital) e não ouviu falar dessa rua? A rua 25 de Março fica bem no centro da cidade, passando perto do rio Tamanduateí, perto do Mercado Municipal, Theatro Municipal, estação da Luz, terminal Pq. D. Pedro II e mais um monte de lugares que vocês podem ver no Google Maps porque não vou citar todos.

Essa rua tem história na cidade – afinal, quer comprar lembrancinhas, eletrônicos e mais uns par de coisas? Lá tem (ou pelo menos ouvi falar que tem, porque nunca fui lá pessoalmente). Roupas e coisas atacadistas também. E, segundo as propagandas, é tudo barato, aproveite!

Um close em uma barraca vendendo coisas. Isso é o que você mais vai encontrar nessa rua, junto com MUITA.GENTE.MESMO.

Mas, afinal, o que aconteceu dia 25 de março? Bem, há 193 anos atrás, quando São Paulo ainda era uma cidade beeeeeeeeem pequena, Dom Pedro I (Imperador do Brasil na época em que para promulgar leis só precisava subir em cima de uma mula cavalo e gritar alguma frase de efeito (historiadores, por favor, não me matem por isso) e o povo nem ia pra rua por nem saber o que estava acontecendo direito) promulgou a 1ª Constituição do Brasil nesse dia. A rua mesmo só foi ganhar esse nome em 1865, em um dia que provavelmente não era 25 de março.

E é isso. Utilis Inutilis também é história.

@cslclaman

P.S.1: Isso me livra de fazer postagem amanhã, segundo a escala.

P.S.2: Foi a única coisa que consegui pensar para hoje – tá ficando difícil fazer postagem que não seja sobre anime…

P.S.3: Aliás, tem um distrito em Tóquio, no Japão, que é bem popular também. Só que, em vez de eletrônicos e roupas, vende eletrônicos e… Doujins (algo como fanfics). Além, é claro, de ter muitos cafés em que as garçonetes se fantasiam de empregadas

Akihabara! (também conhecido como Akiba)

(12E) Me(us rece)ios – Capítulo 10

Decida-se: ou você passa a torcer por Alice ou por Alana. Ou pelo Fernando. Ou por nenhum deles. Basta ler esse capítulo.

Me(us rece)ios

(Só para constar: o logotipo passou por uma pequena mudança)Quarta estação:
Antes do fim, tudo explicado. Confie em mim, isso será perdoado.


(Ler o capítulo anterior…)

Capítulo X : Dezembro – Tudo por uma decisão

banned_download_proviDe um lado, um questionamento:

— Você tem certeza de que é por esse caminho que quer seguir?

— …Sim.

A autora da pergunta foi Alice que, mesmo com um curativo nem tão pequeno do lado esquerdo do rosto, mantinha o sorrisinho de curiosidade. A resposta foi dada por Fernando, que aproveitava aquele encontro e a amizade recém-reassumida para conversar sobre alguns probleminhas amorosos.

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